Gravidez e filhos

Entidades assinam carta aberta para atestar segurança da vacina contra HPV

Marcello Vitorino/Fullpress
Membros das entidades assinam carta aberta durante evento em São Paulo Imagem: Marcello Vitorino/Fullpress

Thamires Andrade

Do UOL, em São Paulo

01/09/2015 17h33

A SbIm (Sociedade Brasileira de Imunizações), a SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia), a SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria) e a Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia) assinaram, nesta terça-feira (1º), em São Paulo, uma carta aberta para atestar a eficácia e a segurança da vacina contra o HPV (papilomavírus humano), que previne o câncer de colo de útero e outras doenças, como câncer de vulva, vagina, ânus e de cabeça e pescoço.

De acordo com dados do INCA (Instituto Nacional do Câncer), a cada ano, cerca de 5.000 mulheres morrem de câncer de colo do útero no país, sendo que 100% dos casos são causados pelo papilomavírus.

Muitos pais deixaram de vacinar suas filhas depois de relatos de desmaios e paralisia após a vacinação. No entanto, segundo Helena Sato, diretora técnica da Divisão de Imunização da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo, os casos não passaram de uma reação de ansiedade pós-imunização, fato comum nessa faixa etária.

“Quando a gente recebe o aviso de uma reação adversa, analisamos e investigamos, algumas meninas até foram internadas, mas os exames não atestaram nenhuma alteração neurológica. A vacina é segura tanto que vários órgãos como a OMS (Organização Mundial de Saúde) e o FDA (Food and Drug Administration) --órgão regulatório americano-- recomendam seu uso”, afirma.

As únicas reações comuns, segundo as entidades, são dor, vermelhidão e edemas próximos do local da injeção, dor de cabeça e febre.

Segundo Eduardo da Silva Vaz, presidente da SBP, os pais podem contribuir para que os filhos não reajam com ansiedade mostrando-se seguros quanto ao uso da vacina. “É sempre importante que as crianças sejam examinadas, mas, se o adulto se mostrar seguro e confiante de que a imunização tem de ser feita, ele vai passar isso para o filho e diminuir a incidência das reações causadas pela ansiedade.”.

Para Vaz, a vacina não estimula os jovens a iniciarem a vida sexual mais cedo. Segundo Rosana Ritchmann, infectologista do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, de São Paulo, e membro do CTAI (Comitê Técnico Assessor de Imunizações) do Ministério da Saúde, a recomendação da vacina é feita a partir dos nove anos, pois, quanto mais novo o indivíduo vacinado, melhor é a resposta imune do organismo. “A indução da resposta imunológica pela vacina é cerca de duas a três vezes maior em jovens com menos de 15 anos”, explica Rosana.

A vacina contra o HPV é oferecida pelo PNI (Programa Nacional de Imunizações) para meninas de nove a 13 anos, durante todo ano, ainda que o governo realize campanhas publicitárias mais intensivas nos meses de março e setembro. O presidente da SBP também indica a vacina para meninos a partir da mesma idade, no entanto, é preciso buscar a rede privada para realizar a imunização.

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