Gravidez e filhos

Por segundo filho, Kim Kardashian corre risco de perder o útero

Reuters
Kim Kardashian e o marido, Kanye West, esperam o segundo filho imagem: Reuters

Melissa Diniz

Do UOL, em São Paulo

 

Em entrevista à revista americana “C Magazine”, Kim Kardashian, 34 anos, revelou sofrer de uma condição grave, chamada acretismo placentário, que pode levá-la a ter de retirar o útero após o nascimento do segundo filho. O bebê, fruto de seu relacionamento com o rapper Kanye West, deve nascer em dezembro.

Aos seis meses de gestação de um menino, Kim contou já ter passado pelo problema na primeira gravidez. Após algumas cirurgias, ela teria ficado com pequenas lesões na parede uterina, o que causou uma série de dificuldades para conseguir engravidar de novo.

Em outra entrevista à edição norte-americana da revista "Glamour", a socialite disse que decidiu compartilhar sua história após ter conhecido muitas mulheres que enfrentam a mesma situação. Ela revelou que os médicos chegaram a aconselhá-la a arrumar uma barriga de aluguel. Mesmo assim, Kim não desistiu do sonho de ser mãe novamente. Ela e Kanye são pais de North West, de dois anos.

Segundo Alessandra Bedin, ginecologista e obstetra do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, o problema de Kim é incomum e acomete, em média, uma a cada 2.000 gestantes. “Ao se formar, a placenta adere na parede uterina. Quando a aderência é mais profunda, chama-se acretismo, que pode ser leve, moderado ou severo.” Em casos graves, a penetração pode chegar até a bexiga.

A pré-existência de cicatrizes no útero, causadas por cesáreas, curetagens ou abortamento, natural ou provocado, podem predispor a grávida ao acretismo, assim como a ocorrência da chamada placenta prévia, implantação da placenta na parte mais baixa da cavidade uterina.

Boa parte dos casos não apresenta sintomas, mas podem ocorrer sangramentos no terceiro trimestre da gestação. Exames de ultrassonografia e ressonância magnética ajudam a confirmar o diagnóstico. “Algumas gestantes, no entanto, só descobrem o acretismo no momento do parto, quando a placenta leva mais de meia hora para ser expelida ou não sai totalmente. Nesses casos, costuma haver hemorragia e é preciso removê-la manualmente ou cirurgicamente”, afirma a médica.

Quanto mais profundo o acretismo, maiores as chances de o útero ter de ser retirado também. Embora o bebê esteja seguro sempre, dependendo do grau de severidade, pode haver risco de morte para a mãe. Mulheres que já tiveram o problema em gestações anteriores, como Kim, têm 10% de chances de desenvolver novamente o quadro. 

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Atualmente, muitas mulheres têm o direito de escolher a vida que pretendem levar. E, embora isso seja um privilégio, também traz uma certa dose de sofrimento. Porque optar significa deixar de fazer algo. A seguir, você conhece as histórias de três mulheres que decidiram largar uma carreira promissora para tornarem-se mães em tempo integral. Elas contam o quanto a escolha impactou sua vida e a de seus filhos.   “Eu já tinha todos os requisitos necessários para receber uma promoção de trabalho. Em pouco tempo, me tornaria enfermeira especialista em enfermagem obstétrica, um cargo importante e também com mais retorno financeiro. Meus dois primeiros filhos já estavam na escola desde bem pequenos e meu marido era quem ficava com eles durante meus plantões que, nos últimos anos, eram todos no período noturno. Meus filhos sempre entenderam bem o meu trabalho, mas a rotina me causou desgaste físico e mental. O estresse apareceu e também o aumento da pressão, a taquicardia e a ansiedade. Foi quando tomei a decisão mais difícil da minha vida: sair do emprego. A transição não foi fácil. Eu me cobrava demais por parar de trabalhar fora e ficar só em casa. O dinheiro também diminuiu, mas eu ganhei mais tempo com a família e comecei a pensar que talvez fosse o momento de ter o terceiro filho. Para minha alegria, no mês seguinte, eu engravidei. E foi diferente das outras gestações, porque eu consegui curtir cada fase. Hoje, consigo viver momentos de plena dedicação e harmonia com minha família. Mas penso que a minha segunda decisão difícil será deixar isso tudo e voltar a trabalhar, no futuro. Porque eu quero, em algum momento, voltar ao mercado de trabalho.” Michelle Batista de Mello Sabino, 33 anos. Na foto, com o marido Rafael e os filhos Pedro Henrique (esquerda) e Enzo (direita).    “Eu estava muito próxima de uma promoção de cargo no banco onde trabalhava, como analista de projetos, quando engravidei. Meu cargo era sênior e o próximo passo seria me tornar gerente de projetos. E foi então que eu engravidei, tirei a licença de seis meses e juntei com mais dois meses de férias. Foram oito meses com a minha filha, que me fizeram repensar os meus planos. Sempre achei que teria filhos, colocaria na escola e voltaria empolgada para o trabalho. Mas, quando comecei a conviver com o bebê, percebi que a cada dia havia uma novidade. E eu não queria perder nada.  Quando ela virou de bruços, aos quatro meses, ela fez isso na minha frente. Eu também vi minha filha engatinhar pela primeira vez. Imagina se eu tivesse perdido? Eu pude acompanhar todo o processo de tentativa de fala dela, até que vieram as primeiras palavras. Hoje, temos uma rotina juntas. A minha vida social está prejudicada, é verdade, porque eu fico em casa enquanto a maior parte dos meus amigos está trabalhando. Eu sinto falta de conversar, de colocar um salto para trabalhar e conduzir uma reunião sobre estratégias de negócios. Por isso mesmo, penso em voltar a trabalhar, mas só quando ela for para escola, aos três anos. Mas talvez eu mude de carreira e até invista em uma faculdade de pedagogia. São algumas ideias que eu tenho para tentar conciliar a minha vida profissional com o crescimento dela, que eu quero continuar acompanhando de perto.” Cássia Barreto de Souza, 34 anos, e a filha Melissa.    “Trabalho desde os 14 anos e nunca imaginei que poderia me tornar uma dona de casa. Eu sou formada em Administração de Empresas e, por quatro anos, fui coordenadora administrativa em uma rede de assistente médica. Gostava do meu emprego e da minha rotina mas, quando minha filha nasceu, percebi que não seria bom para ela ficar o dia todo na escolinha. Só que, na época, eu não podia parar de trabalhar, porque precisava do dinheiro. Até que, ao crescer um pouco mais, ela começou a reclamar da rotina que eu impunha para ela: sair 6h40 da manhã de casa e retornar às 18h. Ela chegava dormindo e, quando acordava, comia algo e já dormia novamente. No dia seguinte, a rotina recomeçava. Ela passou a dizer coisas como: ‘Que dia que a gente pode ficar em casa?’, ‘Já vou para escola de novo?’ e ‘Tá todo mundo de férias, menos eu’. Comecei a conversar com meu marido e amadurecer a ideia de trabalhar em casa e ver minha filha terminar de crescer. Então, quando ela tinha quatro anos, eu pedi demissão. Comecei a fazer lancheiras saudáveis para vender e o sucesso foi tanto que eu tive de recusar trabalho, para não sair do plano inicial, que era ter mais tempo para mim e para a minha família. Depois de um ano, eu parei de fazer lanches escolares para me dedicar a encomendas avulsas. Hoje, faço congelados e também participo de eventos. Nesses dois anos e meio ao meu lado, minha filha mudou o comportamento dela para melhor e parou de ter gripes e crises alérgicas.” Mara Lage Duarte, 31 anos, e a filha Giovana.   

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