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Celebrações à meia-noite inauguram leis de casamentos entre pessoas do mesmo sexo na Austrália

AFP
Craig Burns e Luke Sullivan se casam na Austrália Imagem: AFP

09/01/2018 10h50

A partir da meia-noite e nas primeiras horas da manhã desta terça-feira dezenas de casais do mesmo sexo trocaram votos de casamento na Austrália, no momento em leis que tornaram o país o 26º no mundo a legalizar o casamento homossexual entraram em vigor.

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"Foi simplesmente mágico", disse Diana Ribeiro à emissora de televisão SBS, depois que o casamento com sua esposa Deanne Ribeiro foi formalizado às 0h01 em Melbourne em frente a cerca de 60 convidados animados.

"Para mim, Deanne sempre foi minha esposa, sempre foi o amor da minha vida e hoje não vai mudar isto, é simplesmente sobre igualdade, na verdade, e poder finalmente ser legal na Austrália", disse.

O Parlamento australiano aprovou a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo em dezembro, depois que uma pesquisa de opinião nacional indicou uma ampla maioria a favor das uniões.

O resultado da pesquisa gerou alívio, depois celebrações entre manifestantes que há anos buscavam mudanças, e posteriormente aplausos e gritos no plenário do Parlamento quando a lei foi aprovada. Alguns Estados australianos consideravam atos homossexuais ilegais até somente 20 anos atrás.

Como uma notificação de um mês é exigida para o Estado reconhecer um casamento, o casamento das Ribeiro e outros casamentos entre pessoas do mesmo sexo relatados na mídia local estão entre os primeiros a serem reconhecidos sob as novas leis.

Diversos casais homossexuais já haviam se casado em dezembro após o período de notificação ser suspenso por razões como um dos membros estando com doença grave, ou para permitir a realização de um casamento legal quando uma cerimônia não vinculativa já estava planejada.

Organizações religiosas e parlamentares conservadores haviam expressado forte oposição a casamentos entre pessoas do mesmo sexo e pressionaram, sem sucesso, por maiores proteções para opositores religiosos, que teriam permitido que floristas e bancários recusassem serviços para pessoas do mesmo sexo caso as uniões fossem legalizadas.

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