Bebês

Aprenda táticas para amenizar as cólicas do bebê

Getty Images
Ficar com o bebê no colo e encostado ao peito pode ser uma forma aliviar a cólica Imagem: Getty Images

Ivonete Lucirio

Do UOL, em São Paulo

09/01/2014 07h11


Poucos bebês conseguem passar os primeiros três meses de vida sem ter cólicas. Mas não é nada grave e o problema desaparece sozinho. Elas são resultado da imaturidade do intestino. Enquanto parte do órgão faz um movimento, chamado peristáltico, para expelir o cocô, outra parte realiza um movimento contrário, realizando uma espécie de bloqueio. Sem conseguir evacuar, a criança fica incomodada e com dor, principalmente com a formação de gases.

As cólicas aparecem por volta da terceira semana –antes disso, a quantidade de leite ingerida é muito pequena–  e duram até os três meses. "Depois disso, o intestino já atingiu maturidade suficiente para funcionar de forma sincronizada na hora de eliminar as fezes", explica o pediatra Fábio Ancona, do departamento de pediatria da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

O incômodo pode surgir em qualquer parte do dia, mas é mais comum no final da tarde e início da noite. Provavelmente, porque a dor se une à irritação que acomete muitos bebês na transição entre o dia e a noite. A parte do seu sistema nervoso que diferencia os dois períodos ainda não funciona direito e o escurecer incomoda. 

Nem sempre é fácil descobrir se o choro é de cólica ou tem outro motivo. Os pais devem chegar a essa conclusão por exclusão: a fralda está limpa? O bebê está alimentado? Não está com frio ou com calor? Há sinal de algum problema de saúde? Se a resposta a essas perguntas for “não”, o motivo mais provável é a cólica. Mais dois dados podem ajudar: o bebê contrai as perninhas e a dor costuma desaparecer ou melhorar bastante depois que consegue fazer cocô.

Saiba como é o desenvolvimento do bebê até os dois anos

  • Arte/UOL

Por mais incômodo que pareça, é preciso saber que não se trata de uma doença, é parte natural do amadurecimento. "A primeira coisa que os pais têm de fazer é manter a calma", diz a gastroenterologista pediátrica Maraci Rodrigues, do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.

"É comum a mãe se desesperar com o choro porque ainda está sob efeito dos hormônios pós-gestação, que afetam o emocional", diz Ancona. Mas tudo bebê não precisa de pais angustiados nesse momento. "Não adianta ficar passando a criança de um colo para outro para fazê-lo parar de chorar, como se fosse uma granada pronta para explodir", diz o médico.

Para ajudar o bebê

O mais difícil é ficar parado, esperando a crise passar, mas há algumas atitudes que podem ajudar:

Ofereça o peito: "A sucção ajuda a diminuir a dor", diz a pediatra Alessandra Cavalcante Fernandes, do Hospital e Maternidade Rede D´Or São Luiz, em São Paulo. Mas tome cuidado para que o bebê engula ar enquanto estiver mamando, o que aumenta a formação dos gases. Para tanto, a boca deve estar bem posicionada no bico do seio;

Tire sua roupa e a do bebê e encoste-o no peito: o contato com a pele do pai ou da mãe ajuda a acalmar a criança;

Massageie a barriguinha do bebê: faça movimentos circulares, suaves e no sentido horário;

Coloque compressas mornas: pode ser uma bolsa de água quente ou uma fralda de pano aquecida no micro-ondas. Mas cuidado para que a temperatura não esteja muito alta;

Flexione as perninhas do bebê: faça movimentos suaves em direção à barriga. Esse movimento ajuda a eliminar gases;

Amamente: o leite materno tem proteínas que são melhor assimiladas pelo sistema digestivo imaturo do bebê.

Deixe o ambiente calmo: mantenha  a luz baixa e o local livre de ruídos. O conforto ajuda a reduzir a irritação;

A mãe pode tomar cuidado com a própria alimentação. Não há estudos que comprovem que o que a mãe come provoca cólicas no bebê. Mas muitos pediatras recomendam que a lactante evite peixes, chocolates, feijão, pimenta, alho e café durante a amamentação, pois esses alimentos poderiam colaborar com a formação de gases no bebê.

Remédios

Há remédio para a cólica, mas ele precisa ser recomendado pelo médico da criança. "Medicamentos só podem se tomados com indicação do pediatra, que orienta sobre a dosagem de acordo com o tamanho do bebê e sobre qual o melhor horário para usá-la", diz Fabio Ancona.

Quando aos chazinhos, esqueça-os, segundo o médico. "Eles não melhoram em nada a cólica, isso é lenda".

ID: {{comments.info.id}}
URL: {{comments.info.url}}

Ocorreu um erro ao carregar os comentários.

Por favor, tente novamente mais tarde.

{{comments.title}}

{{comments.total}} Comentário

{{comments.total}} Comentários

Seja o primeiro a comentar

{{subtitle}}

Essa discussão está encerrada

Não é possivel enviar novos comentários.

{{ user.alternativeText }}
Avaliar:
 

* Ao comentar você concorda com os termos de uso. Os comentários não representam a opinião do portal, a responsabilidade é do autor da mensagem. Leia os termos de uso

Escolha do editor

{{ user.alternativeText }}
Escolha do editor

do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
Estadão Conteúdo
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
BBC
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
Gravidez e Filhos
do UOL
do UOL
do UOL
BBC
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
Gravidez e Filhos
do UOL
do UOL
ItMãe
Folha de S. Paulo
do UOL
Guia do Bebê
Maternar
Disney Babble
Revista Ana Maria
do UOL
Folha de S. Paulo
Vya Estelar
do UOL
Disney Babble
It Mãe
Revista Ana Maria
Cenapop
Guia do Bebê
Topo