Comportamento

Descubra como age um passivo-agressivo e aprenda a lidar com pessoas assim

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Você já lidou com um passivo-agressivo? Imagem: Getty Images

Daniela Carasco

do UOL, em São Paulo

26/09/2017 04h00

Ouvir de alguém que “está tudo bem” diante de um evidente desagrado, definitivamente, não é saudável. O que está por trás de atitudes como essa é um comportamento passivo-agressivo. E ele pode se dar tanto em um relacionamento amoroso, quanto em relações puramente corporativas, quando o outro é incapaz de lidar com conflitos de maneira direta.

Segundo Felipe Alckmin Carvalho, mestre em psicologia clínica pela Universidade de São Paulo (USP), “pessoas assim não expõem seus próprios desejos e motivações, se mostram sempre calmas, mas podem explodir a qualquer momento”. No trabalho, são aqueles que concordam com tudo diante do chefe, mas, pelas costas, são agressivos e fofoqueiros.

Como disfarçam?

Não é simples identificar um passivo-agressivo. Em muitos momentos, segundo o especialista, ele tende a recorrer ao humor para demonstrar um falso consentimento e disfarçar sua verdadeira opinião. De modo geral, está tentando comunicar suas reais necessidades, mas prefere mascará-las com piadinhas e até certo cinismo e ironia.

“É mais comum do que imaginamos e, normalmente, se dá com pessoas inseguras ou que têm medo de serem abandonadas. Isso torna as relações interpessoais bastante tóxicas”, conta Felipe. “Com isso acabam ficando vulneráveis a uma série de maus tratos e relações abusivas.”

Por isso, mesmo que pareça, agir de maneira passiva-agressiva nem sempre é um grito de atenção ou um comportamento intencionalmente imaturo. Trata-se, na verdade, de uma incapacidade de se expressar diretamente.

Procure não ignorar

Rotular ações ou, simplesmente, menosprezá-las pode reforçar ainda mais o problema e fazer o outro fique na defensiva. O ideal é discutir a relação de maneira criteriosa para que não pareça um ataque.

Se colocar em primeiro plano na hora de apontar o inconveniente é uma ótima solução. Prefira dizer “eu me sinto desamparado ou desamparada quando não sei o que está acontecendo”, em vez de “você sempre age assim e não diz o que está se passando”.

Afinal, se é complicado mudar a maneira como o outro age, resta ao menos abrir espaço para que ele se sinta seguro o suficiente para expressar seus sentimentos, sejam eles bons ou ruins.

Existe um equilíbrio?

Entre os polos da passividade e agressividade, mora a assertividade, capacidade de expressar a opinião com autoconfiança. “Uma habilidade social que pode ser treinada com a ajuda da psicoterapia”, diz Felipe.

O especialista diz ainda que pacientes diagnosticados com depressão têm chances a mais de agir dessa maneira. “Eles não conseguem desenvolver vínculos fortes, nem criar intimidade”, explica o psicólogo. “Isso é superimportante para um desenvolvimento emocional.” Aqueles diagnosticados com transtorno de personalidade também se enquadram no grupo de risco.

 

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