Sexo

Quem você precisa expulsar da sua cama para fazer sexo melhor?

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Imagem: Getty Images

Heloisa Noronha

Colaboração para o UOL

01/12/2017 04h00

Por maiores que sejam a cumplicidade, a intimidade e o tesão, o momento em que um casal está transando muitas vezes é permeado por preocupações e questionamentos que acabam atrapalhando a concentração e o relaxamento. “O que nos ensinaram sobre sexo e a forma com que lidamos com a sexualidade ditam as nossas escolhas e os comportamentos na cama. Pensar sobre sexo de uma forma mais livre, sem certo e errado, é o melhor caminho para alcançar o prazer, mas isso só é possível quando conseguimos nos desprender de engessamentos religiosos, familiares, culturais e até profissionais”, comenta Raquel Fernandes Marques, psicóloga da Clínica Anime, de São Paulo (SP).

O pior é que esses engessamentos, em muitos casos, costumam ter rosto, corpo e voz, sabia? Eles surgem na sua cama para infernizar sob a forma da sua mãe, do ex e até do seu chefe. Além desses, veja por quê é importante expulsar esses intrusos dos seus lençóis para você se soltar e gozar como quer e merece:

Seus pais

Se você está em boa companhia e com a maior disposição para viver momentos quentes, não dê corda para as ideias conservadoras que por ventura tenha ouvido de seus pais durante a infância. Não é hora para imaginar sua mãe dizendo que “mulher direita não faz isso” ou lembrar de seu pai alertando que “homem de verdade age de tal maneira”. Você é quem determina as normas com que conduz sua sexualidade. Concentre-se na pessoa que está com você e nas sensações que experimenta e livre-se de tabus, preconceitos e julgamentos, em especial os que você acha inúteis ou ultrapassados para a vida que construiu. Permita-se.

O filho pequeno

“Vocês deram início às preliminares? Ótimo, então tenha em mente que esse não é o melhor momento para pensar se as crianças estão bem, se estão com frio no quarto, se vão se divertir na excursão da escola do dia seguinte... Muito menos ocupar a cabeça com problemas frequentes como a dificuldade que o pequeno tem para se alimentar ou um possível atraso para andar ou falar. É um momento de prazer e relaxamento”, diz Carolina Veras, psicóloga do Espaço Vitale, no Rio de Janeiro. É claro que, com a chegada dos filhos, a vida sexual da maioria dos casais costuma mudar de forma significativa. E isso não acontece simplesmente por falta de interesse ou tesão. “A presença da criança em casa dá a impressão de que a qualquer momento haverá um flagrante. Resolução simples: tranque a porta do quarto! Em qualquer idade, situação e lugar do mundo esse limite é bem entendido e aceito. Para manter uma maior privacidade, dose um pouco mais os gritos, gemidos e outros tipos de barulhos e curta a relação sexual sem neuras”, afirma Raquel. E atenção: evite acostumar a criança a dormir na cama do casal.

A blogueira fitness

Photoshop, truques de iluminação, poses elaboradas e vários outros recursos servem para deixar as musas com milhões de seguidores no Instagram com uma aura – e várias curvas – de deusa. Daí, na hora de tirar a roupa para transar, o tesão fica encolhido mediante a paranoia da obrigação de ter o corpo perfeito. E surge também o medo de o par fazer comparações. Só que o dito-cujo sequer tem conhecimento da existência da tal blogueira fitness (e, caso tenha, provavelmente não está preocupado com ela naquele momento). “Mulheres que sofrem com a síndrome da perfeição precisam entender que os homens não as enxergam com elas se vêem. Se elas se concentram apenas na celulite, nas estrias e nos pneuzinhos, imaginando como seria bom ter o corpo da blogueira, acabam não se entregando totalmente ao sexo. Sua atitude vai ficar limitada, pois toda hora tentarão se cobrir, evitar que o par toque em algum ponto ou fugir de certa posição”, comenta a psicóloga Cláudia Melo, do Rio de Janeiro (RJ).

O astro pornô

Por ser mais ligado aos estímulos visuais, o homem acaba ficando mais vulnerável às ideias – nem sempre realistas – propagadas nos filmes pornôs, como ejaculações estilo “chafariz”, ereções potentes e, principalmente, ao sexo do tipo “direto ao ponto”. Daí, quando estão com uma mulher na cama, alguns se frustram porque ela não fica excitada rapidinho como as estrelas eróticas – também pudera, já que desprezaram o poder de uma boa sessão de preliminares. E também ficam bolados com o tamanho e a performance do pênis, bem inferior em comparação aos exibidos pelos astros bombadões. “Essas produções trazem uma visão muito superficial das relações. Então, muitos dos homens que são ligados em pornôs não se dão conta da necessidade de criar um clima e de estimular a mulher adequadamente”, fala Cláudia. “E nenhum homem deve comparar a performance com a de um ator pornô. \nesses filmes há cortes, edição das imagens, truques de cena. O objetivo é vender e lucrar, enquanto que na vida real há prazer de verdade”, completa Carolina.

O chefe

Quando estamos muito estressados com o trabalho, tendemos a não conseguir nos desligar dos perrengues profissionais nem durante as preliminares de uma noite que promete (ou prometia) ser incrível. Porém, imaginar a cara brava do seu chefe ou de algum colega do escritório bem na hora H não adianta nada: além de você não conseguir relaxar e transar, não tem como solucionar problema algum naquele momento. Concentre-se no presente e em dar e receber prazer e deixe para refletir sobre qualquer preocupação na manhã seguinte. Como o sexo libera endorfinas, as substâncias do bem-estar, é provável que acorde de bom humor e encare as coisas sob uma nova perspectiva.

Antigos amores

Segundo Raquel Marques, uma maneira de não entrar em um ciclo de autossabotagem é entender que relações começam e terminam. Lembrar-se de uma pessoa constantemente não significa um problema, ainda que isso aconteça na cama. No entanto, é bom reavalie o que ela significa e o que está por trás desses pensamentos. “Quando pensamos em alguém, não necessariamente estamos pensando na pessoa, mas sim em momentos. Então, é hora de virar a página e começar a construir novos momentos com o par atual”, afirma. Já ficar imaginando se com um antigo amor o par fazia assim ou assado na cama, ou se ainda pensa no passado, só alimenta a insegurança. “Não leve fantasmas e neuras para a cama. Esqueça tudo e todos que, de alguma forma, representam um problema em sua vida. Na hora do sexo, as únicas emoções presentes devem ser felicidade, prazer, tesão e satisfação, jamais mágoa, medo, vergonha, traição ou ciúme”, declara a psicóloga.

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