Infância

De qualquer estilo, boa música ajuda a criança a se desenvolver

Thinkstock
A música pode colaborar com o aumento do vocabulário da criança, entre outros benefícios Imagem: Thinkstock

Rita Trevisan

Do UOL, em São Paulo

13/03/2013 07h15

Uma pesquisa do instituto Ipsos Marplan, que envolveu quase 3.000 crianças com idade entre dez e 12 anos e foi divulgada no primeiro semestre de 2012, mostrou que ouvir música é o principal passatempo desse público. E a boa notícia é que, muito além de entreter, o hábito ajuda no desenvolvimento infantil como um todo. “A música favorece a aquisição de vocabulário, dá noção de ritmo, trabalha a socialização e a afetividade. Quando associada a gestos e a coreografias ou à manipulação de instrumentos, há um grande ganho para a parte psicomotora também”, afirma a psicopedagoga Teresa Helena Schoen, do Departamento de Pediatria da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

A capacidade de estimulação, a partir do contato com os sons, é imensa. “São muitos os elementos que constituem uma música e isso explica porque ela é tão rica. Estamos falando de melodia, harmonia, altura, duração, timbre e intensidade, entre outros”, diz a doutora em ciências da saúde Claudia Zanini, professora e coordenadora do mestrado em música da UFG (Universidade Federal de Goiás).

O ganho para a parte cognitiva também é grande. A música estimula o raciocínio lógico e o abstrato, a memória e pode acalmar e diminuir a ansiedade, desde que se escolha o som correto para a ocasião. “A música ajuda ainda na compreensão de regras sociais. Quando uma criança brinca de roda, por exemplo, ela tem a oportunidade de vivenciar, de forma lúdica, situações de perda, de escolha, de decepção, de dúvida e de afirmação”, afirma o mestre em performance musical Cássio Henrique Martins, coordenador do curso de música da UFPI (Universidade Federal do Piauí).

E para colher todos esses benefícios, quanto mais música a criança tiver em sua rotina, melhor. “A música pode servir, inclusive, como um elemento para ajudar a organizar o dia a dia dos menores. Muitas famílias usam canções para sinalizar o momento de acordar, de se alimentar, de dormir e de escovar os dentes. Assim, as crianças entram na brincadeira e os pais economizam nos sermões”, fala Teresa.

Repertório eclético

É claro que a qualidade da música oferecida à criança faz toda a diferença. Na maior parte do tempo, o ideal é que ela escute melodias especificamente desenvolvidas para a sua faixa etária. “A música infantil é geralmente pensada para promover a sociabilidade, a afetividade, a motricidade, a psicomotricidade, o lado lúdico e a fantasia das crianças”, declara Martins.

Além disso, esse tipo de canção traz estruturas musicais mais simples, com melodias e harmonias que serão captadas com facilidade. “Quando se pensa em ritmos mais elaborados, por exemplo, a movimentação espacial e o nível de desenvolvimento da psicomotricidade da criança pode não estar à altura da dificuldade dos movimentos requeridos. Uma música com intervalos musicais mais amplos é muito mais difícil de cantar”, afirma Claudia.

Isso não significa, no entanto, que os pais não devam apresentar ao filho outros estilos musicais. E, segundo os especialistas, todo o tipo de música faz bem e serve para estimular. “Os pais devem mostrar aquilo que eles gostam. O único cuidado é com as letras, que devem trabalhar conceitos que estão alinhados aos valores da família”, diz Claudia. Batidas muito pesadas ou som alto demais podem deixar os menores excessivamente excitados e irritadiços. 

À parte o gosto pessoal, inserir música clássica e canções tradicionais no repertório infantil é sempre uma boa pedida. “A música clássica é muita rica em todos os elementos que a compõem, o que significa que ela oferece uma gama de estímulos muito grande. Já as músicas tradicionais têm a vantagem extra de ajudar a assimilar o repertório cultural do povo ao qual a criança pertence”, diz Teresa.

Por fim, além de comprar CDs e DVDs para os filhos, os pais também podem estimulá-los a manipular instrumentos e fazer brincadeiras musicais com eles. As que envolvem movimentos, como “Ciranda Cirandinha”, e a adição de novas palavras, a exemplo da “Canoa Virou”, costumam manter as crianças e os adultos motivados por mais tempo. Assim, a diversão e o aprendizado estarão garantidos.

ID: {{comments.info.id}}
URL: {{comments.info.url}}

Ocorreu um erro ao carregar os comentários.

Por favor, tente novamente mais tarde.

{{comments.total}} Comentário

{{comments.total}} Comentários

Seja o primeiro a comentar

{{subtitle}}

Essa discussão está encerrada

Não é possivel enviar novos comentários.

{{ user.alternativeText }}
Avaliar:
 

* Ao comentar você concorda com os termos de uso. Os comentários não representam a opinião do portal, a responsabilidade é do autor da mensagem. Leia os termos de uso

Escolha do editor

{{ user.alternativeText }}
Escolha do editor

do UOL
do UOL
do UOL
Gravidez e Filhos
do UOL
do UOL
BBC
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
Revista Ana Maria
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
Gravidez e Filhos
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
UOL Notícias - Cotidiano
do UOL
UOL Notícias - Cotidiano
do UOL
do UOL
Gravidez e Filhos
Disney Babble
Topo