Comportamento

Com pressa de subir na carreira? Veja 7 razões para controlar a ansiedade

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É preciso aliar o conhecimento à prática do dia a dia para realmente avançar na carreira Imagem: Getty Images

Heloísa Noronha

Colaboração com o UOL

08/09/2017 04h00

Muita gente mal sai da faculdade e já entra numa empresa se sentindo a última bolacha do pacote. É comum se frustrar ao descobrir que para se sentar na imponente e confortável cadeira de CEO é preciso ralar — e muito! A pressa em atingir o topo, aliás, compromete o aprendizado e o cumprimento de passos importantes, como mostram as seguintes justificativas:

1. Diploma não compensa inexperiência

Não adianta achar que vai "chegar chegando" numa empresa só porque você se formou em Harvard, na Sorbonne, fez intercâmbio na Austrália ou coleciona certificados de cursos hype. Tudo isso tem importância, sim, mas é preciso aliar o conhecimento à prática. É no dia a dia, ao lidar com imprevistos e situações difíceis, que se consegue provar o seu valor. E isso não acontece de uma hora para a outra.

2. As tarefas chatas têm importância, sim

A ansiedade típica dos millennials faz com que muita gente despreze certas etapas do trabalho. Frequentemente buscam resultados muito rápidos, se entediam com sua função e até mesmo acham que estão perdendo tempo em uma empresa por não verem oportunidade de crescimento. Não se ganha uma medalha antes da corrida, e sim após ter corrido e demonstrado seu desempenho. Ou seja, é preciso tempo e dedicação no cumprimento das tarefas -- elas podem parecer desinteressantes, mas certamente são fundamentais no processo.

3. Pular de galho em galho nem sempre é bom 

Por mais compreensível que seja o afobamento, talvez um currículo com muitas passagens curtas pode transmitir uma imagem negativa de inconstância, falta de objetivos claros ou sobre a certeza de suas próprias escolhas. Não adianta apressar o ritmo sem aproveitar bem cada oportunidade.

4. Comprometer-se exige esforço 

Segundo especialistas em carreira, a maior reclamação dos jovens é não se sentir importantes em sua área de atuação mesmo depois de certo tempo na empresa. Os chefes, por sua vez, argumentam que os jovens parecem viver "no mundo da lua", não se comprometem em entender realmente como as coisas funcionam nem demonstram interesse em fazer mais do que é pedido. Com essa postura, fica difícil conquistar a confiança e ganhar mais responsabilidades.

5. Chefe não é pai

É preciso entender que o chefe não é o papai e que a empresa não é uma extensão da facul. Muita gente começa sua trajetória profissional achando que o chefe tem de ser compreensivo, tratar com indulgência e passar a mão na cabeça quando errar. E estranha também a pressão do local de trabalho. Mas o tempo ensina a se relacionar e a suportar pressões, frustrações e perdas.

6. A ambição desmedida gera arrogância

A ânsia em alcançar o topo é boa quando a usamos para buscar a superação de novos desafios continuamente. A pressa, por sua vez, pode levar a um comportamento arrogante. Não é raro ver por aí gente que se ache melhor do que os funcionários com mais tempo de casa só porque tem planos definidos, bom repertório cultural e uma sanha imensa de "chegar lá". Um degrau de cada vez, por favor, e sem atropelar ninguém!

7. Você se conhece bem?

Ninguém vai chegar ao ápice da noite para o dia. A carreira é uma construção, que inclui praticar o autoconhecimento e aprender a identificar seus pontos fortes e fracos, suas expectativas, seu jeito de lidar com as coisas... Só assim poderá alinhar seus valores com os seus objetivos e descobrir o que pode e deve fazer para conquistar o que deseja.

 

Fontes: Lilian Bertin, empresária, palestrante de carreira e especialista em programação neurolinguística, de Sorocaba (SP); Luciana Tegon, headhunter, coach, especialista em direto processual e gestão de recursos humanos, e sócia-diretora da Consultants Group by Tegon, em São Paulo (SP); Sergio Dias, economista e consultor do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) no Rio de Janeiro (RJ); Soraya Salomão, advogada, coach e formanda em MBA de Gestão de Negócios pelo IBMEC (Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais), e Wiwi Parra, psicóloga organizacional, de São Paulo (SP)

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