Comportamento

Diretora de filmes pornô conta como conversa sobre sexo com as filhas

Reprodução/Instagram
A diretora de filmes eróticos Erika Lust Imagem: Reprodução/Instagram

do UOL, em São Paulo

18/10/2017 10h32

 

A sueca Erika Lust é conhecida e premiada por criar filmes eróticos considerados feministas, que focam no prazer e no empoderamento sexual da mulher em cena. Mas a diretora, roteirista, escritora e ativista tem ainda outra faceta: ela é mãe de duas meninas, de 10 e 6 anos.

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Em uma entrevista ao site "Refinery29", Erika contou como ela conversa sobre sexo com as filhas. Ela diz que se preocupa que as meninas entendam a diferença entre pornô — uma performance exagerada, segundo ela — e o sexo da vida adulta real.

“É como assistir um filme de ação, em que dublês fazem coisas que pessoas normais não conseguem. Nós precisamos contar isso às crianças porque, na vida real, sexo não é [uma experiência] apenas física, é emocional. E a parte emocional é mais difícil. Sexo é algo que requer tempo, porque é preciso tempo para conhecermos nossos corpos e conhecer o corpo de outra pessoa, o que gosta e como vocês podem trabalhar juntos para ser ótimo para os dois", explica.

Para a diretora, é importante que falar sobre sexo seja algo incorporado à rotina das crianças — assim, o tema não vai intimidá-las. "Não seja muito agressivo. Não sente com os filhos para uma conversa. Tente incorporar isso no dia a dia. Como contamos uma história é importante. É parte do motivo pelo qual eu faço o tipo de filmes que faço — eu gosto de contar histórias eróticas para as pessoas. Você pode contar para os seus filhos histórias que os ajudem a se informar". 

Reprodução/Erika Lust
Cena do filme "The Good Girl", de Erika Lust Imagem: Reprodução/Erika Lust

Ela ainda acredita que seja impossível monitorar tudo o que filhos assistem online e, por isso, é importante se manter aberto para conversar e tirar as dúvidas que eles possam ter. "Nosso papel é guiar, ensinar a pensar criticamente e ter estratégias para lidar com situações difíceis. É o que precisamos fazer com pornô, sexo, drogas, álcool. Questões de gênero. Até com açúcar!", brinca.

"Há muito conteúdo audiovisual que não é apropriado para crianças de 6, 10, 12 anos. Como mãe, quero explicar que, se eles entrarem na internet, vão esbarrar com este material. E parte dele vai ser chocante para eles. Por favor, desliguem. Vejam outras coisas. Não entrem [nesses sites]. É a mesma coisa que um filme de terror. Se você assistir, não vai conseguir dormir depois, você vai se sentir mal. Então, tente não assisti-lo".

Erika ainda revelou que as meninas entendem, ao menos parcialmente, o que ela faz profissionalmente. "Minhas filhas sabem que eu tenho uma empresa, sou uma diretora, produtora de filmes. Elas sabem que eu apareço na mídia e falo sobre meus filmes e feminismo. E, que, de alguma maneira, o que eu faço tem foco erótico, em que as pessoas estão frequentemente nuas, se beijam e fazem sexo. Mas elas obviamente não entendem o que tudo isso envolve por causa da idade".

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