Comportamento

Insistir ou desistir? Para escolher, é preciso ser racional

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Carolina Prado e Letícia Rós

Colaboração para o UOL

05/01/2018 04h00

Entre persistir em algo importante ou deixar para lá existem inúmeros fatores: o que vamos perder, ganhar, o grau de sofrimento dos dois caminhos, o impacto nas nossas vidas e na de outras pessoas, e por aí vai. Em geral, a dificuldade de uma decisão dessas varia de acordo com a área da sua vida e as suas prioridades. “Apesar da carga emocional, é necessário decidir com a razão. Compreender com qual das opções se ganha ou se perde mais”, fala a life coach Nanda Ricci.

A pedra no sapato

Ninguém gosta de errar ou perder. Por isso, não é de se estranhar que evitamos decisões difíceis. Mas isso gera frustrações, naturalmente, pois qualquer escolha implica em algum prejuízo. E nunca saberemos se uma definição será 100% acertada. Segundo Cecília Barretto, coach especializada em neurociência, as mais difíceis são aquelas que envolvem mais riscos. “Decisões sobre carreira e relacionamentos pesam mais”, conta.

Quebra-cabeças

A falta de clareza dos propósitos de vida dificulta escolher. “Se não sabemos onde queremos chegar, não saberemos avaliar se as decisões são boas”, diz Henrique Bueno, coach especialista em Psicologia Positiva. O passar do tempo também pode impactar em nossas escolhas. Primeiro porque podemos nos acostumar com determinada situação, por pior que ela seja. Segundo, porque uma crença limitante comum é acharmos que “estamos velhos demais” para encarar determinadas mudanças, diz Bueno.

Quando insistir

Tentar baixar um pouco o grau de ansiedade sobre a decisão ajuda a raciocinar melhor. Procure refletir sobre os novos aprendizados que poderá ter. “O mais importante é se questionar sobre sua evolução e felicidade. O que te faz feliz de verdade? O que faz você acordar todos os dias e viver sua vida? O que você faria sua vida toda se fosse capaz, independentemente de valores financeiros? Se as respostas forem positivas, de acordo com o que você vem tentando, então vale a pena insistir”, diz Taís Albuquerque Guerra, coach de carreira e de vida, especialista em programação neurolinguística. Mas cada um tem seus próprios limites e regras. “Até com relação à família não existe certo ou errado. Existem casos em que desistir de uma pessoa amada é um ato de força”, diz Cecília Barretto.

A hora de jogar a toalha

Segundo Nanda Ricci, vale a pena desistir quando não há mais o que possa ser feito, quando o resultado desejado não depende só de nós mesmos, quando sentimos necessidade de seguir por outros caminhos. “Desistir, muitas vezes, significa apenas mudar de rumo”, lembra a coach. Um exemplo comum para saber se desistir vale mesmo a pena, são as pessoas que estão em um curso superior, mas depois de algum tempo, descobrem que aquela faculdade não era o que queriam. Porém, o medo, a pressão e a preocupação de buscar uma nova opção, muitas vezes, amarram a pessoa por anos em algo que não trará bons resultados.

Fracassar faz parte do processo de aprendizagem

E nem sempre é um motivo para jogar tudo para o alto. Em alguns casos, como o investimento em um novo negócio, o primeiro fracasso pode ser desmotivante, sobretudo por causa da ansiedade. “O que temos visto muito são pessoas querendo colher sem ter dado tempo para que seu projeto se torne conhecido. A falta de paciência pode colocar em risco um grande projeto que daria certo”, indica Paulo Cota, life e professional coach.

A opinião dos outros

Ela tem um grande impacto nessas horas, principalmente se permitirmos. “Algumas pessoas delegam suas decisões a outras na tentativa de não se responsabilizarem pelos resultados. Se algo der errado, acham que poderão culpar o outro por ter dado uma opinião. Mas a decisão de seguir tal opinião ainda foi dela e, portanto, a responsabilidade pelo resultado, também”, diz Nanda Ricci. Pedir a opinião de alguém mais experiente pode ajudar muito, sim, mas é fundamental ter a consciência de que sua vida depende das suas escolhas.

Dicas para sofrer menos

  • Use as emoções com inteligência. Elas são uma “bússola” para entender se algo é bom ou ruim.
  • Mas escolha com a razão, para ter uma visão clara da situação e das prováveis consequências.
  • Desenvolva autoconhecimento, que vai ajudar você a ter mais segurança.
  • Assuma a responsabilidade e o comando da própria vida.
  • Procure focar a busca no bem-estar proporcionado pela decisão.
  • Tente lidar com as escolhas como um processo, algo que precisa ser avaliado e planejado.
  • Por fim, lembre-se de que se algo não sair como você pensava, é sempre possível refazer os planos e buscar novas alternativas.

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