Comportamento

Não gosta da pessoa que seu filho namora? Veja o que fazer

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Claudia Dias

Colaboração para o UOL

04/12/2017 04h00

Nem todos os ex-namorados da profissional de marketing Gabriela, 27, foram aprovados pela mãe dela, a administradora Ruth, 53. Bem diferente disso, vários deles, segundo Gabi, não eram bem-vistos nem bem-vindos na família.

"Os pais sonham com o futuro de um filho e quando a gente se depara com alguém que não se encaixa nesse futuro, não gosta quando percebe algo errado", diz a mãe. Na casa dos pais de Gabi, os namorados eram bem-vindos, mas com um pé atrás.

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"Nunca fizemos nada contra. Dávamos nossa opinião, mas deixando as coisas acontecendo. Com o tempo, ela acabava vendo por si só que não estava certo", lembra-se Ruth.

Numa das vezes, um namorado ciumento deixou os pais de sobreaviso. "Mesmo ela morando longe, procuramos ficar por perto. Ele não combinava com ela, não tinha os mesmos objetivos de vida. Não confiava nela e morria de ciúmes. Chegava a ir na sala do cursinho para ver se ela estava lá", conta.

O sexto sentido da mãe estava em alerta total. "Acompanhamos de perto, criando oportunidades para mostrar o outro lado", comenta Ruth. A relação não durou muito e, hoje, Gabi está feliz ao lado do marido, superaprovado pela família.

Respeite a decisão do seu filho, mas seja franco

Ruth não errou no posicionamento que adotou nos relacionamentos da filha Gabi. Segundo o psicólogo Arthur Cortez, esse é um dos pontos-chaves de uma relação familiar saudável. "Respeite a decisão do filho, mas exponha sempre a sua opinião. Só não esqueça que, por mais que a gente não goste da pessoa, a decisão final é sempre dos filhos", pontua.

De acordo com ele, se os pais não aprovam o namoro devem dar a opinião com muito cuidado e respeito. "Normalmente o filho vai pressupor que os pais estão errados ou com ciúmes. E se os pais são muito duros nessa conversa, o filho pode estender o relacionamento só para fazer birra, o que não é bom para ninguém", cita o psicólogo.

Para evitar isso, pais e mães devem deixar claro ao filho que respeitam a decisão de ficar ou sair desse namoro, mas que acham que a relação não faz bem a ele ou aos pais, se for o caso.

Outras dicas, de acordo com o profissional, são:

Procure entender o que você não gosta no namorado: É folgado? Deixa tudo bagunçado? Ou está sempre brigando, tem muito ciúme, é inadequado ou mal-educado? "Entenda de quais características você não gosta e o porquê. Tente afastar a possibilidade de ser apenas ciúmes e procure opiniões de outras pessoas. Ou seja, tenha objetividade na sua avaliação. Caso contrário, vai ser muito difícil mostrar que esse par não 'presta', já que filhos têm dificuldades de ouvir os pais e isso é muito relevante no quesito relacionamento", comenta.

Tente conversar diretamente com o namorado: Foque nas atitudes, nunca no caráter da pessoa. Frases do tipo "Eu não gosto que você não se propõe a lavar a louça" dão muito mais resultados do que "Acho você folgado e ninguém gosta de alguém assim". "Fale do concreto o máximo possível", diz Arthur.

Responda: o namoro é ruim para meu filho ou para mim? Às vezes, não gostamos da pessoa porque não faz bem ao filho, pois o coloca para baixo, o deixa magoado ou triste. Ou porque não é legal com os sogros, ou é mal-educada, folgada, entre outros defeitos. "É preciso saber diferenciar os dois casos porque envolvem duas soluções diferentes. No primeiro, quando você sente que o filho está sendo maltratado no relacionamento, é possível se posicionar contra o namoro; no segundo, é preciso explicar a forma como os pais são tratados", argumenta o psicólogo.

Seja humilde: É fácil ver aquilo que nos incomoda e difícil enxergar o que deixa os filhos felizes. "Talvez a pessoa não seja tudo que você sonhou mas, para seu filho, tem mais qualidades do que defeitos", observa o profissional. Lembre-se de que a maior parte de um namoro se passa na intimidade do casal, à qual os pais não têm muito acesso. "Se você quer ser ouvido pelos filhos, deve aprender a ouvi-los também. Faça um esforço de ouvir o que dizem sobre os namoros", sugere.

Dê tempo ao tempo: Todo mundo vive relacionamentos ruins e aprende com isso. "Se você entende que a pessoa não serve para seu filho, tenha paciência. Conforme a paixão passa, as partes ruins do namoro começam a ganhar destaque. Não se afobe, aguarde o momento certo para expor a sua opinião", diz Arthur.

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