Comportamento

Você pode encontrar um homão da p*. E isso não tem a ver com sorte

Gabriela Guimarães e Marina Oliveira

Colaboração para o UOL

13/08/2017 04h00

Muitas coisas acontecem em nossa vida por sorte: achar um lugar para sentar no ônibus em pleno horário de pico, ganhar no sorteio do shopping e encontrar uma nota de R$ 20 na rua são algumas delas. Mas namorar ou casar com um homão da porra não é obra do destino. É livre-arbítrio mesmo, embora todas nós estejamos cansadas de ouvir o quanto são sortudas as mulheres que se relacionam com homens da espécie de Rodrigo Hilbert.

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Imagem: iStock

Contradizendo o que aprendemos sobre relacionamentos, não tem como decidir com quem dividir a vida seguindo apenas o coração. Há muitos fatores a serem ponderados, o que exige racionalidade. O primeiro passo é descobrir o que valorizamos em uma outra pessoa. “Beleza, dinheiro ou poder não garantem um bom relacionamento. São valores como respeito, sinceridade, generosidade e companheirismo que compõem a base de uma relação saudável”, diz o psicanalista especializado em relacionamentos, Sergio Savian.

Observação é a chave
É preciso um esforço para manter o radar de atenção ligado, desde o primeiro encontro, ainda quando as borboletas estão voando no estômago. Alguns sinais apontam, por exemplo, se ele está disposto a dividir as responsabilidades da vida a dois. Situação: depois de um jantar em casa, você sugere que ele lave a louça e ele vai, mas não sem antes expressar o sacrifício que está fazendo por você. Conclusão: probabilidade alta de, no dia a dia, você ter que implorar para ele executar tarefas domésticas que, na real, são responsabilidade do casal. Na dúvida, essa máxima pode ajudar: você é o que faz quando não está levando nenhuma vantagem naquilo.

Não dá para nivelar por baixo
Um estudo publicado em 2013, no "Jornal de Recursos Humanos", da Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos, avaliou casais que participaram de speed dating (encontros organizados por agências de relacionamentos, em que cada participante conversa por um tempo cronometrado com todos os pretendentes). A conclusão foi que a maioria das pessoas tinha preferências pré-definidas em relação aos candidatos, mas acabava escolhendo de acordo com as oportunidades. “Existe a crença limitante. A pessoa que acredita que não consegue ou não merece esse homem dos sonhos, vai aceitar o que vier”, diz o coach e master em programação neurolinguística Marco Túlio Costa.

Ninguém nasce pronto, mas pera lá...
Algumas características podem ser adquiridas. “Comportamentos podem mudar, valores não”, diz Costa. Os comportamentos se ajustam às necessidades do outro e do relacionamento, sem mexer com a individualidade de ninguém. Alguém que mora sozinho há anos pode sofrer um pouco, no início, para considerar o outro nas próprias decisões, por exemplo. Mas se trata apenas de um novo papel, ainda não desenvolvido. Porém, um cara que é desapegado de relações familiares provavelmente não vai querer passar um domingo inteiro com os seus pais nem por decreto, da mesma forma que se mostrará resistente à ideia de ter filhos.

Medo é empecilho
Medos como o de ser a solteirona do grupo ou de ter que congelar os óvulos para engravidar depois aumentam muito a pressão sobre as mulheres. Porém, o terror deveria bater, mesmo, ao nos depararmos com o risco de passar a vida toda com o cara errado. “Quando você entra para uma relação porque não suporta ficar só, acaba tolerando qualquer coisa”, diz Savian.

Somente uma opinião importa
É um erro comum gostar do que uma pessoa representa, em vez de gostar dela. Ficar com um homem que tem um emprego incrível, por quem as amigas pagam pau, e que se comporta como o genro que a sua mãe pediu aos céus, pode não ser suficiente. Principalmente, se você não enxerga valores nele. Às vezes, a gente erra com o intuito de agradar e de ser admirada pelos outros, por causa das nossas conquistas. E deixamos de perceber as reais características do homem com quem passamos boa parte do nosso tempo. “Para você dar ouvidos ao que é importante única e exclusivamente a você, é necessário desconstruir a opinião dos outros, o olhar de reprovação dos outros, o nariz torto dos outros”, diz o psicólogo José Luis Fonseca Bueno Júnior. 

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