Adolescência

Nove sinais mostram se o jovem está pronto para sair do país

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A autonomia do jovem tem de ser testada, primeiramente, em casa e não no exterior Imagem: Getty Images

Catarina Arimatéia

Do UOL, em São Paulo

Estudar no exterior ou apenas passar férias a alguns milhares de quilômetros de casa está no topo da lista de desejos de muitos adolescentes. Mesmo querendo para o filho uma experiência que tiveram –ou queriam ter–, os pais se fazem perguntas como: será que está na hora? Será que ele está pronto para viver isso?

Experiências individuais não são uma ciência exata, portanto, não é possível assegurar com 100% de certeza que um jovem está preparado para sair de perto dos pais, seja por alguns dias ou por um período de meses, mas há bons sinais que podem indicar o sucesso (ou não) da viagem.

1 - O desejo de viajar partiu do filho e não dos pais

Ninguém melhor do que o próprio adolescente para saber se ele está preparado para essa experiência. “Não são raros os casos em que os pais desejam que o filho faça um intercâmbio, mas ele claramente não quer ir”, afirma Tereza Fulfaro, diretora educacional da CI (Central de Intercâmbio). Em casos assim, a viagem é desaconselhada, por mais que a intenção dos adultos seja incentivar a autonomia do jovem. “A liberdade e a independência começam em casa, em situações corriqueiras, não no exterior”, diz Tereza.

2 - Ele já faz pequenas tarefas domésticas

Seu filho arruma a cama ao acordar? Lava o próprio prato depois do almoço ou do jantar? O material escolar e as roupas estão razoavelmente organizadas? Ótimo sinal. Nos Estados Unidos e na Europa, por exemplo, é raro uma família ter empregada doméstica. Desde criança, os moradores da casa estão acostumados a dividir tarefas.

Mas, novamente, é importante lembrar que a decisão da viagem deve partir sempre do filho. “Eu me recordo de um adolescente que era aparentemente independente, mas, quando a família propôs um intercâmbio, ele se recusou, dizendo que sentiria muita falta dos pais e da casa”, diz a psicóloga clínica Ana Maria D’Alessandro de Camargo.

3 - É disciplinado

Seja em viagens de turismo –para a Disney, por exemplo– ou em cursos com duração mais longa, como “high school” (o equivalente ao ensino médio brasileiro nos Estados Unidos), a programação é rígida. Há horários a serem seguidos, locais a serem visitados, tarefas a serem cumpridas.

“Em muitos casos, se o estudante não segue as regras, pode até ser desligado da escola e ter de voltar ao país”, diz Renata Santana, gerente de “high school” do STB (Student Travel Bureau).

4 - Possui noções básicas de inglês

Se a intenção for fazer o ensino médio nos Estados Unidos, um bom inglês, do intermediário para o avançado, é pré-requisito, já que o aluno terá aulas na língua do país.

Para pequenas viagens de turismo também é importante ter, pelo menos, um conhecimento básico da língua, o que permitirá maior interação com os moradores locais. “Quanto maior a noção do idioma, mais fácil será para se relacionar e interagir”, afirma Renata, do STB.

5 - Sabe administrar a mesada

De acordo com Renata Santana, do STB, é aconselhável que o filho possua, pelo menos, uma noção mínima de organização financeira. Saber administrar mesadas, por exemplo. “Caso contrário, pode chegar ao país e gastar todo o dinheiro do mês na primeira excursão que tiver para um shopping”, diz.

6 - No dia a dia, não requisita os pais com muita frequência

Seu filho liga de duas em duas horas para conversar sobre assuntos sem importância? Talvez ainda não seja a hora de viajar sozinho ao exterior. “É importante o adolescente ter certa independência emocional dos pais”, afirma Tereza Fulfaro, diretora educacional da CI.

Ou, como diz a psicóloga Ana Mercês Bahia Bock, o filho pode não estar preparado para viajar sozinho se o “cordão umbilical” ainda está muito amarrado e a sua autonomia não foi incentivada. Nesse caso, ele pode se sentir inseguro e com medo de encarar uma experiência fora do país.

7 - É flexível e compreensivo

Segundo Tereza Fulfaro, da CI, pais de alunos considerados rebeldes, muitas vezes, desejam que o filho estude no exterior esperando que, lá fora, eles mudem o comportamento. No entanto, o que ocorre é o contrário. “Características assim irão, de alguma maneira, aflorar no outro país. Os pais primeiro têm de resolver o problema em casa. O intercâmbio não vai trazer uma solução”, fala.

8 - Apesar de tímido, ele é independente

Timidez não significa, necessariamente, que o jovem não vá se adaptar a um novo ambiente. “Existem pais que não deixam os filhos tomarem decisões em nenhum âmbito da vida e isso pode colaborar para uma atitude mais passiva em relação ao mundo”, diz a psicóloga Ana Maria D’Alessandro de Camargo.

Quando viaja, longe dos olhos dos pais, muitas vezes, a atitude do adolescente muda completamente. Mesmo porque só dependerá dele criar amizades e se relacionar com outras pessoas.

9 - Os pais estão preparados para ter o filho longe de casa

Sim, o sucesso de um intercâmbio ou de uma viagem ao exterior depende também do comportamento dos pais. “Às vezes, não são os adolescentes que têm dificuldade em lidar com a separação, mesmo por um curto espaço de tempo, e sim os próprios pais”, afirma a psicóloga Ana Maria D’Alessandro Camargo.

Renata Santana, do STB, concorda e vai além: “há casos em que os pais são mais dependentes dos filhos do que o contrário. É importante que eles deem um tempo para o adolescente se adaptar ao novo ambiente, interagir, criar amizades”. Afinal, como ela diz, um dos benefícios do intercâmbio é fazer com que o adolescente ganhe mais autoconfiança e comece a agir por conta própria, preparando-se para encarar desafios futuros.

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