Infância

Uso de celulares e tablets por crianças deve ser mediado pelos pais

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A idade ideal para ter o primeiro "tablet" é aos nove anos, segundo a pedagoga Edinéia Regina Burger imagem: Thinkstock

Gabriela Horta*

Do UOL, em São Paulo

Esqueça o tempo em que o uso de aparelhos eletrônicos estava restrito ao mundo adulto. Hoje, as crianças despertam para o universo da tecnologia e destacam celulares, smartphones e tablets na lista de desejos. Como poderia ser diferente? Boa parte já nasceu na era digital, conectada, e todos os"gadgets" são parte da sua realidade. 

No Brasil, 59% das crianças de cinco a nove anos já utilizaram um celular. A porcentagem daquelas que já têm o próprio aparelho varia: 24% com nove anos de idade já têm um celular, 16% aos seis anos e 7% aos cinco, de acordo com dados da pesquisa TIC Crianças 2010, realizada pelo NIC.br (Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR) por meio do CETIC.br (Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação). O levantamento contou com respostas de 2.516 crianças de cinco a nove anos de idade em todo o país. “Mesmo com todas as questões econômicas e desigualdades sociais do Brasil, muitas crianças já têm um aparelho próprio”, diz Juliano Cappi, coordenador de pesquisa da organização. 

Acesso móvel à internet
De acordo com dados da TIC Crianças 2010, a principal atividade realizada no celular é brincar com joguinhos (84%), seguida por ligar para alguém (64%). Por último, está o acesso a internet (1%), mas, segundo Juliano Cappi, esse número deve crescer na próxima avaliação. 

A era do acesso móvel é causa de grande preocupação na hora de colocar um "smartphone" ou um "tablet" nas mãos de uma criança. A partir do momento em que a rede migra para um dispositivo como estes, a possibilidade de usar a internet sem acompanhamento de um adulto aumenta bastante. A cumplicidade entre pais e filhos, a orientação e a conversa aberta são as melhores formas de manter a segurança dos filhos na navegação.

Além dos responsáveis, professores também são indispensáveis. “A função maior da escola é organizar o uso da tecnologia com os estudantes, mostrar a eles quais são as possibilidades, os limites e o lado educativo a ser explorado em cada plataforma”, diz Roberta Deliberato, coordenadora pedagógica de Educação Infantil e Ensino Fundamental da Escola Internacional de Alphaville, de São Paulo. Desde o início do ano, a escola usa "tablets" em 20% das atividades escolares de crianças a partir dos dois anos de idade. Roberta acredita que além de brincar, é possível aprender de forma divertida com o "tablet". Veja dicas da coordenadora de aplicativos que funcionam como apoio para o aprendizado do seu filho:

Idade certa
Mas qual é a idade certa para ter um celular pela primeira vez? Para Maria Ângela Barbato Carneiro, coordenadora do Núcleo de Cultura e Pesquisas do Brincar da PUC (Pontifícia Universidade Católica) de São Paulo, é natural que crianças bem pequenas já se interessem pelo objeto, mas o momento ideal para ter um telefone particular é aos 13, 14 anos. “Antes disso é desnecessário. Até essa idade, supõe-se que a criança estará em lugares onde sempre haverá um telefone disponível para ela possa entrar em contato com os pais e responsáveis -seja a escola, o clube, a casa de um amigo”, diz ela. 

Segundo Maria Ângela, na faixa entre um e quatro anos, os filhos gostam de mexer no celular para imitar o que os pais fazem, mas não têm noção exata da função do aparelho. “Eles percebem que quando mexem no teclado, a tela acende, o que funciona como um estímulo”, diz a coordenadora. Até os seis, sete anos, o celular acaba funcionando mais como um instrumento de poder. “Está ligado à questão do consumo, ao ‘eu tenho e você não tem’”, afirma Maria Ângela.

Mesmo a partir dos sete anos, quando começa o processo de alfabetização da criança e ela passa a entender tudo um pouco melhor, ela ainda não está apta a ter um celular próprio. Nessa idade, a criança não tem maturidade suficiente para controlar gastos ou entender, por exemplo, o risco que corre ao atender a ligação de um desconhecido. Para os pais que encaram o celular uma segurança extra no controle dos filhos, é recomendado ter um aparelho a mais, de preferência pré-pago, para emprestar a eles em casos específicos.

Já para o primeiro "tablet", nove anos é a idade adequada, segundo a pedagoga Edinéia Regina Burger, consultora educacional do Instituto Crescer. “É a fase de transição da criança do pensamento concreto para o abstrato. Ela começa a pensar mais abstratamente e a entender melhor conceitos e conselhos do adulto", diz ela. "É a idade em que entendemos melhor como ela poderá fazer uso efetivo desse equipamento com todas as ferramentas que ele oferece”. Aos nove, por exemplo, ela já entenderá completamente o que é um aplicativo, um programa, um vírus. 

*colaborou Fernanda Alteff

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