Comportamento

5 conversas desconfortáveis que todo casal deveria ter

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Certos assuntos são difíceis, mas precisam ser conversados Imagem: Getty Images

Gabriela Guimarães e Carolina Prado

Colaboração para o UOL

11/11/2017 04h00

O casal pode até tentar driblar os assuntos difíceis no dia a dia para evitar discussões. Mas, encontrar um bom momento para falar abertamente sobre o que incomoda, é uma estratégia para evitar que as questões mais sensíveis venham à tona da pior forma possível, detonando uma crise.

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“Aceitar que é preciso falar sobre um tema, identificar um problema e assumir o que precisa ser melhorado são pontos fundamentais para que qualquer questão seja tratada com tranquilidade”, explica a psicóloga clínica Lizandra Arita. A seguir, confira alguns pontos que geralmente merecem uma DR.

1. Vida sexual

Falar sobre sexo ainda é um tabu para muitas pessoas e assumir os próprios desejos, mesmo para alguém com quem se tem intimidade, pode ser bem difícil. Por um lado, há o medo de ser julgado. Por outro, o receio de magoar o par, ao afirmar que o sexo não está atendendo às expectativas. Segundo o psicólogo Yuri Busin, uma opção é perguntar o que o parceiro está achando e ir fazendo os próprios comentários, aos poucos, sem ansiedade. E ele sugere: “O sexo é feito a dois, então, em vez de só cobrar, que tal apresentar sugestões de como melhorar?”.

2. Filhos

Não é porque um casal decidiu ficar junto que o plano de aumentar a família entra automaticamente no pacote. Diversos casais preferem não ter filhos e não há problema algum em fazer essa opção. O impasse começa quando um quer e o outro, não. Se a questão for realmente relevante para pelo menos uma das partes, é interessante que o casal converse o quanto antes sobre isso. Se não for possível chegar a um consenso, o papo já vai permitir que um possa conhecer de antemão a posição do outro. E aí caberá decidir se os demais planos para a vida em conjunto vão fazer a relação continuar valendo a pena ou não.

3. As contas da casa

Pode não parecer, mas é um assunto complexo. Cada um traz em sua bagagem uma forma de pensar sobre dinheiro e até sobre como gastá-lo. Além disso, as prioridades nem sempre são as mesmas. Então, é fundamental, desde o início do relacionamento, mostrar ao outro como pensa e o que valoriza. “O orçamento doméstico deve ser planejado de forma conjunta, levando em consideração as limitações de cada um. A conversa prévia e as planilhas de gastos ajudam a diminuir o desgaste emocional no final do mês”, indica Samira Falcão, psicóloga e psicoterapeuta comportamental.

4. Ciúme

Encarar nossas inseguranças é dolorido, mexe com as nossas estruturas. Mas é imprescindível. Você se incomoda a cada vez que ouve o outro falar do passado, mas tenta não demonstrar? Tem medo de ser trocado a qualquer momento por outra pessoa? Melhor começar a conversar a respeito com o par. “O que leva os assuntos a se tornarem tabus entre os casais é, geralmente, uma dificuldade ou até mesmo um trauma vivido em um relacionamento anterior”, conta Yuri Busin.

5. Religião

A questão é espinhosa quando não há flexibilidade entre o casal, nem aceitação de visões diferentes. A religião pode exercer forte influência sobre o comportamento, sexualidade e até a forma de se relacionar. E isso impacta na vida a dois. “É importante estabelecer um campo em comum, onde cada um se sinta respeitado em sua posição, mas sem obrigar o outro a seguir as próprias crenças e tradições”, sugere Sharon Feder, psicóloga e coach de saúde e bem-estar.

Extra: Quando e como?

Por mais difícil que seja um assunto, é necessário ter habilidade para falar de forma clara, respeitando o ponto de vista do outro, sendo empático. E fuja da DR sem fim, porque é exaustivo. “Se o assunto naquele momento não está caminhando, melhor deixar de lado e retomar em outro momento. As pessoas precisam de tempo para escutar, pensar e compreender. Por isso, assuntos que causam desconforto devem ser tratados com cautela, carinho e honestidade”, recomenda Sharon Feder. E completa: “Um assunto difícil se torna conversável quando adotamos uma linguagem positiva. Vale evitar acusações, palavras agressivas, xingamentos, bem como remeter a acontecimentos do passado. Em vez disso, comece as frases com sentimentos, pedidos, mantenha o foco no presente e procure reconhecer as emoções, os valores e os desejos da outra parte.”

FONTES: Samira Falcão, psicóloga e psicoterapeuta comportamental. Lizandra Arita, psicóloga clínica, especializada em gerenciamento de emoções e conflitos. Sharon Feder, psicóloga e coach de saúde e bem-estar. Yuri Busin, psicólogo, diretor do Centro de Atenção à Saúde Mental - Equilíbrio (CASME).

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