Comportamento

Sabe a história que não se deve tentar mudar quem ama? Não é bem assim

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Aprovar tudo o que o outro faz é uma ideia romantizada Imagem: Getty Images

Carolina Prado e Gabriela Guimarães

Colaboração para o UOL

15/09/2017 04h00

É inevitável que o casal experimente novos comportamentos ao conviver com outra pessoa. E talvez adote muitos deles. A explicação é simples: relacionamento e transformação pessoal são, praticamente, sinônimos. “São duas pessoas com história e personalidades diferentes, que se encontram e investirão em um projeto comum”, conta o psicólogo Paulo Marinho.

Amar não é...

...aprovar tudo o que o outro faz, isso é uma ideia romantizada. O amor é um sentimento poderoso para fazer os envolvidos crescerem e se tornarem a melhor versão de si mesmos. Mas precisam estar dispostos a ensinar e a aprender. E ter em mente que receber críticas do par não é ruim, porque só as pessoas que se importam apontam os defeitos e sugerem melhorias.

Ensinar não é impor

Fazer críticas construtivas, quando você vê no outro um grande potencial a ser desenvolvido, é diferente de obrigar uma pessoa a ser o que ela não é, por capricho. Dar um feedback sobre o comportamento dela em família ou uma postura profissional é ok. “Mas é preciso entender que determinados valores e costumes não mudam. Ou você aprende a lidar ou fica difícil continuar na relação”, diz a psicanalista Blenda de Oliveira.

Isso dá, aquilo, não

As características que fazem a pessoa se sentir bem com ela mesmo e a deixam feliz não devem ser mudadas. Mas outras, que podem estar causando sofrimento para ela e para você merecem atenção. “Se é muito mal-humorado, inseguro ou introvertido, por exemplo, o parceiro pode dizer”, diz o psicólogo Aurélio Melo, professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

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Ajuda o outro a ver a vida com outros olhos Imagem: Getty Images
Como ajudar o par a ser melhor

Com toques gentis. Pode ser que ele não perceba que reclama demais e irrite amigos, colegas de trabalho e, claro, você. A contribuição será fazê-lo enxergar esse comportamento, refletir e começar a se policiar. De repente, ele passa a ver a vida com outros olhos e reclama menos.

Criticar é uma coisa, colocar o dedo na ferida é outra

Sempre há um jeito delicado de expor opiniões. Ao falar de maneira destrutiva e apontar o dedo, as chances de o outro rejeitar sua sugestão de mudança são enormes. Além do que, pode demonstrar arrogância, que nunca é bem-vinda em um relacionamento.

Não é só município que tem limite

Assumir uma postura de professor da relação, ao corrigir sempre, criticar gratuitamente e, de forma depreciativa, dizer o que é “certo” e “errado” na sua visão, não é o melhor caminho. “Quando minhas atitudes produzem tristeza e insatisfação no parceiro, a relação perde o brilho. O outro se sente coagido e ameaçado”, fala Katia Horpaczky.

Você também pode ser criticado

É bom estar aberto a ouvir o que o parceiro pensa de você. “É complicado quando só uma das partes cede. Quando isso acontece, é porque quem sempre cede tem mais insegurança e acredita que, ao evitar conflitos, resolverá os problemas”, diz Aurélio Melo.

Sinais de alerta

Chantagem ou sedução são maneiras destrutivas de interferir no comportamento do outro, sem que ele se dê conta. “Nestes casos, a dificuldade em aceitar o par como ele é adquiriu níveis patológicos, e o relacionamento já está se tornando abusivo”, diz Marinho.

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