Gravidez e filhos

6 fatos sobre sexo para os pais desmistificarem para os filhos adolescentes

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Pais devem orientar os filhos de que o sexo da vida real não imita os filmes pornôs imagem: Getty Images

Do UOL, em São Paulo

Falar sobre a importância de usar camisinha para evitar doenças sexualmente transmissíveis e uma gravidez indesejada é fundamental. No entanto, os pais não devem se limitar apenas a esses tópicos na hora de conversar sobre sexo com os filhos adolescentes. Para que os jovens tenham uma vida sexual saudável no futuro, veja, a seguir, alguns temas que os adultos precisam desmistificar para eles.

  • O sexo da vida real não imita os filmes pornôs

    Hoje, é muito simples para os adolescentes consumirem pornografia na internet. Muitos deles encaram os filmes como um treinamento sexual. Porém, ao perceber que o filho está acessando esse tipo de conteúdo, é essencial lembrá-lo que aquilo é uma encenação e contém altas doses de exagero. "Não pode chegar repreendendo. É melhor dizer que percebeu que ele estava acessando sites pornôs e perguntar o que ele acha dos filmes e se acredita que as pessoas se comportam daquela maneira fora do set de filmagem, por exemplo", diz a psicóloga e sexóloga Carla Cecarello.

  • O tamanho do pênis não é tão importante

    A educadora sexual e diretora do Instituto Kaplan, Maria Helena Vilela, conta que muitas das perguntas que chegam ao canal de dúvidas do instituto estão relacionadas ao tamanho normal de um pênis. "É um assunto que aflige muito os meninos, pois o pênis é encarado como um símbolo de masculinidade. Os adolescentes precisam que alguém diga para eles que o órgão deles é normal", fala. Uma abordagem possível é perguntar: 'Na minha época, os meninos tinham muitas dúvidas sobre o tamanho do pênis. Vocês ainda têm isso?'". Se o garoto concordar, os pais têm a deixa que precisavam para dizer que o tamanho influencia pouco no sexo e que o mais importa é a sintonia entre o casal.

  • Sexo não é sacanagem

    Transar não é coisa de menino malandro e menina galinha. Maria Helena explica que se deve evitar relacionar o ato sexual a uma conduta pejorativa ou negativa. O que é bem diferente de estimular uma relação precoce. "O pai não tem de bancar o amigo nem deve pedir detalhes da vida sexual do filho. Mas é necessário que os adultos digam que, se for feito de forma responsável, o sexo é muito bom e importante para os relacionamentos."

  • Ninguém deve fazer nada só para agradar o par

    Pais devem ensinar que não se deve fazer nada que contrarie a própria vontade, apenas para agradar o par. As meninas, em geral, podem se sentir mais vulneráveis e mostrar mais dificuldade de resistir ao serem pressionadas a beijar, transar ou mandar fotos nuas. Mas usar o discurso do medo não é o caminho ("Essa foto vai cair na internet e todos vão rir de você", por exemplo). O melhor é explicar que ela só deve entrar nessa se estiver consciente dos riscos envolvidos e nunca para segurar o ficante ou namorado. "É papel dos pais alertar, contar histórias de vazamentos de fotos, mas sem fazer terrorismo. A adolescente precisa de informação para tomar suas próprias decisões", diz a ginecologista e sexóloga Carolina Ambrogini, do Ambulatório de Sexualidade Feminina da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo)

  • Pegada não quer dizer pegada bruta

    "Tem de ter pegada". É essa a frase que muitos jovens usam para descrever quem é bom de cama, na atualidade. Mas a pegada pode ter várias conotações e, inclusive, ser relacionada à violência. "Pegada boa só tem quem que se sente seguro no que está fazendo. A boa pegada é carinhosa", diz Carla. Diferentemente do que muitos pensam, sexo não é instintivo, é algo aprendido e que pode ser aperfeiçoado com a ajuda do parceiro.

  • Homem e mulher funcionam de formas diferentes

    Os hormônios sexuais de cada um diferem, por isso a resposta do corpo durante uma transa não é igual para meninos e meninas. Garotas podem demorar mais para chegar ao orgasmo, por exemplo, e precisam ser estimuladas com paciência. "As meninas especialmente precisam entender que não devem fazer papel de bonecas na cama, esperando que os garotos lhes deem prazer. Elas têm de conhecer o próprio corpo e trocar ideias com o parceiro", diz Carolina. Se for difícil para os pais falarem sobre o assunto, eles podem comprar um livro sobre sexualidade e deixar no quarto do adolescente.

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Essas mulheres tinham uma carreira e resolveram se dedicar à maternidade

Atualmente, muitas mulheres têm o direito de escolher a vida que pretendem levar. E, embora isso seja um privilégio, também traz uma certa dose de sofrimento. Porque optar significa deixar de fazer algo. A seguir, você conhece as histórias de três mulheres que decidiram largar uma carreira promissora para tornarem-se mães em tempo integral. Elas contam o quanto a escolha impactou sua vida e a de seus filhos.   “Eu já tinha todos os requisitos necessários para receber uma promoção de trabalho. Em pouco tempo, me tornaria enfermeira especialista em enfermagem obstétrica, um cargo importante e também com mais retorno financeiro. Meus dois primeiros filhos já estavam na escola desde bem pequenos e meu marido era quem ficava com eles durante meus plantões que, nos últimos anos, eram todos no período noturno. Meus filhos sempre entenderam bem o meu trabalho, mas a rotina me causou desgaste físico e mental. O estresse apareceu e também o aumento da pressão, a taquicardia e a ansiedade. Foi quando tomei a decisão mais difícil da minha vida: sair do emprego. A transição não foi fácil. Eu me cobrava demais por parar de trabalhar fora e ficar só em casa. O dinheiro também diminuiu, mas eu ganhei mais tempo com a família e comecei a pensar que talvez fosse o momento de ter o terceiro filho. Para minha alegria, no mês seguinte, eu engravidei. E foi diferente das outras gestações, porque eu consegui curtir cada fase. Hoje, consigo viver momentos de plena dedicação e harmonia com minha família. Mas penso que a minha segunda decisão difícil será deixar isso tudo e voltar a trabalhar, no futuro. Porque eu quero, em algum momento, voltar ao mercado de trabalho.” Michelle Batista de Mello Sabino, 33 anos. Na foto, com o marido Rafael e os filhos Pedro Henrique (esquerda) e Enzo (direita).    “Eu estava muito próxima de uma promoção de cargo no banco onde trabalhava, como analista de projetos, quando engravidei. Meu cargo era sênior e o próximo passo seria me tornar gerente de projetos. E foi então que eu engravidei, tirei a licença de seis meses e juntei com mais dois meses de férias. Foram oito meses com a minha filha, que me fizeram repensar os meus planos. Sempre achei que teria filhos, colocaria na escola e voltaria empolgada para o trabalho. Mas, quando comecei a conviver com o bebê, percebi que a cada dia havia uma novidade. E eu não queria perder nada.  Quando ela virou de bruços, aos quatro meses, ela fez isso na minha frente. Eu também vi minha filha engatinhar pela primeira vez. Imagina se eu tivesse perdido? Eu pude acompanhar todo o processo de tentativa de fala dela, até que vieram as primeiras palavras. Hoje, temos uma rotina juntas. A minha vida social está prejudicada, é verdade, porque eu fico em casa enquanto a maior parte dos meus amigos está trabalhando. Eu sinto falta de conversar, de colocar um salto para trabalhar e conduzir uma reunião sobre estratégias de negócios. Por isso mesmo, penso em voltar a trabalhar, mas só quando ela for para escola, aos três anos. Mas talvez eu mude de carreira e até invista em uma faculdade de pedagogia. São algumas ideias que eu tenho para tentar conciliar a minha vida profissional com o crescimento dela, que eu quero continuar acompanhando de perto.” Cássia Barreto de Souza, 34 anos, e a filha Melissa.    “Trabalho desde os 14 anos e nunca imaginei que poderia me tornar uma dona de casa. Eu sou formada em Administração de Empresas e, por quatro anos, fui coordenadora administrativa em uma rede de assistente médica. Gostava do meu emprego e da minha rotina mas, quando minha filha nasceu, percebi que não seria bom para ela ficar o dia todo na escolinha. Só que, na época, eu não podia parar de trabalhar, porque precisava do dinheiro. Até que, ao crescer um pouco mais, ela começou a reclamar da rotina que eu impunha para ela: sair 6h40 da manhã de casa e retornar às 18h. Ela chegava dormindo e, quando acordava, comia algo e já dormia novamente. No dia seguinte, a rotina recomeçava. Ela passou a dizer coisas como: ‘Que dia que a gente pode ficar em casa?’, ‘Já vou para escola de novo?’ e ‘Tá todo mundo de férias, menos eu’. Comecei a conversar com meu marido e amadurecer a ideia de trabalhar em casa e ver minha filha terminar de crescer. Então, quando ela tinha quatro anos, eu pedi demissão. Comecei a fazer lancheiras saudáveis para vender e o sucesso foi tanto que eu tive de recusar trabalho, para não sair do plano inicial, que era ter mais tempo para mim e para a minha família. Depois de um ano, eu parei de fazer lanches escolares para me dedicar a encomendas avulsas. Hoje, faço congelados e também participo de eventos. Nesses dois anos e meio ao meu lado, minha filha mudou o comportamento dela para melhor e parou de ter gripes e crises alérgicas.” Mara Lage Duarte, 31 anos, e a filha Giovana.   

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