Infância

Crianças e adolescentes são 37% dos casos de desidratação em SP

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Os pais têm de estar atentos se as crianças estão ingerindo água o suficiente imagem: Getty Images

Do UOL, em São Paulo

Crianças e adolescentes são as principais vítimas da desidratação no verão, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. Medidas simples, no entanto, previnem a condição, que é potencialmente grave e caracterizada pela baixa concentração de água e sais minerais no corpo.

Os sintomas da desidratação são sede exagerada, olhos fundos, boca e pele secas, ausência de lágrimas e diminuição do suor. Nos bebês, os sinais são a moleira afundada e irritabilidade, além da diminuição da urina. Dor de cabeça, sonolência, tonturas, fraqueza, cansaço e aumento da frequência cardíaca também podem estar associados a episódios de desidratação.

Dicas para prevenir a desidratação

- Evitar a exposição ao entre 9h e 16h;

- Ingerir, pelo menos, dois litros de água ou outros líquidos (como sucos) por dia;

- Não praticar exercícios físicos nas horas mais quentes do dia;

- Usar roupas leves, para diminuir a perda de líquido pelo suor;

- Como a diarreia é uma causa importante de desidratação, certifique-se de que os alimentos consumidos foram bem lavados e preparados adequadamente;

- No caso do aumento das perdas de líquido (como na diarreia) a ingestão de líquidos, como água, sucos naturais e água de coco, é ainda mais importante. O soro caseiro também é uma boa opção. Ele é feito com um litro de água filtrada ou fervida, uma colher rasa de chá de sal e duas colheres rasas de sopa de açúcar. Outra possibilidade é usar o soro para hidratação, disponibilizado em unidades básicas de saúde e farmácias.

Grupo vulnerável

Levantamento da secretaria de 2013, último dado consolidado disponível, aponta que, em média, 24,8 pessoas são internadas por dia em hospitais públicos do Estado vítimas da desidratação.

Naquele ano, foram 9.043 internações por desidratação, das quais 37% eram crianças ou adolescentes com menos de 14 anos. As crianças de um a quatro anos são as mais atingidas. Em 2013, foram 1.453 internações nessa faixa etária.

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