Gravidez e filhos

Descolamento da placenta: entenda o problema que afeta gravidez de Eliana

Reprodução/Instagram/@elianebrasilfc
Imagem: Reprodução/Instagram/@elianebrasilfc

Helena Bertho

do UOL

23/05/2017 15h33

A apresentadora Eliana anunciou na segunda-feira, dia 23, que vai se afastar de seu programa do SBT por recomendação médica e ficar em repouso absoluto pois teve descolamento de placenta. Aos 43 anos e grávida de cinco meses, ela disse em seu perfil do Instagram: "preciso salvar minha filha de um parto muito prematuro".

O descolamento da placenta, segundo o obstetra Alberto D´Auria, do Hospital Maternidade Santa Joana, é chamado de descolamento de saco gestacional no início da gestação e é mais comum em mulheres com mais de 35 anos. Ele e o diretor da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, Corintio Mariani Neto, explicam do que se trata o problema que atingiu a apresentadora e como é o tratamento:

O que é o descolamento de placenta ou do saco gestacional?

É o que acontece, por diversas razões possíveis, quando o saco gestacional (nome dado à placenta até 10 semanas de gravidez) ou a placenta se descola parcialmente ou integralmente da parede do útero, cortando a irrigação de sangue e, consequentemente, nutrientes que chegam até o bebê.

Coloca em risco a vida do bebê?

Pode colocar sim. Depende de qual é a região do tamanho do descolamento. Se for uma porção pequena ou pouco importante, pode não significar nada. Mas se for um descolamento grande e em uma região nobre, pode levar ao aborto natural ou ao parto prematuro do bebê se a gravidez for mais avançada.

É importante saber diferenciar o descolamento do saco gestacional de outra coisa que é o descolamento prematuro de placenta (DPP), que acontece no último trimestre da gravidez. Esse descolamento tardio é extremamente perigoso, pois pode levar à morte iminente do feto e colocar em risco também a saúde da mulher e exige interrupção imediata da gravidez. 

Acontece apenas em mulheres mais velhas?

Não. É de fato mais comum em mulheres mais velhas, pois após os 35 anos é pode haver menor produção de progesterona e também menor vascularização da parede do útero, dois fatores muito importantes para a fixação da placenta no primeiro trimestre.

No entanto, pode acontecer com mulheres mais novas fumantes, hipertensas, com hipotireoidismo, que já tenham realizado uma cesárea ou que apresentem alta sensibilidade no útero.

Há como evitar o descolamento?

A reposição hormonal pode ajudar a prevenir nos casos em que se sabe da deficiência da progesterona. Mas, de maneira geral, é comum que só se descubra o problema durante o exame de ultrassonografia.

Exige afastamento do trabalho e repouso total, como no caso de Eliana?

Sim. A identificação do descolamento é feita através do ultrassom. Em seguida se coloca a gestante em repouso, para evitar que a placenta descole mais e o caso complique, para então fazer tratamento para corrigir o déficit que levou ao descolamento. "Normalmente o problema se desfaz e a paciente pode voltar à vida normal", afirma o especialista. 

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