Relacionamento

O amor está nas ações: elas contam o que vale mais do que dizer 'eu te amo'

Gabriela Guimarães e Marina Oliveira

Colaboração para o UOL

28/08/2017 04h00

Ouvir “eu te amo” aquece o coração de qualquer pessoa apaixonada. Mas de nada adianta postar um textão no Facebook, com declaração de amor e foto de casal, se, no dia a dia, o sentimento não é demonstrado em atitudes. Fazer sempre será melhor do que falar e estas quatro mulheres contam, a seguir, as vezes em que tiveram certeza de que eram amadas, mesmo quando nada foi dito.

Arquivo pessoal
Gabrielle Fornagiero e o namorado, Pedro Imagem: Arquivo pessoal

“Com o passar dos quatro anos de namoro, vi que o ‘eu te amo’ está em muitas situações do dia a dia. Hoje eu e o Pedro moramos juntos e a declaração de amor está quando ele assume uma tarefa doméstica, porque estou cansada demais para fazer a minha parte. Ou quando ele me faz massagem antes de dormir, porque sabe que sinto dores nas costas. Quando eu estudava, existia um ‘eu te amo’ todas as vezes que ele saía do trabalho e dirigia até a minha empresa me buscar, para que eu não precisasse ir de ônibus para a faculdade. Mas a maior prova de amor que tive dele, foi a paciência. Cinco meses após começarmos a namorar (dois meses depois do primeiro ‘eu te amo’) eu fui morar na Escócia, por um ano, para estudar. Ele me apoiou. Foi me visitar, viajamos durante 30 dias pela Europa e, então, voltou e me esperou até o fim do intercâmbio. Conversávamos todos os dias pelo Skype e não existe maior prova de amor do que suportar um fuso horário de quatro horas. Quando cheguei ao Brasil, lá estava ele, mostrando que me amava, ao me esperar no aeroporto”. Gabrielle Fornagiero, 24 anos, engenheira de produção.

Arquivo pessoal
Keith Góes e Rômulo Imagem: Arquivo pessoal

“O Rômulo me dá provas de amor diárias, há um ano, sem precisar dizer que me ama. A começar que readequou a vida dele para estar mais próximo de mim. A casa dele é muito longe da minha e, por consequência, as atividades que ele faz no tempo livre também eram longe, o que dificultava nossos encontros. Ele treina jiu-jitsu e quando começamos a namorar, decidiu mudar a academia de treino, para uma localizada mais perto da minha casa. Somos umbandistas e frequentávamos casas diferentes, até ele deixar a casa onde estava e vir para a minha. Para completar, ambos temos filhos e foi uma declaração de amor fazer com que nossas famílias se dessem muito bem, que é o que acontece hoje. É um ‘eu te amo’ quando ele está com a minha filha e trata ela tão bem a ponto de ela o considerar a melhor pessoa que já conheceu. Ele se preocupa se eu cheguei em casa bem e me entende pelo olhar, sabe? Comemora cada vitória comigo e também lamenta cada derrota.” Keith Góes, 41 anos, secretária executiva

Arquivo pessoal
Luciana Lopes Espíndola e a família Imagem: Arquivo pessoal

"Dois anos atrás, quando nossos gêmeos nasceram em parto prematuro foi preciso que ficassem internados em UTI Neonatal, por 36 dias. Eu chegava no hospital às 8h e ficava até às 21h, para poder ficar com eles e tirar leite para a madrugada. Meu marido Rodrigo, que é advogado e tem escritório próprio, trabalhou durante todo este período de madrugada, para poder ficar com o dia livre e cuidar da nossa filha mais velha, a Julia, e visitar nossos bebês. Após 16 anos de relação, eu sabia reconhecer que ele estava destruído com a situação. Mas ele nunca se abalou, porque sabia que eu estava pior. Eu perambulava pela maternidade, esperando a hora de entrar para poder sentir o calor dos meus filhos. Minha cabeça pirava, achava que não suportaria aquele sofrimento, me sentia inútil como mãe: tinha medo, tontura, falta de ar. Nesses momentos, ele dizia ‘eu te amo’ ao me dar colo e silêncio. Recentemente, ele assumiu um trabalho grande só após me perguntar se eu estava de acordo. A vida virou uma loucura: ele saía cedo de casa e só voltava à meia-noite. Eu me sobrecarreguei muito com as nossas responsabilidades, mas disse que melhoraria com o tempo. Então, semana passada, ele abriu mão do trabalho, por acreditar que não era justo me deixar sozinha com a nossa família. Tem maior prova de amor do que essa?”. Luciana Lopes Espindola, 41 anos, autônoma

Arquivo pessoal
Nina Lima e o marido, Eduardo Imagem: Arquivo pessoal


“Demonstrar o que sente pelo seu par se torna natural quando o amor é de verdade. Deixa de ser algo dito da boca para fora, só para agradar. O Eduardo me diz ‘eu te amo’ toda vez que cuida e se preocupa com a minha mãe. Ela tem 80 anos e, embora não tenha nenhum problema grave de saúde, demanda cuidados por ser uma idosa. Ela ficou viúva muito cedo e mora sozinha. Ele tem o mesmo carinho por ela, que tem pelos pais dele - que também são idosos. Ele faz compras no mercado para a minha mãe, vai à farmácia e sai correndo, esteja onde estiver, se algo mais grave acontece. Quando saímos para passear, muitas vezes, vamos em cinco pessoas: nós, os pais dele e a minha mãe. Fora isso, ele sempre me surpreende ao deixar um buquê de flores, colhidas do jardim, no banheiro do nosso lavabo, para me desejar um bom dia. E há dois anos, desde que nos unimos, ele nunca esquece meus biscoitos de polvilho, ao ir no mercado, ainda que eu não me lembre de pedir.” Nina Lima Donsele, 43 anos, gerente de alimentos e bebidas

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