Gestação

Alguns fitoterápicos populares entre grávidas não têm eficácia comprovada, segundo relatório

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Usado contra enjoos, o gengibre foi um dos poucos ingredientes a ter eficácia demonstrada imagem: Thinkstock

Anahad O'connor

Do New York Times

A principal razão para a substituição da abordagem farmacêutica pela medicina alternativa é a preocupação em relação aos efeitos colaterais. Constatou-se que com as gestantes não é diferente. Estudos demonstraram que quase metade das mulheres usa medicamentos fitoterápicos durante a gravidez, e muitas afirmam que isso se deve, em parte, às incertezas em relação ao uso de remédios comuns.

Pesquisadores começaram a investigar recentemente medicamentos que produziam benefícios comprovados e outros cuja eficácia não tinha sido comprovada. Os especialistas identificaram em seu relatório, publicado no periódico "The Journal of Maternal-Fetal and Neonatal Medicine", mais de 500 estudos de medicamentos fitoterápicos usados durante a gestação.

Muitos possuíam falhas de concepção bem como outros problemas e, consequentemente, apenas 14 experimentos randomizados e controlados foram considerados apropriados para serem inclusos no relatório.

Segundo o documento, o gengibre foi o medicamento estudado mais a fundo e cuja eficácia foi mais consistente. Ele oferecia mais alívio que o placebo contra enjoo matinal e era tão eficiente quanto o medicamento dramamina.

Mas não havia evidências em relação à eficiência de outros medicamentos fitoterápicos populares. Frequentemente usada contra infecções do trato urinário, comuns durante a gestação, a amora não demonstrou eficácia. Não foram encontradas evidências de que o alho fosse eficiente contra a pré-eclâmpsia (hipertensão arterial específica da gravidez) ou de que a folha da framboesa abreviasse o trabalho de parto. Além disso, embora o óleo de rícino não pareça produzir efeitos colaterais, ele não induz o trabalho de parto.

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