Infância

Aventura fortalece vínculo de pais e filhos; conheça histórias

Louise Vernier e Amanda Sandoval

Do UOL, em São Paulo

13/03/2015 12h41

É natural que pais e filhos que compartilham os mesmos interesses fiquem mais próximos. E quando é possível realizar atividades prazerosas junto, os laços se estreitam ainda mais. No caso da pedagoga Rita de Cássia Xavier da Cunha, 37 anos, de Taubaté (SP), foi o esporte que possibilitou um convívio ainda mais intenso com o filho, Samuel, 6.

Juntos, eles praticam rafting e, enquanto descem corredeiras em botes infláveis, trocam experiências e aprendem a superar desafios. “Apresentei o esporte ao meu filho e sinto que, a cada nova aventura, a confiança que ele tem em mim aumenta”, diz.

De acordo com a psicóloga clínica Ana Cristina Felisberto, membro da Abratef (Associação Brasileira de Terapia Familiar), a prática de atividades radicais desenvolve, além de confiança, a admiração e o respeito mútuos.

A professora de inglês Karen Raeder, 36, de Curitiba, também sente os benefícios de praticar esportes em conjunto com a família. Ela já levou a filha de 16 anos, Fernanda, para saltar de bungee jump (modalidade em que a pessoa salta de grandes alturas, amarrada pelos tornozelos ou pela cintura por uma corda elástica), para fazer rafting, hiking (caminhada de curta duração praticada em trilhas) e rapel (atividade em que o praticante desce paredões pendurado por cordas). Agora, não vê a hora de o filho de quatro anos, Vinícius, crescer um pouco mais para poder acompanhá-la nessas aventuras.

Segundo os especialistas, um dos pontos positivos desse tipo de prática é a possibilidade de trabalhar limites e a superação deles, o que evidentemente faz bem à autoestima de todos. “Damos suporte um ao outro para continuarmos em frente”, afirma Karen.

De acordo com Marília Mallmann Parreira, terapeuta familiar e psicóloga pela PUC (Pontifícia Universidade Católica) do Rio Grande do Sul, no caso dos esportes radicais, a experiência é ainda mais intensa.

“Quando pratica com os pais, a criança se sente encorajada. Vai superar seus medos e seguir em frente. A recompensa é se sentir capaz”, diz a especialista.

Os adultos também tiram proveito desses momentos. “Eu me sinto muito mais motivado. Nós nos divertimos bastante juntos”, afirma o empresário Vânio Beatriz, 47, de Curitiba, que pratica bungee jump com a filha, Isabella, 12.

Incentivar sem cobrar

A competição é algo natural e também pode acontecer entre pais e filhos, principalmente quando praticam esportes radicais. E ela não é necessariamente um problema, desde que seja saudável. “Em atividades radicais, a competição se torna negativa se alguém se colocar em situação de risco ou se o pai exigir uma performance que o filho não dá conta devido à idade, tamanho ou limitação física”, declara Christina Sutter, psicóloga pela Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Para evitar esses possíveis problemas, a psicóloga Marília Mallmann Parreira orienta os pais a valorizarem todas as iniciativas dos filhos e a incentivarem as crianças e adolescentes a buscarem o aprimoramento, evitando o excesso de críticas e cobranças.

“Respeitando as individualidades, praticando o esporte com segurança e exercendo o cuidado e o carinho, não há contraindicação. Muito pelo contrário”, afirma a especialista.

Regulamentação

De acordo com a Associação Férias Vivas, organização que promove a adoção de práticas seguras em atividades de turismo, não existe nenhuma restrição legal no que diz respeito à prática de esportes radicais por crianças e adolescentes, desde que os menores estejam acompanhados por um responsável.
 
As recomendações para atividades como rafting, canoagem, rapel e bungee jump dependem das estruturas montadas para a prática desses esportes. Os técnicos responsáveis por essa montagem definem a idade adequada para a utilização. 
 

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