Infância

Ensinar a criança a comer bem exige persistência e criatividade

Adriana Nogueira

Do UOL, em São Paulo

16/02/2013 08h05

Está com dificuldade para fazer seu filho comer, saiba que a insistência é a principal arma na luta pela boa alimentação. “Quanto mais exposição a alimentos diferentes, mais chance há de ele experimentar coisas novas”, afirma a nutricionista Priscila Maximino, autora do livro “Guia Descomplicado da Alimentação Infantil”, publicado pelas revistas “Saúde” e “Claudia” da Editora Abril, com o pediatra Mauro Fisberg.

A oferta de novos ingredientes deve começar tão logo termine a fase de aleitamento materno exclusivo, que, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), tem de ir até o sexto mês de vida do bebê. Quanto mais variado for o cardápio nessa fase de transição, maior a chance de aceitação de alimentos diferentes no futuro. Lidar com uma criança resistente a experimentar novos sabores é um teste de paciência para os adultos, mas é uma fase natural, principalmente a partir dos três anos.

Nessa batalha, esqueça táticas como oferecer recompensas –principalmente na forma de guloseimas– e brigar para que a criança coma. “Também não vale se desdobrar fazendo mais de uma opção de refeição. A criança não tem maturidade para escolher. Tem peixe. Não quer comer, não coma”, afirma a nutricionista. Os pais têm de estar seguros de quem estão escolhendo o melhor para o filho e assim agir com firmeza, sem perder a ternura.

Ela chama a atenção para uma expectativa exagerada que muitos pais têm sobre o quanto o filho tem de comer. Ofereça porções pequenas e, se for o caso, aumente até ter sinais evidentes de satisfação.

Outra sugestão da especialista é envolver a criança no preparo dos alimentos. Pode ser levando-a ao supermercado ou à feira para comprar ingredientes ou, em casa, deixando que ela faça tarefas simples, como lavar frutas e arrumar uma salada em uma travessa. “Isso ajuda a aguçar a curiosidade da criança”, fala Priscila.  Criar apresentações divertidas para a comida, usando formas de bichinhos para moldar alimentos ou decorando uma salada como se fosse uma floresta, também é um recurso válido. "Comer também envolve o lado emocional", declara a nutricionista.

O exemplo dentro de casa também é fundamental. “Alimentação é saúde. O adulto preciso dar um referencial para a criança.” E nada de deixar seu filho com livre acesso aos armários e à geladeira para se servir à vontade de guloseimas.

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