Vida no trabalho

Perguntas que você deve responder antes de engatar um romance no trabalho

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Se o envolvimento não é sério e você quer crescer na empresa, precisa ter sangue frio e fazer uma análise a médio e longo prazo Imagem: Getty Images

Claudia Dias

Colaboração para o UOL

05/10/2017 04h00

Passamos a maior parte do dia no ambiente de trabalho. Não é nada difícil, então, surgir um relacionamento com alguém que divida o escritório com a gente, certo? Se por um lado essa situação corriqueira por causa do contato frequente é bem prazerosa, por outro, pode se revelar uma armadilha. Aqui, listamos algumas perguntas que você deve se fazer antes de assumir uma relação pessoal dentro do espaço profissional.

Como minha empresa encara um relacionamento?

Essa é a pergunta número 1 para quem considera expor uma relação com algum "colega" no ambiente de trabalho. Segundo a headhunter Luciana Tegon, as empresas têm evoluído e estão cada vez mais abertas para tais cenários, mas os bons olhos costumam se concentrar apenas em casais que atuam em áreas diferentes. "Quando são da mesma área, geralmente há mais restrições. Também dificilmente serão aceitas relações entre chefia e equipe, pois não é possível que um casal tenha uma relação de insubordinação dentro de uma empresa", esclarece.

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Qual será o impacto na minha carreira?

Se o envolvimento não é sério e você quer crescer na empresa, precisa ter sangue frio e fazer uma análise a médio e longo prazo, respondendo a mais algumas dúvidas, de acordo com Luciana. "Vale a pena trazer esse flerte para o ambiente de trabalho? Essa pessoa é bem vista na empresa? Ela pode me agregar uma imagem negativa?", lista. Para a headhunter, se você tem um objetivo muito claro de ascensão, precisa pesar e considerar os riscos de um relacionamento (que pode não ser nada profundo). "Às vezes, simplesmente é melhor deixar passar essa atração", opina.

Quero alguém para dividir o dia inteiro comigo?

O psicólogo clínico Artur Cortez aponta que a pessoa tem de lembrar que manterá contato frequente com o par. "Ficar juntos as oito horas de trabalho, durante o dia, e depois à noite, quando chegar em casa, pode ser um convívio exagerado", pontua.

Eu consigo manter a discrição necessária?

De acordo com Artur, é preciso ter bem claro se você consegue manter o seu relacionamento pessoal fora do convívio de trabalho. "Mesmo em amizades no trabalho, é comum falarmos sobre nossos relacionamentos. Mas se o parceiro é do mesmo local, você vai precisar manter sigilo para não afetar o relacionamento entre as pessoas do trabalho e ele", exemplifica.

Posso andar de mãos dadas?

Regra geral, seja muito, muito discreto e evite expor seu relacionamento no horário de trabalho. "São coisas da intimidade, não é para todos ficarem sabendo", lembra Luciana. A discrição evita comentários maldosos dos colegas e eventuais cobranças do chefe. E mesmo em ambientes corporativos mais "lights", você não deve abusar. "No fundo, tudo se resume ao conhecido bom senso", salienta a headhunter. Prefira uma mensagem privada no WhatsApp, por exemplo, em vez de ir à mesa do par o tempo todo. Mas, é claro, um papo rápido ou uma troca de olhares, desde que não atrapalhe a produção ou constranja outros colegas, não faz mal a ninguém.

Posso lidar com ciúmes, carências e afetos, sem prejudicar meu desempenho?

As relações afetivas são sempre carregadas de emoções diferentes, que vêm à tona nos mais diversos momentos, não é mesmo? Se algo nos magoa, sentimos raiva ou tristeza. Se ficamos encantados com algo, surgem carinho e ternura. "Nenhum desses sentimentos é adequado em um local de trabalho, então é preciso certeza de que você consegue deixá-los fora da empresa", salienta Artur.

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O e-mail da empresa é monitorado?

Todo conteúdo pessoal que enviamos através do e-mail da empresa corre o risco de ser lido, já que pode existir um monitoramento no ambiente corporativo. Ou seja: tome cuidado com brincadeiras, (principalmente) fotos ou comentários que faz - regrinha que vale não só para casais, certo? -, pois isso pode expor a intimidade para algum superior e até acarretar até uma demissão. "Utilize o intervalo para essas conversar ou recorra a aplicativos pessoais, como o WhatsApp", sugere Luciana.

E se não der certo?

Taí algo que precisa estar no radar de qualquer casal, caso a relação desande.  É bem possível que novos relacionamentos surjam - tanto para você quanto para a outra pessoa - e, se o envolvimento terminar de forma negativa, isso pode render saias-justas chatas. É preciso estar pronto para dar de cara com o ex-par acompanhado, seja no dia a dia ou em eventos da empresa. "Por isso é sempre mais difícil quando se traz para o ambiente de trabalho uma situação muito pessoal, que é o relacionamento", opina Luciana.

Se precisar, estou pronto para deixar esse emprego?

Nem todo mundo consegue lidar bem com o fim de uma relação e as possíveis saias-justas que podem surgir a partir do rompimento. Se houver muita mágoa, corre-se o risco de chegar a tal ponto que qualquer convívio se torna inviável. "Nesses casos, uma das partes do antigo casal pode optar por sair do trabalho. Pode ser você ou você ainda pode ter de lidar com o fato de que outra pessoa deixou o emprego por sua causa", esclarece Artur. 

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