Infância

Deixe a criança descobrir sozinha a verdade sobre Papai Noel

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Figuras folclóricas, como o Papai Noel, ajudam a desenvolver a criatividade infantil Imagem: Getty Images

Andrea Giusti

DO UOL, em São Paulo

É só chegar o fim do ano que muitos pais ficam na dúvida sobre contar ou não para as crianças a verdadeira história de Papai Noel. A dúvida faz todo o sentido, pois, além de ser uma delícia acompanhar o envolvimento do filho com a data, a fantasia e a crença no bom velhinho, assim como em outros personagens do gênero, estimulam a criatividade e a imaginação.

"É lúdico, uma fase importante, que faz parte do mundo fantástico. As crianças usam essas figuras para lidar com a realidade e depois descobrem, naturalmente, que bruxa, coelho da páscoa, Saci Pererê e Papai Noel não existem", diz a psicopedagoga Ana Cassia Maturano.

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Por volta dos sete anos, a criança começa a ter uma percepção mais clara sobre o assunto e maior capacidade de entendimento. A desconfiança começa a surgir a partir de questionamentos realistas sem resposta: "como o Papai Noel consegue estar em todas as casas ao mesmo tempo?”; “como ele deixaria o presente se minha casa não tem chaminé?”; “esse Papai Noel não parece meu tio?". A confirmação vem por meio de colegas da escola, primos mais velhos ou qualquer situação que comprove a impossibilidade dos elementos da fantasia. 

"Normalmente, as crianças descobrem a verdade bem antes que seus pais pensem em contar, mas elas gostam de prolongar a brincadeira", afirma Heloisa Prieto, autora do livro "Papai Noel, o Velhinho de Muitos Nomes" (Cia das Letrinhas).

Quezia Bombonatto, diretora da ABPp (Associação Brasileira de Psicopedagogia), aconselha os pais a não insistirem na crença caso a criança descubra a verdade. "O sonho não vai acabar. Ela vai continuar recebendo presente, que é o que importa para ela. Duro seria não receber mais depois da descoberta. Tem de deixar claro que é apenas uma transferência, agora o presente vem dos pais", diz a psicopedagoga.

E se a criança não descobrir sozinha?

Para os profissionais, ao passar dos sete anos, os pais devem introduzir o assunto, levando questionamentos para as crianças. "Devem perguntar o que acham da história, onde o velhinho mora, como traz o presente. Tem de cercar de uma forma que ela enxergue que não existe por si só, e não jogar a verdade de uma vez", declara Quezia.

Segundo Ana Cassia, não perceber a realidade depois de certa idade pode esconder algum problema e deve ser motivo de alerta para os pais. "Não é natural uma criança de dez anos acreditar no Papai Noel. Os amigos na escola podem até tirar sarro. Se ela não consegue enxergar a realidade, tem de ver o que está acontecendo", declara. "É muita fantasia para a idade. Os pais precisam entender o porquê de o filho não querer crescer e ajudá-lo", fala Quezia.

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