Comportamento

Não basta amar: veja lições que se aprende em uma terapia de casal

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Carolina Prado

Colaboração para o UOL

26/08/2017 04h00

Casais brigam, mas se reconciliam, e podem aprender a resolver seus problemas ao pedir ajuda. Quatro pessoas contaram ao UOL as lições que levaram para o dia a dia conjugal, após buscar uma terapia de casal.

“Não basta amar, é preciso saber expressar o amor”

Joice Moreira, 42 anos, está com o marido há 17 anos. Eles decidiram buscar a terapia de casal para superar as mágoas de uma traição. "Olhar para dentro dói, mas é necessário para recomeçar, seja com o atual ou com um novo amor. Procuramos ajuda após discutir sobre separação inúmeras vezes. Estávamos feridos demais para lidar com isso sozinhos. A terapia nos lembrou que a relação é construída diariamente, que temos de expressar o amor que sentimos. Do contrário, abrimos espaço para suprir nossas carências externamente. Não faltava amor entre nós, tínhamos nos distanciado sem perceber, mas ambos queríamos um ao outro. É que nos deixamos levar pelos filhos, trabalho, faculdade, família, rotina... A decisão de analisar onde estávamos errando nos trouxe de volta à vida conjugal.”

“Ouvir o outro é importante, ainda que seja para discordar”

Depois de um período de discussões constantes, Elisange Padilha, 25 anos, e o marido procuraram um profissional que pudesse ajudá-los. Eles estão juntos há quatro anos, têm dois filhos, um de 2 e outro de 4 anos, e fazem terapia há três meses. “Sabíamos que gostávamos um do outro, mas não conseguíamos entrar em acordo para praticamente nada. Ou seja, vivíamos discutindo. Nos indicaram a terapia. A lição mais importante que aprendemos até agora é a de se colocar no lugar do outro e considerar as ideias dele, mesmo que, no fim, você perceba que o seu ponto de vista é mais coerente. Acho importante que procurar uma terapia seja decisão do casal, não só de uma das partes. Vale fazer uma primeira sessão experimental para ver se gosta".

“Percebemos que sofreríamos mais se estivéssemos separados”

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Márcio, que prefere não revelar o nome verdadeiro, e a mulher estão juntos há 16 anos, sendo 13 de casados. As divergências que já existiam foram intensificadas com a chegada do primeiro filho. “Falávamos línguas diferentes na hora de educar. Ela agia de forma oposta à minha e me corrigia na frente do nosso filho, o que sempre era motivo de discussão e causou um desgaste na relação. Então, fizemos terapia, que durou cerca de um ano, e nos ajudou a entender um ao outro e, acima de tudo, a refletir sobre as razões que o levaram a se casar. Com o tempo, isso vai ficando no esquecimento. A terapia fez a gente perceber que valia a pena manter o casamento. Que os relacionamentos se desgastam, mas é possível mudar algumas coisas para melhorar. Ajudou a perceber o quanto ainda gostamos um do outro e o quanto seria sofrida a separação”.

“A terapia só funciona se os dois acreditarem na relação”

Após seis anos de relacionamento, e três meses de terapia de casal, Juliana Sato, 39 anos, e o ex romperam. “Queríamos melhorar a relação e resolver nossos conflitos, mas não nos entregamos o suficiente, porque não acreditávamos na reconciliação. A gente saía da terapia e continuava discutindo. Percebemos, então, que o terapeuta não faria milagre. Nos separamos pouco depois, amigavelmente. Eu acredito nesse tipo de análise, mas é importante encontrar um profissional em quem o casal confie o suficiente para abrir as emoções. Não tem jeito, tem que entrar de cabeça no processo. Mas também aceitar o que tiver de acontecer. No meu caso, foi a separação”.

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