Comportamento

Mulheres protestam contra uso do véu islâmico no Irã

Getty Images
Mulheres podem ser presas caso vistas em público sem véu no Irã Imagem: Getty Images

da Deutsche Welle

30/01/2018 09h52

Em Teerã, segunda iraniana é detida por deixar cabelo à mostra e erguer hijab em rua movimentada da capital. Outras fazem protesto semelhante, em repúdio à lei iraniana que obriga mulheres a usarem a vestimenta.

Uma série de mulheres voltou às ruas do Irã em protesto contra a lei que obriga o uso do véu islâmico no país, segundo mostram imagens publicadas em redes sociais nesta segunda-feira (29/01). Uma delas foi detida após tirar o hijab e segurá-lo na ponta de um galho, com o cabelo à mostra.

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Em apoio à manifestante presa no centro de Teerã, outras mulheres tomaram atitude semelhante. No Twitter, jornalistas iranianas compartilharam ao longo do dia uma série de fotos de mulheres em cima de bancos ou caixas de fiação, erguendo seus véus como se fossem bandeiras.

"Essas mulheres são realmente corajosas. Tirar seu hijab em uma rua movimentada para fazer uma manifestação política desse tipo pode levá-las ao pagamento de multa ou mesmo à cadeia", escreveu a jornalista Negar Mortazavi.

A mulher detida nesta segunda-feira, ainda não identificada, é a segunda a ser presa no Irã em manifestação contra o uso compulsório da vestimenta islâmica. A primeira foi identificada como Vida Movahed, detida em 27 de dezembro passado, um dia antes de se alastrarem os protestos contra o governo de Hassan Rohani em todo o país.

Imagens que circularam à época nas redes sociais mostravam Movahed erguendo o hijab também no centro de Teerã, sendo posteriormente detida pela polícia iraniana. O uso do véu para cobrir os cabelos de mulheres é obrigatório no Irã desde a Revolução Islâmica, em 1979.

Movahed acabou se tornando símbolo das marchas posteriores contra o governo, que tiveram inicialmente como alvo a inflação e o desemprego, mas logo se voltaram contra Rohani e o regime como um todo. Confrontos violentos durante os dez dias de protestos deixaram cerca de 25 mortos.

Nesta segunda-feira, após longo mistério sobre o paradeiro de Movahed depois de sua detenção, a advogada Nasrin Sotoudeh, conhecida no país por defender os direitos humanos, informou que a manifestante iraniana foi solta pelas autoridades.

À agência de notícias AFP, Sotoudeh declarou ter tido acesso ao caso de Movahed na Justiça e ter sido informada por uma autoridade judicial que a mulher foi "libertada".

"Muitas meninas e mulheres estão fartas dessa violência. Deixem as mulheres assumirem o controle de seus próprios corpos", escreveu a advogada em publicação no Facebook, referindo-se ao uso obrigatório do véu islâmico no Irã.

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