Relacionamento

Brigas constantes na relação? Veja 11 dicas para acabar já com elas

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Heloísa Noronha

Colaboração para o UOL

16/08/2017 04h00

Todo casal briga, certo? Mas em alguns relacionamentos os conflitos passam do limite sadio, por acontecerem o tempo todo: o casal discute dia sim, dia não, e não chega a nenhuma conclusão. Se você vem vivendo desse jeito e quer salvar a relação, já que a parte boa vale muito a pena, inspire-se nestas dicas e dê um ponto final aos atritos constantes:

1. Identifique a crise que assombra a relação

Toda relação tem momentos de crise. Identificar qual deles vocês vêm enfrentando ajuda bastante a resolver as brigas. Muitos conflitos podem acontecer porque o casal está naquela fase bombástica da paixão do começo do namoro -- um ainda precisa se adequar ao jeito do outro e às diferenças. O estranhamento, então, acontece por conta da adaptação inicial. Há também fases intermediárias, em que as brigas são uma forma de fazer a relação funcionar e, ainda, trocas de farpas típicas do fim, quando não existe amor nem consideração.

2. Esmiúce os motivos

Brigar sempre por banalidades -- como o lixo que não foi colocado para fora ou a bagunça na sala -- tem, em geral, motivações mais graves e encobertas. Frustração ou insatisfação crônica com a relação ou o estilo de vida, competições profissionais, infidelidade, transtornos de humor ou do sono são alguns exemplos. Por não saber ou não poder assumir o problema, qualquer desconforto desequilibra a relação e proporciona um clima perfeito para a guerra entre o casal.

3. Só tenha DR de cabeça fria

Não adianta resolver rasgar o verbo se um dos dois (ou ambos) está no pico da irritação e do mau humor. Para expor ou ouvir as dificuldades enfrentadas na relação, é preciso se sentir relaxado e perceptivo ao outro. Na hora da raiva, o sangue quente leva a acusações e críticas que generalizam a situação e não levam a lugar algum.

4. Responda: vocês estão no "piloto automático"?

Será que a temperatura da relação não está de morna para fria? Por trás das brigas pode haver uma irritação sufocada por algum motivo. Uma possibilidade? A falta de tempo para a convivência a dois, como fazer passeios, conversar, se dedicar um ao outro. Viver com uma pessoa todos os dias não quer dizer que você está dando atenção a ela. Às vezes, o modo "piloto automático" é acionado sem que o casal perceba, deixando a rotina sem brilho, cor e motivação.

5. Exercite a empatia

Antes de reclamar ou acusar o outro de alguma coisa, respire fundo e coloque-se no lugar da pessoa: e se fosse você que tivesse de ouvir toda a ladainha, recebesse acusações e fosse interrompida cada vez que tentasse explicar algo? É possível que os conflitos não estejam sendo solucionados simplesmente porque vocês não praticam a empatia, não escutam um ao outro com atenção e tiram conclusões precipitadas antes mesmo de conhecer as justificativas.

6. Torne uma DR produtiva

É claro que existem exceções, mas, de modo geral, homens gostam de conversas curtas. Então, moças, sejam mais diretas, principalmente se a pauta tiver vários assuntos. Para eles, um papo longo e diversificado é uma tortura, pois eles costumam perder o fio da meada e ficar confusos. Já as mulheres gostam de atenção total enquanto falam -- portanto, rapazes, nada de fuçar no celular ou no controle remoto durante a DR. Ela precisa ser uma conversa a dois, não um monólogo. Quem não ouvir atentamente certamente será chamado de volta à realidade com broncas e gritos, o que, convenhamos, não é nem um pouco agradável.

7. Faça acordos

Para pararem de brigar, vocês devem trocar as acusações mútuas por um momento de trégua e pensar em soluções. O que cada um deve e pode fazer pelo relacionamento? E o que podem combinar juntos? Pensem em soluções e façam um combinado. E, obviamente, conscientizem-se de que para acabar com as brigas, cada um deve cumprir sua parte.

8. Aposte no autocontrole

Preste atenção em suas reações. Quando seu humor piorar e sua capacidade de argumentar racionalmente desaparecer, diga a si mesmo: PARE! Inspire e expire lentamente, até se acalmar. Melhor: diga ao par que quer dar um tempo na discussão até recuperar o autocontrole.

9. Assuma responsabilidades

Admita: você participa em 50% de todas as suas relações e contribui, na mesma proporção, para o bem ou para o mal delas. Está mais do que na hora de assumir o compromisso de mudar sua forma de lidar com os problemas. Não culpe ninguém, nem seu par por seus descontentamentos, frustrações ou falta de iniciativa para redefinir sua história. Acabe com a ideia de que o outro é responsável por sua felicidade. Ninguém é. Só você e a maneira com que lida com os acontecimentos da vida.

10. Não desconte frustrações no par

O outro não é o bode expiatório de ninguém. Isso significa que o par não tem nada a ver com o fato de o seu chefe ser autoritário, com as cobranças da sua mãe ou com os quilos extras que você ganhou no último mês. Discutir os problemas pessoais com o outro pode ser gratificante, claro, e faz parte de uma convivência bacana. Mas descontar raiva e estresse em quem vive ao seu lado é uma atitude infeliz e descabida.

11. Dividam igualmente as tarefas...

... e façam o que for possível para que um não fique mais sobrecarregado do que o outro, pois isso é o estopim perfeito para mágoas e brigas. De contratar uma diarista a acordar mais cedo para fazer certos trabalhos de casa a comprar eletrodomésticos, vale tudo para tornar a rotina doméstica mais leve para os dois.

 

FONTES: Carla Ribeiro, psicóloga clínica e hospitalar especializada na saúde masculina, do Rio de Janeiro RJ); Frederico Mattos, psicólogo clínico de São Paulo (SP) e autor de "Relacionamento para leigos" (Ed. Alta Books), e Mara Lúcia Madureira, psicóloga especializada em terapia cognitivo-comportamental, de São José do Rio Preto (SP)

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