Infância

Câncer de filho de Michael Bublé é raro e acomete mais meninos

Reprodução/Facebook
Bublé e a mulher com os filhos, Noah (à esquerda), e Elías Imagem: Reprodução/Facebook

Do UOL

22/11/2016 17h45

No dia 4 de novembro, o cantor canadense Michael Bublé postou um comunicado aos fãs, no Facebook, para contar sobre o diagnóstico de câncer do filho Noah, de três anos. Para a revista argentina “Gente”, Daniela Lopilato, irmã de Luisana Lopilato, mulher do artista, disse que se trata de um câncer no fígado, doença bastante rara, segundo os médicos entrevistados pelo UOL.

O nome do tumor é hepatoblastoma e, de acordo com o Inca (Instituto Nacional de Câncer), acomete crianças de até três anos, predominantemente as do sexo masculino. “Prematuridade e peso muito baixo ao nascer são dois fatores associados a esse tipo de câncer”, declara o oncologista Neviçolino Pereira de Carvalho Filho, do Departamento de Oncologia Pediátrica do A.C.Camargo Cancer Center.

Esse tipo de câncer é associado a algumas patologias, como a síndrome de Wiedman-Beckwith. “São crianças que, assim que nascem, demonstram algumas alterações, como uma língua grande ou uma parte do corpo maior do que a outra”, diz o oncologista.

Quando está apenas no fígado, a chance de cura é alta. “O procedimento é ressecar a parte do fígado atingida e fazer quimioterapia. “O tratamento combinado dura de seis meses a um ano, em média”, afirma o médico Uenis Tannuri, chefe da cirurgia pediátrica do Instituto da Criança, do Hospital das Clínicas da USP (Universidade de São Paulo).

Para alguns pacientes, o transplante do órgão pode ser necessário. O procedimento é indicado apenas quando o tumor é grande demais ou está em uma posição que compromete o funcionamento da estrutura. “Nesse caso, é feito com doador vivo, que pode ser o pai ou a mãe”, diz Carvalho Filho.

Peculiaridades do câncer infantil

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Michael Bublé e seu filho, Noah Imagem: Reprodução/Facebook

A principal diferença entre o câncer em criança e adolescente e a forma da doença em adultos é a velocidade de proliferação das células anormais. Nos dois primeiros grupos, a multiplicação é muito mais rápida.

“No adulto, um tumor demora um ano para crescer um centímetro. No caso de crianças, em um mês, há mudança de tamanho”, fala a pediatra Silvia Regina Brandalise, presidente do Centro Infantil Boldrini, hospital especializado em câncer pediátrico, de Campinas (SP).

Por isso, o câncer infantil é considerado agressivo. Dados do Inca apontam que o mal representa a primeira causa de morte --7% do total-- por doença entre crianças e adolescentes, de um a 19 anos. Estima-se que ocorrerão cerca de 12.600 casos em 2016 e que o número se repetirá em 2017.

A doença também tem alta taxa de cura. O instituto aponta que em torno de 70% dos pacientes podem ser curados, se diagnosticados precocemente e tratados em centros especializados.

“Apesar de espalhar rápido, é um câncer mais sensível à quimioterapia, dá melhores resultados em crianças do que em adultos”, diz Silvia.

As causas do câncer infantil ainda não estão claras para a medicina. De acordo com a pediatra, somente 2% a 3% dos cânceres em crianças têm natureza genética.

“Hoje, as teorias convergem para alguns fatores de risco, como a idade dos pais na gestação –quanto mais velhos, maiores as chances--, infecções durante a gravidez, uso de drogas e hormônios na gestação e exposição ao benzeno [substância com a qual o ser humano entra em contato principalmente pelo ar] e derivados”, afirma a pediatra.

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