Comportamento

6 dicas para viver melhor com um par ciumento

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Não ceda às chantagens emocionais Imagem: Getty Images

Heloísa Noronha

Colaboração para o UOL

10/11/2017 04h00

O ciúme deve ser neutralizado, jamais reforçado. Só que, em alguns casos, as pessoas acabam alimentando o monstro ao tomarem atitudes equivocadas, como reagir à pressão da mesma maneira ou mudar o modo de ser para não provocar a ira do par. Veja quais atitudes funcionam ou não para tornar o seu relacionamento mais saudável:

Não ceda às chantagens emocionais

Jamais deixe de se vestir como quer, de falar com os amigos ou de curtir as coisas que gosta para agradar uma pessoa ou fazê-la se sentir mais segura. Além de ser uma grande burrada, isso não dá garantia alguma de que o ciúmes vai diminuir - ou de que o relacionamento irá para a frente. "É bem provável que, em algum momento, você estoure, jogue a frustração na cara do par e não dê conta de levar adiante tal escolha", fala Lizandra Arita, psicóloga clínica, de São Paulo (SP). Mudanças até podem acontecer, mas somente se você quiser e não por pressão do outro. Quanto mais cedo deixar claro e impuser limites, melhor - mas sempre de forma assertiva, sem magoar o par ou ser rude. "Quem abre concessões logo no início do relacionamento não tem ideia de que mais cedo ou mais tarde as cobranças costumam aumentar", fala o psiquiatra e psicoterapeuta Eduardo Ferreira-Santos, autor do livro "Ciúme - O lado amargo do amor" (Ed. Ágora).

Jamais mude sua essência

Principalmente para agradar o par, até porque isso não se sustenta. "Não dá pra ser quem não somos por muito tempo. Viver algo muito diferente do que acreditamos, de nossas verdades, de nosso modo de ser é forçado demais e gasta uma energia enorme. Uma hora a máscara cai", conta Lizandra. "E lembre-se: o parceiro se apaixonou por quem somos e não por quem achamos que ele gosta. À medida que mudamos nossa essência, o tiro sai pela culatra. O outro acaba não nos reconhecendo e pode ir perdendo a paixão", completa Andrea Lorena Stravogiannis, psicóloga, neuropsicóloga e colaboradora do Programa de Transtornos do Impulso do IPq-USP (Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo). Mudar a essência faz com que a pessoa se torne refém de si mesma, esquecendo de quem é, de fato. "Ela perde a própria referência e espontaneidade, vivendo um relacionamento de mentira onde o amor fica na categoria do condicional. Algumas coisas a pessoa pode adaptar, claro, mas que não transformem quem ela é", diz Silvia Malamud, psicóloga clínica especializada em terapia de casais e familiar, de São Paulo (SP).

Veja também:

Fuja da armadilha de também se tornar uma pessoa ciumenta

Não é raro que as pessoas ciumentas em excesso acabem levantando desconfianças no par sobre sua própria conduta, algo que pode se tornar um ciclo vicioso e maléfico no relacionamento. "O que um imagina que o outro pode fazer geralmente é uma projeção inconsciente do que ele mesmo deseja fazer e não sabe ou não se dá conta", explica Silvia.

"Cair na cilada do ciumento sendo refém ou se tornando outro ciumento faz com que o motivo principal dos ciúmes seja desviado nas brigas", completa." Para Andrea Lorena, diante dessa situação é bom se fazer perguntas como "Será que estou me tornando ciumenta por mim ou pelo outro?" ou "Tenho motivos reais para sentir insegurança?". "Questionar-se e sair do piloto automático já ajuda", comenta.

Transmita segurança

Faça com que o par se sinta amado, acolhido, respeitado e, principalmente, seguro. Isso não significa omitir acontecimentos - como a carona de alguém para o trabalho ou a mensagem recebida de um antigo amor - mas de contextualizá-los e de mostrar que a relação que estão construindo é o mais importante. Mentir ou esconder fatos podem causar mais confusão. É essencial, ainda, ter assertividade e firmeza em suas colocações. A cumplicidade entre o casal e o entendimento de que estão juntos por opção podem, em casos de ciúmes amenos, neutralizar a situação.

Sinalize seu incômodo

Assim que o ciúme se tornar abusivo, demonstre e explique claramente por quê o comportamento lhe causou desconforto. Nenhum ciumento costuma assumir de cara que tem um problema. Em vez de fazer pressão para uma mudança de atitude, estimule a pessoa a repensar suas ações e, se necessário, a buscar ajuda.

Não tome a responsabilidade do ciúme para si

"A culpa dificilmente é do parceiro-alvo. Tente não se sentir culpado e, portanto, evite cair no jogo de palavras que o ciumento pode fazer para jogar a responsabilidade sobre você", orienta Andrea. Entenda que a mudança não depende de você: as sensações de rejeição, insegurança e abandono do outro são dele, portanto cabem a ele resolver, independente do que você faça ou não.
 

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