Estilo de vida

Há risco de engravidar no resguardo; saiba mais sobre o pós-parto

Getty Images
A abstinência sexual é necessária, independentemente do tipo de parto Imagem: Getty Images

Do UOL, em São Paulo

O puerpério é popularmente conhecido como resguardo ou quarentena. Trata-se do período de 40 dias após o parto, em que os órgãos genitais da mulher e o próprio organismo voltam à normalidade.

Nessa fase, o útero diminui, a água retida em forma de inchaço é eliminada, há sangramento vaginal (a chamada loquiação) e os hormônios e o nível da pressão se restabelecem gradualmente.

O período levanta muitas dúvidas nas novas mães. A seguir, o UOL esclarece algumas delas:

  • Por que o sexo deve ser evitado nessa fase?

    Nos 40 dias após o parto, a libido da mulher está baixa. Assim, ela terá dificuldade para se excitar e faltará lubrificação. "Soma-se a isso o fato de a pele da vagina estar mais fina e sensível, o que torna o sexo ainda mais doloroso", afirma o ginecologista e obstetra Rogério Leão, médico-assistente na área de ginecologia do Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e membro da equipe do IPGO (Instituto Paulista de Ginecologia e Obstetrícia). A maior preocupação dos médicos, no entanto, é que nessa fase o colo do útero não está totalmente fechado. Por isso, durante o sexo, bactérias podem subir da vagina para o útero e causar infecções.

  • O tempo de resguardo é o mesmo independente do tipo de parto?

    Sim, as orientações são semelhantes para os dois tipos de parto, especialmente quanto ao retorno à atividade sexual. O que muda é o tempo de retorno para atividades que exigem esforço físico. Mulheres que fizeram o parto vaginal sem episiotomia (corte feito na vagina para auxiliar a saída do bebê) conseguem sair do repouso na primeira semana. Já quando há episiotomia ou cesárea, o repouso recomendado é de cerca de duas semanas.

  • A cinta usada ajuda a barriga a voltar para o lugar?

    Não. A função da cinta não é modelar o corpo, mas, sim, deixar a mulher confortável para voltar às atividades do dia a dia. "Sem a cinta, ela tem a sensação de que a barriga está 'vazia'", diz Camila Martin Sequeira Massutani, ginecologista e obstetra do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. Com o uso contínuo, o abdome parecerá reduzido, mas é uma correção momentânea. "Alguns fisioterapeutas, inclusive, discordam do uso rotineiro da cinta. Com ela, a mulher não contrai o abdome e, assim, demora mais para retomar o tônus muscular local", diz o obstetra e ginecologista Wagner Hernandez, diretor do Centro Obstétrico do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo). Leia mais

  • Durante esse período, a mulher pode engravidar novamente?

    De acordo com os médicos, mulheres que amamentam somente no peito durante os 40 dias têm chance quase nula de engravidar. Isso porque o útero ainda não está preparado para uma gestação, e os hormônios estão desregulados, o que impede a ovulação. Mas se a chance é "quase" nula, o risco ainda existe. "Muitas mulheres já engravidaram nesse período. Por esse motivo, antes de retomar a vida sexual, a mulher deve discutir com seu médico sobre um método contraceptivo", afirma Hernandez.

  • A dieta alimentar precisa ser diferente?

    Não há restrições alimentares, mas a mulher deve beber muito líquido para não correr o risco de desidratar e prejudicar a produção de leite, além de manter uma dieta equilibrada. "É preferível comer alimentos frescos e recém-preparados, que têm menor risco de contaminação. Nessa fase, vale também perceber se alguns alimentos causam cólicas no bebê. Pode ser o caso do feijão, da vagem e do brócolis", declara a ginecologista e obstetra Camila.

  • É preciso ter mais cuidado com a higiene durante o resguardo?

    Sim. Durante o puerpério, a mulher tem muita secreção e sem uma higiene adequada a chance de infecções é maior. Por isso, o absorvente deve ser trocado com frequência. "Se houver pontos da episiotomia ou cesárea, a má higiene pode também prejudicar a cicatrização", diz Leão, da Unicamp. A recomendação médica é, no banho, lavar a cicatriz e secar levemente com a ajuda de um secador. Mamilos também devem ser bem limpos antes e depois da amamentação.

ID: {{comments.info.id}}
URL: {{comments.info.url}}

Ocorreu um erro ao carregar os comentários.

Por favor, tente novamente mais tarde.

{{comments.title}}

{{comments.total}} Comentários

Seja o primeiro a comentar

{{subtitle}}

Essa discussão está encerrada

Não é possivel enviar novos comentários.

{{ user.alternativeText }}
Avaliar:
 

* Ao comentar você concorda com os termos de uso. Os comentários não representam a opinião do portal, a responsabilidade é do autor da mensagem. Leia os termos de uso

Escolha do editor

{{ user.alternativeText }}
Escolha do editor

Estilo
Redação
Redação
do UOL
Redação
Redação
Redação
Redação
Redação
do UOL
Redação
Moda
do UOL
do UOL
Redação
Redação
Redação
UOL Estilo
Redação
do UOL
BBC
do UOL
do UOL
do UOL
Moda
do UOL
Redação
UOL Mulher - Moda
Redação
do UOL
do UOL
Redação
Redação
Redação
Da Redação
do UOL
Redação
Redação
do UOL
do UOL
do UOL
Comportamento
Moda
do UOL
do UOL
Redação
BBC
Topo