Comportamento

Campanha da Avon sobre gênero causa polêmica nas redes sociais; entenda

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MC Soffia é uma das porta-vozes do "além de princesa" da marca de beleza Imagem: Reprodução/Still

Do UOL

20/10/2017 13h34

Ao dizer que meninas não devem só escutar que são lindas, fofas e delicadas enquanto os meninos ouvem que são fortes, espertos e corajosos, a nova campanha da Avon, que conta com o documentário "Repense o Elogio” acabou irritando alguns pais e também o deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP).

Em vídeo no Facebook, o deputado afirma que trata-se de um conteúdo de "ataque contra às crianças e a família brasileira", um "verdadeiro lixo" diz ele.

No entanto, de acordo com a empresa de cosméticos, o objetivo é fazer com que pais, educadores e adultos em geral revejam os adjetivos utilizados para elogiarem crianças, para que os estereótipos de gênero diminuam e as oportunidades de meninas e meninos não sejam limitadas. A ideia é que todos reflitam e ampliem o vocabulário direcionados às meninas para além da aparência física, da beleza. O termo princesa não está proibido, mas precisa ir além. 

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Imagem: Reprodução/Facebook

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"É importante aprofundarmos a discussão sobre a desigualdade de gêneros na infância se queremos que a igualdade venha na maior velocidade possível”, opina David Legher, presidente da Avon. "Acreditamos que todas as garotas são lindas, mas também acreditamos que elas são muito mais do que isso. Por esse motivo, criamos esse projeto que visa incentivar a sociedade e os pais a refletirem sobre o impacto dos elogios na educação e autoestima das meninas desde a mais tenra idade. Afinal, o que dizemos para as meninas hoje influencia quem elas serão amanhã", afirma Danielle Bibas, vice-presidente global de marcas, comunicação e conteúdo.

Quase 80% das palavras utilizadas pelos adultos para elogiar meninas estão relacionadas à aparência, como linda, bonita, princesa. Já para os meninos, 70% referem-se a habilidades, como esperto, inteligente, corajoso. "Inconscientemente, a maioria dos adultos elogia meninos e meninas de forma diferente e, apesar de parecer inofensivo, os elogios têm um poder enorme de estabelecer normas e condicionar quem os está recebendo. Se por um lado os elogios nos motivam, por outro eles também nos limitam e é por isso que essa campanha é tão importante: porque nos mostra como cada um de nós, por meio de ações simples, acaba ajudando a perpetuar estereótipos ou romper barreiras”, explica Gabriela Tebet, pedagoga e pesquisadora de temas ligados à infância.

Não há qualquer problema em chamar uma menina de linda, mas esse não pode e nem deve ser sua única qualidade. É preciso, portanto, ampliar o repertório de elogios e lembrar que meninas e também meninos são lindos, inteligentes e muito mais que apenas isso”.

O documentário com direção e roteiro de Estela Renner dá voz a vários adultos e a ainda mais crianças e adolescentes - entre elas, algumas bem conhecidas e porta-vozes dessa geração, como a cantora

Foram entrevistadas mais de 80 pessoas nas cidades de São Paulo, Curitiba, Piracicaba, Santos e Recife em uma produção que durou 10 meses. “Iniciamos o projeto para falar dos elogios e da importância que eles têm na infância, mas rapidamente concluímos que estávamos falando de algo muito mais complexo, pois o elogio é só mais um traço de uma cultura que reforça estereótipos”, conta Estela. “Espero que assim como eu, outros pais e mães ganhem ferramentas para poderem refletir melhor sobre isso após assistirem ao documentário, e nós esperamos que essa onda se espalhe muito”, conclui a cineasta do aclamado “O Começo da Vida e Muito Além do Peso”.

Veja o trailer:

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