Relacionamento

Releve esses 7 temas polêmicos e melhore já a convivência com sua mãe

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Heloísa Noronha

Colaboração com o UOL

15/08/2017 04h00

Para muitas mães, não é fácil aceitar que os filhos são adultos e independentes. Isso pode justificar certas atitudes chatas, mas com boas intenções e muito amor. Entender que sua mãe se comporta de um jeito por algumas razões é importante para que vocês tenham um bom relacionamento. Veja algumas coisas para levar menos a sério e tenha uma relação mais harmoniosa com ela:

1. Os palpites dela sobre o jeito como você educa os filhos

Quando uma mulher se torna avó passa a reviver, consciente ou inconscientemente, a própria maternidade. Além disso, algumas mães julgam as filhas inconsequentes e inexperientes mesmo depois de adultas -- e se acham as donas da verdade. Cabe a você saber lidar melhor com isso. Uma saída é agradecer os conselhos e a preocupação; afinal, vale respeitar a vivência dela. Porém, coloque limites, dizendo que irá pensar com carinho a respeito. Use frases como "Obrigada pelos conselhos. Sei que isso deu certo para você, mas primeiro quero tentar do meu jeito". Deixe-a reclamar. Se ela continuar a insistir, não se desgaste. Fale que aceita e, na sua casa, faça do seu jeito, sem estresse.

2. A insistência dela em saber sobre sua vida amorosa

Entenda que casar e ter filhos são questões importantes para ela -- que acredita que isso tem hora certa para acontecer. Reflita: sua mãe foi criada de outro jeito, sob outros padrões e crenças. Depois, mostre para ela que os interesses, objetivos e até o tempo de cada etapa da vida são diferentes de pessoa para pessoa. Ou seja, o seu não é igual ao dela ou ao que ela planeja para você. Se ela insistir muito no assunto, agradeça a preocupação, diga que gosta muito dela e mude de assunto.

3. O fato de ela lembrar toda hora que na época dela as coisas eram diferentes

Ué, mas eram mesmo, certo? Qual o problema de ela comentar isso? Nem sempre é uma crítica, pode ser só uma constatação. Conflitos de gerações sempre vão existir; vale mostrar que há diferenças de época para época. Divirta-se imaginando que ela também deve ter escutado a mesma coisa da sua avó.

4. A resistência dela em aprender a fazer as coisas sozinha

Pode ser uma maneira de chamar a sua atenção e ter sua companhia. Então, mostre de forma prática que ela pode fazer as coisas sem ajuda e não precisa te pedir sempre para receber carinho. Mas vale pensar: com o passar do tempo, por melhor que seja a saúde da pessoa, nem sempre ela tem a mesma concentração e facilidade de antes. As limitações também surgem e é preciso ter paciência -- e você também vai envelhecer, lembre-se disso. Seja paciente e puxe pela memória as muitas vezes em que ela ajudou você com as lições de casa e a estudar para provas.

5. A opinião dela sobre seu par

Colocar defeitos em seus relacionamentos pode indicar que sua mãe os vê como “ameaça”. Ela pode ter medo de perder a atenção da filha, vê-la ir embora de casa ou ficar sozinha. Explique para ela que o fato de você estar com alguém, independentemente do tipo de relação (rolo, namoro ou casamento), não muda o afeto que sente por ela nem o tipo de vínculo que vocês têm. Em vez de partir para o confronto, agradeça a preocupação e diga que já é responsável e sabe o que é bom para você ou não. "Certas ou erradas, você já fez as suas escolhas, agora é a minha vez" é uma boa declaração.

6. A aversão à tecnologia

Nem toda mãe entende as interações via WhatsApp ou mensagens. Muitas têm outra visão de mundo e de relacionamento e cobram dos filhos mais atenção, carinho e, principalmente, presença física ou, no mínimo, ouvir a voz deles por telefone. Sempre que puder, troque os GIFs de corações por algo mais reconfortante e amoroso no ponto de vista dela.

7. As opiniões que você não quer ouvir

Muitas filhas, sem perceber, se infantilizam na frente da mãe e têm uma atitude de dependência pela vida toda. Não são poucas as que não querem saber dos palpites maternos, mas volta e meia pedem a opinião da mãe mesmo sabendo que vão se irritar. Se esse é o seu caso, não peça opiniões se não estiver pronta para ouvi-las, nem aborde assuntos polêmicos, que renderão chateação e dor de cabeça. E mais: tente analisar porque certos comentários te abalam. Se algo te magoar, vá até a raiz do problema. Descubra quais são seus pontos fracos e invista em recuperar a imagem que você tem de si. Assim, será mais fácil não se afetar.

 

Fontes: Elizabeth Monteiro, psicóloga, pedagoga, psicopedagoga e autora de "A culpa é da Mãe -- Reflexões e Confissões Acerca da Maternidade" (Summus Editorial); Raquel Fernandes Marques, psicóloga da Clínica Anime, de São Paulo (SP), e Sabrina Gonzalez, psicóloga e psicoterapeuta de São Paulo (SP)

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