Comportamento

Vocês estão parecendo irmãos? Veja 9 dicas para sacudir essa relação

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É possível voltar a ser um casal de verdade Imagem: Getty Images

Heloísa Noronha

Colaboração para o UOL

05/10/2017 04h00

À primeira vista, vocês parecem afinados, aquele tipo de casal que todo mundo gosta e admira. Vistos de perto, porém, a boa parceria cotidiana tem pouco ou nenhum contato físico e raras trocas sobre suas vidas pessoais. A intimidade sexual e emocional está cristalizada. Nem sempre é fácil, mas se houver boa vontade e amor genuíno, é possível reverter esse padrão e voltar a ser um casal de verdade com essas 9 ideias:

Tenham em mente que paixão não é amor

Nenhuma paixão dura para sempre no relacionamento - e é bom e producente que seja assim. Paixão dá arrepios, calafrios, é um sentimento intenso e cheio de surpresas. Afinal, o casal está se conhecendo e tudo ainda é novidade. Com o passar do tempo, comportamentos e emoções já serão bastante previsíveis. A euforia é substituída por algo muito mais consistente: o amor. Algumas pessoas interpretam a construção desse sentimento como algo apático, chato e sem tesão. Em vez de se incomodarem, deveriam se sentir satisfeitas: ele sinaliza que a relação amadureceu e entrou numa nova fase mais sólida.

Recuperem a sensualidade

Alerta! Essa dica não tem nada a ver com a famosa tríade do "resgate da chama da paixão", a saber: preliminares caprichadas + experimentar novas posições + variar o cenário das transas. OK, esse trio pode e deve ser posto em ação, sim, mas só depois que vocês investirem na sensualidade e mudarem a vibe "coleguinhas". Primeiro, parem com aquele selinho burocrático ou, pior, beijinho na testa típico de casal "véio" (não na idade, no comportamento). Beijo na boca, demorado e molhado, é fundamental. Voltem, também, a melhorar o look de ficar em casa ou dormir. Mesmo numa rotina atribulada, é possível conversarem se tocando, olharem um nos olhos do outro, tomarem um banho juntos, trocarem elogios.

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Voltem a priorizar um ao outro

Depois de um tempo de convivência, pode acontecer de o casal dedicar mais atenção a outras coisas - trabalho, filhos, tarefas domésticas - em detrimento do relacionamento. Fins de semana compartilhados com frequência com familiares ou amigos acabam tomando um tempo precioso da relação, cuja intimidade acaba ficando abalada. Voltar a colocar um ao outro no topo da lista de prioridades pode ajudar a resgatar o vínculo.

Falem sobre o que incomoda

Sempre que possível, expressem desconfortos e dúvidas. Permitir que mal entendidos, expectativas não atendidas e mágoas mal resolvidas se instalem na relação afeta a comunicação do casal e vai corroendo pouco a pouco a vontade de estarem juntos, de fazerem planos, de compartilhares verdadeiramente o dia a dia.

Mudem os temas das conversas

Responda sem pestanejar: qual foi a última vez que vocês bateram papo sobre algo genuinamente interessante e aprenderam algo um com o outro? O comodismo faz com que as conversas girem em torno somente das tretas do trabalho, perrengues domésticos e necessidades envolvendo os filhos. Sim, assuntos pertinentes e obrigatórios ao bom andamento da rotina, mas um casal precisa ser mais do que uma dupla administrando uma casa ou a criação de uma criança. Livros, seriados, música, exposições, locais que planejam visitar... Tudo isso alimenta a relação. Mesmo com grana ou tempo escassos, com boa vontade é possível achar espaço na agenda para o lazer e os bons momentos a dois.

Achem a melhor forma de agradarem um ao outro

As pessoas são diferentes umas das outras e, portanto, precisam de coisas distintas para se sentirem importantes, especiais e amadas. Talvez a sensação de sentirem-se afastados seja resultado dessa dissonância. Pessoas auditivas, por exemplo, necessitam ouvir palavras amorosas, de apoio e afetuosas, enquanto as do tipo visual querem ver, de fato, no outro as tais demonstrações carinhosas. Já as cinestésicas precisam de contato físico: abraços, beijos, proximidade corporal.

Olhem para a própria história

Recordar o início da relação permite que o casal repense a forma como criou laços. Os dois terão a chance, ainda, de relembrar fatos importantes, desde por quê escolheram ficar juntos até como se ajustaram um ao outro, lidaram com dificuldades e as boas experiências que acumularam. Nesse "momento flashback" podem buscar, juntos, a chave para observarem em que momento que o vínculo deixou de ser conjugal.

Reflitam: qual é o benefício dessa situação?

As circunstâncias difíceis sempre contam com algo que os psicólogos costumam chamar de "ganho secundário": uma espécie de vantagem que faz com que as pessoas não ponham um ponto final numa situação ruim. Será que viverem como irmãos não é uma maneira (inconsciente) de continuarem juntos sem que tenham que olhar para a sujeira varrida para debaixo do tapete?

Resgatem planos antigos

Em relações estáveis e muito longas, é normal que alguns sonhos compartilhados no início do relacionamento tenham sido abandonados no meio do caminho. Problemas financeiros, investimentos na carreira, doenças, esforços concentrados na educação dos filhos... Muitos são os fatores que podem ter detonado a renúncia a certos planos. Porém, nunca é tarde para retomá-los, mesmo que para isso seja necessário fazer alguns ajustes à nova realidade. Ter um objetivo comum e traçar estratégias para alcançá-lo pode reavivar a química adormecida.

FONTES: Elídio Almeida, terapeuta de casal e família, de Salvador (BA); Marcelo Lábaki Agostinho, psicólogo do Departamento de Psicologia Social e do Trabalho da USP (Universidade de São Paulo), e Rosicler Bahr, psicóloga, membro da APRTF (Associação Paranaense de Terapia Familiar)

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