Gravidez e filhos

Pele bem hidratada ajuda a prevenir estrias durante a gravidez; veja produtos

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Principal arma contra as estrias é a prevenção. Uma pele bem hidratada é mais resistente Imagem: Thinkstock

Rafael Roncato

Do UOL, em São Paulo

29/05/2012 07h00

Durante a gravidez, além de ter preocupações em dobro com a saúde, as futuras mamães ainda têm outra inquietação: o receio do surgimento das estrias. As temidas linhas na pele, que geralmente aparecem na região do abdome, coxas e mamas, costumam surgir quando há ganho repentino de peso, frequente sobretudo na segunda metade da gravidez.  Conforme a gestante aumenta de tamanho, não apenas a superfície da pele estica, mas também ocorrem pequenas rupturas nas camadas mais profundas da pele, por conta das alterações nas fibras de elastina e colágeno. “As mulheres mais afetadas são as mais jovens, com predisposição genética ou aquelas que ganham peso excessivo durante a gestação”, afirma a dermatologista Luciana Macedo de Oliveira, diretora médica da Clinique des Arts.

A principal arma contra as estrias é a prevenção. Para a dermatologista Carolina Marçon, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Academia Americana de Dermatologia, o controle do peso e uma boa hidratação da pele durante a gravidez são as melhores estratégias. “A pele bem hidratada é mais resistente e menos suscetível a alterações pelo estiramento”, afirma a dermatologista. “O ideal é usar hidratantes potentes e adequados, de preferência com orientação médica. Mas, mesmo com todos os cuidados, não há garantia de que as estrias não se desenvolverão.”

O que fazer quando elas aparecem
“A falta de cuidado pode agravar todas essas alterações e dificultar a reversão”, afirma a ginecologista e obstetra Denise Gomes, diretora médica da Plena Clínica. “A maioria das mudanças é reversível até certo ponto, mas depende muito da gravidade”. Caso as estrias já tenham começado a dar as caras, o melhor momento para iniciar o tratamento é logo após o final da amamentação. “Após a lactação, o dermatologista poderá indicar alguns tratamentos de acordo com cada caso, como o uso de ácidos, microdermoabrasão, laser, subcisão”, diz Luciana Macedo de Oliveira. 

Há diferença entre os tipos de estrias e suas respostas aos tratamentos que tentam amenizá-las. As que possuem tonalidade esbranquiçada -as mais antigas, com quase um ano- podem melhorar, mas é pouco provável que sumam completamente, pois são cicatrizes já estabelecidas. Já as estrias recentes, que apresentam coloração avermelhada, respondem melhor aos tratamentos disponíveis, mas é importante que a paciente procure um dermatologista logo após o parto. “Nelas, ainda há reação inflamatória para tentar compensar a ruptura. É nesse momento que existem melhores respostas aos tratamentos”, afirma a dermatologista Carolina Marçon. 

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