Gravidez e filhos

Os apps 'fantasma' em que adolescentes escondem fotos sexuais

Thinkstock
Dezenas de alunos do Colorado, nos EUA, compartilharam fotos nas quais aparecem nus imagem: Thinkstock

Da BBC Mundo


Há algumas semanas, na escola secundária de Canon City, no Estado americano do Colorado, foi revelado um escândalo de "sexting" - o envio de mensagens e imagens explícitas pelo celular - que surpreendeu pais de alunos e professores.

Pelo menos cem alunos, alguns de apenas 12 anos de idade, estavam compartilhando centenas de fotografias nas quais apareciam nus.

Estas imagens íntimas, feitas pelos próprios adolescentes e enviadas a amigos, estavam armazenadas em chamados "aplicativos fantasmas"; os adultos demoraram meses para perceber o que estava ocorrendo.

Os "apps fantasma" têm a aparência de aplicativos normais, como um aplicativo de música ou uma calculadora.

Mas, ao digitar uma senha, o usuário ganha acesso a pastas secretas nas quais pode armazenar fotografias e vídeos.

Segundo especialistas, estes apps ganharam popularidade nos últimos anos entre os adolescentes. Eles usam os apps para que seus pais não tenham acesso a conteúdos como imagens explícitas.

Investigação

Autoridades da escola de Canon City explicaram que descobriram entre 300 e 400 fotos de adolescentes nus escondidas neste tipo de aplicativo nos celulares dos alunos.

No centro do escândalo estavam jogadores da equipe de futebol americano do colégio.

De acordo com o jornal "The New York Times", alguns dos estudantes poderão ser processados - é crime possuir ou distribuir pornografia infantil.

Mas, como a maioria dos envolvidos tem menos de 18 anos, as autoridades ainda não sabem exatamente como proceder.

Os estudantes aparentemente faziam uma espécie de jogo com essas imagens, que envolvia um sistema de pontos. Os que conseguiam as fotos dos alunos mais desejados da escola, ganhavam mais pontos.

Reprodução/Apple Store
Os 'apps fantasma' têm a aparência de aplicativos normais, como uma calculadora imagem: Reprodução/Apple Store

As autoridades vão investigar se há algum adulto envolvido ou se alguns dos estudantes foram coagidos para compartilhar as fotos.

Calculadoras

Os "apps fantasma" existem no mercado há menos de três anos e muitos deles são gratuitos.

Entre os mais populares estão "Secret Calculator Folder Free" e "Calculator%", que têm a aparência de e até funcionam como uma calculadora.

Com a senha, estes aplicativos abrem os arquivos secretos. Existem alguns apps que até colocam arquivos secretos dentro de outros arquivos secretos, para dificultar ainda mais o acesso.

"Estes apps são o que chamamos de cavalos de troia, porque aparentam ser algo que não são", disse Steven Beaty, especialista em segurança e professor de computação na Universidade Metropolitana de Denver, no Colorado.


Beaty disse à BBC Mundo que "é muito difícil diferenciar estes apps de aplicativos normais".

"Os pais deveriam se concentrar nos aplicativos que os telefones normalmente já têm incluídos, como calculadoras, e procurar aqueles que estão duplicados nos telefones de seus filhos", recomendou.

"Os aplicativos redundantes são os mais suspeitos", acrescentou.

Controle

Reprodução/PA
O compartilhamento de fotos íntimas é cada vez mais comum entre adolescentes imagem: Reprodução/PA

Beaty acredita que os adultos deveriam controlar os novos aplicativos que os filhos compram ou baixam entrando nas lojas de aplicativos da Apple ou Google e descobrindo quais são as verdadeiras funções destes apps.

Ele também afirma que não adianta conectar o celular a um computador, "já que os arquivos permanecem ocultos."

O especialista em cibersegurança afirmou que existem "ferramentas sofisticadas utilizadas pela polícia para ter acesso ao conteúdo oculto dos telefones, mas não estão disponíveis para o público".

"Os pais precisam explicar aos filhos quais são as ramificações ao utilizar estes aplicativos para armazenar certo tipo de conteúdo e as consequências que terão de enfrentar."

As autoridades do Colorado dizem que o caso da escola de Canon City não é isolado e que os "aplicativos fantasma" são usados por jovens de todos os Estados Unidos.

Um argumento a mais mais para que autoridades alertem pais a aumentar a vigilância das atividades de seus filhos em seus celulares e computadores.

ID: {{comments.info.id}}
URL: {{comments.info.url}}

Ocorreu um erro ao carregar os comentários.

Por favor, tente novamente mais tarde.

{{comments.title}}

{{comments.total}} Comentários

Seja o primeiro a comentar

{{subtitle}}

Essa discussão está encerrada

Não é possivel enviar novos comentários.

{{ user.alternativeText }}
Avaliar:
 

* Ao comentar você concorda com os termos de uso. Os comentários não representam a opinião do portal, a responsabilidade é do autor da mensagem. Leia os termos de uso

Escolha do editor

{{ user.alternativeText }}
Escolha do editor

do UOL
do UOL

do UOL

Essas mulheres tinham uma carreira e resolveram se dedicar à maternidade

Atualmente, muitas mulheres têm o direito de escolher a vida que pretendem levar. E, embora isso seja um privilégio, também traz uma certa dose de sofrimento. Porque optar significa deixar de fazer algo. A seguir, você conhece as histórias de três mulheres que decidiram largar uma carreira promissora para tornarem-se mães em tempo integral. Elas contam o quanto a escolha impactou sua vida e a de seus filhos.   “Eu já tinha todos os requisitos necessários para receber uma promoção de trabalho. Em pouco tempo, me tornaria enfermeira especialista em enfermagem obstétrica, um cargo importante e também com mais retorno financeiro. Meus dois primeiros filhos já estavam na escola desde bem pequenos e meu marido era quem ficava com eles durante meus plantões que, nos últimos anos, eram todos no período noturno. Meus filhos sempre entenderam bem o meu trabalho, mas a rotina me causou desgaste físico e mental. O estresse apareceu e também o aumento da pressão, a taquicardia e a ansiedade. Foi quando tomei a decisão mais difícil da minha vida: sair do emprego. A transição não foi fácil. Eu me cobrava demais por parar de trabalhar fora e ficar só em casa. O dinheiro também diminuiu, mas eu ganhei mais tempo com a família e comecei a pensar que talvez fosse o momento de ter o terceiro filho. Para minha alegria, no mês seguinte, eu engravidei. E foi diferente das outras gestações, porque eu consegui curtir cada fase. Hoje, consigo viver momentos de plena dedicação e harmonia com minha família. Mas penso que a minha segunda decisão difícil será deixar isso tudo e voltar a trabalhar, no futuro. Porque eu quero, em algum momento, voltar ao mercado de trabalho.” Michelle Batista de Mello Sabino, 33 anos. Na foto, com o marido Rafael e os filhos Pedro Henrique (esquerda) e Enzo (direita).    “Eu estava muito próxima de uma promoção de cargo no banco onde trabalhava, como analista de projetos, quando engravidei. Meu cargo era sênior e o próximo passo seria me tornar gerente de projetos. E foi então que eu engravidei, tirei a licença de seis meses e juntei com mais dois meses de férias. Foram oito meses com a minha filha, que me fizeram repensar os meus planos. Sempre achei que teria filhos, colocaria na escola e voltaria empolgada para o trabalho. Mas, quando comecei a conviver com o bebê, percebi que a cada dia havia uma novidade. E eu não queria perder nada.  Quando ela virou de bruços, aos quatro meses, ela fez isso na minha frente. Eu também vi minha filha engatinhar pela primeira vez. Imagina se eu tivesse perdido? Eu pude acompanhar todo o processo de tentativa de fala dela, até que vieram as primeiras palavras. Hoje, temos uma rotina juntas. A minha vida social está prejudicada, é verdade, porque eu fico em casa enquanto a maior parte dos meus amigos está trabalhando. Eu sinto falta de conversar, de colocar um salto para trabalhar e conduzir uma reunião sobre estratégias de negócios. Por isso mesmo, penso em voltar a trabalhar, mas só quando ela for para escola, aos três anos. Mas talvez eu mude de carreira e até invista em uma faculdade de pedagogia. São algumas ideias que eu tenho para tentar conciliar a minha vida profissional com o crescimento dela, que eu quero continuar acompanhando de perto.” Cássia Barreto de Souza, 34 anos, e a filha Melissa.    “Trabalho desde os 14 anos e nunca imaginei que poderia me tornar uma dona de casa. Eu sou formada em Administração de Empresas e, por quatro anos, fui coordenadora administrativa em uma rede de assistente médica. Gostava do meu emprego e da minha rotina mas, quando minha filha nasceu, percebi que não seria bom para ela ficar o dia todo na escolinha. Só que, na época, eu não podia parar de trabalhar, porque precisava do dinheiro. Até que, ao crescer um pouco mais, ela começou a reclamar da rotina que eu impunha para ela: sair 6h40 da manhã de casa e retornar às 18h. Ela chegava dormindo e, quando acordava, comia algo e já dormia novamente. No dia seguinte, a rotina recomeçava. Ela passou a dizer coisas como: ‘Que dia que a gente pode ficar em casa?’, ‘Já vou para escola de novo?’ e ‘Tá todo mundo de férias, menos eu’. Comecei a conversar com meu marido e amadurecer a ideia de trabalhar em casa e ver minha filha terminar de crescer. Então, quando ela tinha quatro anos, eu pedi demissão. Comecei a fazer lancheiras saudáveis para vender e o sucesso foi tanto que eu tive de recusar trabalho, para não sair do plano inicial, que era ter mais tempo para mim e para a minha família. Depois de um ano, eu parei de fazer lanches escolares para me dedicar a encomendas avulsas. Hoje, faço congelados e também participo de eventos. Nesses dois anos e meio ao meu lado, minha filha mudou o comportamento dela para melhor e parou de ter gripes e crises alérgicas.” Mara Lage Duarte, 31 anos, e a filha Giovana.   

Gravidez e Filhos
do UOL
UOL Estilo
do UOL
do UOL
Gravidez e Filhos
do UOL
do UOL
Gravidez e Filhos
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
UOL Estilo
do UOL
BBC
do UOL
do UOL
do UOL
Gravidez e Filhos
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
Guia do Bebê
Folha de S.Paulo
do UOL
do UOL
UOL Estilo
do UOL
Redação
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
Topo