Bebês

Para proteger o bebê, há cuidados essenciais e outros dispensáveis

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Ao contrário do que se pensa, o frio em si não tem o poder de provocar dor de ouvido ou de cabeça imagem: Getty Images

Maria Laura Albuquerque

Do UOL, em São Paulo

Quando o bebê nasce, é cercado de muitos cuidados pela família, que procura fazer de tudo para que ele não adoeça. Mas nem todos os zelos têm razão de ser. A seguir, o UOL Gravidez e Filhos fez um levantamento junto a especialistas sobre o que é necessário e o que é exagero por parte dos pais.

Entenda o que é zelo e o que é exagero

  • Ferver mamadeira e chupeta

    Até os seis meses, vale a pena, pois o sistema imunológico da criança ainda não está desenvolvido, e a principal defesa é a realizada por anticorpos maternos, transmitidos pela amamentação. Depois disso, os objetos podem ser só passados em água fervente. Esses hábitos diminuem a incidência de diarreias, resfriados e gripes, entre outras

  • Lavar as mãos ou limpá-las com álcool antes de pegar o bebê

    Por meio do contato com mãos sujas ou de pessoas doentes, a criança pode adoecer. É possível transmitir diarreia, gripe, sarampo, catapora, entre outras doenças. O uso de álcool depois da lavagem é indicado para fumantes que lidam com crianças alérgicas, pois ajuda a eliminar o odor e os resíduos do tabagismo. Esses cuidados devem ser tomados sempre que possível, independentemente da idade

  • Usar água filtrada para dar banho no bebê

    Se a família tiver dúvidas sobre a procedência do líquido ou suspeitar que ele está contaminada, vale a pena até os quatro meses. Mas, se a distribuidora da região é confiável, a água da torneira, na temperatura ideal, serve. Outra indicação para usar água filtrada é a existência de algum ferimento na pele. A água da torneira possui impurezas que podem complicar seu reestabelecimento

  • Limpar ou lavar a mão da criança cada vez que ela toca no chão

    Se o ambiente frequentado no momento for a rua ou um hospital, por exemplo, é interessante que os pais tomem essa precaução para evitar que elas contraiam alguma doença. Tão importante quanto isso é ensiná-las não colocar as mãos na boca sem necessidade

  • Não permitir que a criança toque em animais de estimação

    Até os três meses, é válido evitar o contato direto entre eles. Animais podem transmitir doenças, como a toxoplasmose. Também podem causar alergias, pois os pelos são, potencialmente, alergênicos. Além disso, nos pelos, podem estar alojados pulgas e carrapatos, que também provocam outros problemas de saúde. Depois desse tempo, a relação é saudável, desde que os bichos sejam saudáveis

  • Lavar os genitais do bebê toda vez que ele fizer xixi ou cocô

    Até a criança ser desfraldada, é interessante, mas os pais podem dispensar sabonete. Algodão e água limpa são suficientes. A cada troca de fraldas é importante caprichar na higienização da pele porque as fezes e a urina são ácidas e podem agredi-la. Se ocorrer diarreia é importante lavar bem a pele em qualquer idade. As fezes, nesse caso, são ainda mais ácidas e assam a pele mais facilmente

  • Pedir que as pessoas tirem os sapatos antes de entrar no quarto do bebê

    Essa solicitação às visitas é válida até os dois anos, em média. O quarto das crianças é o ambiente no qual elas brincam, muitas vezes, sentadas ou deitadas no chão. Os sapatos trazem sujeiras da rua, que podem contaminar o ambiente, favorecendo o aparecimento de doenças. Depois dessa idade, a criançada já frequenta outros ambientes e estão mais fortes para enfrentar outras sujeiras

  • Limpar o nariz e os ouvidos após o banho

    Se essas partes do corpo não estiverem realmente sujas, não há porque fazê-lo. Enxaguar com a água do banho basta, além da secagem cuidadosa das dobras da orelha com a toalha. No caso de resfriado e secreção nasal, a lavagem do nariz deve ser realizada quando houver obstrução nasal, seguindo sempre as orientações do pediatra

  • Separar talheres para uso exclusivo da criança

    Esse é um hábito que faz mais sentido por causa do tamanho e formato, evitando assim machucar a boca da criança. Também procede se há alguém doente na família. Ainda assim, muitos micro-organismos são transmitidos pela saliva, então, basta que as peças sejam sempre bem lavadas

  • Lavar as roupas das crianças separadamente

    É interessante tomar esse cuidado. Adultos frequentam muitos lugares e carregam germes consigo. Esses são mais resistentes a eles, mas as crianças ainda não. Outra recomendação é investir em sabão neutro para evitar o surgimento de alergias

  • Limpar ou lavar os brinquedos com álcool, todos os dias

    É prudente em relação a itens de bebês com até um ano e meio, antes do primeiro uso. A limpeza diária só faz sentido no caso de brinquedos de uso coletivo ou se a peça estiver suja

  • Descascar as frutas para evitar a ingestão de sujeiras ou agrotóxicos

    É uma boa ideia quando a procedência dos alimentos ingeridos crus é desconhecida. As cascas, além de agrotóxicos, podem conter micro-organismos que causam doenças, como verminoses. O hábito deve ser mantido por toda a vida, pois é uma questão de higiene e de saúde pública. Outra boa saída, se a opção for não descascar, é usar soluções como a de hipoclorito de sódio para esterilizar os alimentos

  • Sempre cobrir a cabeça do bebê com gorro

    Nos dias frios, faz sentido. Se essa parte do corpo fica gelada, o organismo é obrigado a gastar muita energia para produzir calor deixando, talvez, de empregá-la na produção de defesas do organismo. No entanto, ao contrário do que muitas pessoas imaginam, o frio em si não tem o poder de provocar dor de ouvido ou de cabeça

  • Aspirar tapete e carpete ou passar pano no chão todos os dias no quarto do bebê

    No caso de pessoas alérgicas, esse é um cuidado importante a ser tomado, seja qual for a idade, para evitar a disseminação de ácaros, pelos de animais e outros agentes que causam alergia, que se instalam não só nesses itens, mas também em bichos de pelúcia e cortinas

Fonte: Pediatras Raquel Quiles, do Nasf (Núcleo de Apoio à Saúde da Família) de São Paulo, órgão vinculado ao Ministério da Saúde, Victor Nudelman, do Hospital Israelita Albert Einstein, e Francisco Lembro, do Hospital Samaritano

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