Comportamento

Não surte no trabalho: aprenda a controlar o medo de ser demitido

Getty Images
Imagem: Getty Images

Gabriela Guimarães e Veridiana Mercatelli

Colaboração para o UOL

25/09/2017 04h00

Você escuta que um amigo foi mandado embora aqui, que uma empresa fechou ali, e logo começa a sentir calafrios. Em tempos de crise, não é de se estranhar que a gente fique apreensivo com a possibilidade de ser demitido. O problema é que este medo só piora as coisas: o trabalho piora quando estamos ansiosos e a atenção diminui, o que afeta a produtividade. Fora a saúde, que também sofre quando o corpo vive em estado de alerta. Para dar uma amenizada nessa tensão toda, listamos algumas maneiras efetivas de lidar com esse medo.

Marque uma reunião de feedback

Perguntar, na lata, ao seu gestor se vai ser demitido não funciona, porque líderes não falam abertamente sobre as decisões da empresa. O melhor, para sondar o cenário, é conversar sobre a qualidade do seu trabalho e como melhorar os seus pontos fortes. Não é que a reunião vá garantir o emprego, mas dependendo do retorno dele, ajuda a acalmar o coração.

Trabalhe bem, mesmo com medo

Ainda sabendo que o seu empenho não garante emprego vitalício, continue oferecendo o seu melhor. Ao trabalhar bem, você deixa a sua marca na organização e, se acontecer de ser demitido, poderá conseguir boas indicações para outros empregos, além de deixar as portas abertas na mesma empresa.  

Pode desabafar

Não guarde para si os medos, porque aumenta a ansiedade. Converse sobre eles com alguém de sua confiança – pode ser de fora da empresa, que terá uma visão mais racional do cenário, e outra pessoa do mesmo local, que se identifique com a sua aflição. Só tome o cuidado para não se tornar repetitivo, aquela pessoa que só reclama. Use estas conversas para refletir.

Tenha claro o que você quer da sua vida profissional

Saber o que é importante para você e o que espera alcançar em um futuro próximo, e em longo prazo, aumenta a sensação de controle. E será mais fácil buscar alternativas para chegar lá, caso o atual emprego não seja mais uma opção. Se conhecendo também, talvez você descubra que esta demissão não seria tão ruim para os seus planos profissionais.

Não leve as críticas para o lado pessoal

Qualquer empresa que atravessa uma crise se torna mais exigente e menos paciente, portanto,  resiliência é fundamental. A crítica negativa tem um lado bom: quando o gestor dá um feedback, é porque ele quer que você melhore. Se vai demitir, não gasta tempo tentando aprimorar o seu trabalho.

Tente envolver-se em novos projetos dentro da empresa

Com isso, você vai se sentir mais motivado, melhorar o humor e a autoconfiança. Se a sugestão de entrar em um novo projeto veio do seu chefe, a notícia é ainda melhor: pode ser que ele esteja deslocando você para outra área, para te poupar dos cortes que acontecerão no atual setor.

Invista em qualificação

Não caia na besteira de achar que o seu processo de aprendizado profissional terminou quando se formou na faculdade ou no curso técnico. Ainda que esteja preocupado em perder a sua renda, este é um bom momento para gastar tempo e um pouco de dinheiro com um estudo que vai abrir novas portas profissionais: dentro da mesma empresa ou fora dela.

Controle apenas o que você pode

Se realmente acha que será demitido, encare os processos necessários para buscar um novo emprego: atualize o currículo, se cadastre em sites de vagas e entre em contato com pessoas próximas, para conversar sobre novos projetos e oportunidades. Assim, se a demissão chegar, não vai te pegar despreparado.

Enxergue o copo meio cheio

Faça uma lista de coisas positivas que podem acontecer caso seja mandado embora. É para tornar o cenário menos caótico e ajudar você a ter planos para o próximo passo. Lembre-se que uma demissão, por mais difícil que seja, pode ser uma maneira de dar um rumo melhor à sua carreira.

Fontes: Angelica Navickas, executive coach. Blenda de Oliveira, psicóloga clínica e psicanalista. Daniela do Lago, coach de carreira e especialista em comportamento no trabalho. Maria Elisa Moreira, psicóloga Organizacional e do Trabalho, autora do livro “Liderar não é preciso: um guia prático para o dia a dia dos líderes” (Editora Paulinas). Paula Dias, coach com MBA em Gestão de Pessoas.

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