Gestação

Grávida ronca mesmo, mas truques simples ajudam a contornar o problema

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O ronco pode ser um sinal de que o corpo da gestante está inchado demais Imagem: Getty Images

Beatriz Vichessi

Colaboração para o UOL

23/11/2016 07h15

A partir do segundo trimestre de gestação, não é raro algumas mulheres serem surpreendidas com a seguinte reclamação dos familiares: “Você está roncando”. Outras chegam a acordar com o próprio ronco. Roncar é um fenômeno que na gravidez --na maioria dos casos-- não é preocupante.

O aumento do hormônio progesterona --próprio da fase-- faz com que o corpo feminino retenha mais líquido e inche, por consequência. Esse inchaço pode atingir as vias aéreas, dificultando a passagem de ar, o que provoca o ronco. Como algumas gestantes incham menos do que outras, nem todas roncam. 

Por conta do inchaço, é possível que a mulher também passe a sofrer com sintomas de rinite e sinusite. A boa notícia é que esses dois problemas, tal como o ronco, desaparecem durante a quarentena, pois o corpo começa a voltar ao normal depois do nascimento da criança.

Para acabar com o ronco (ou diminuí-lo), os médicos recomendam não dormir de barriga para cima --nessa posição, a captação do ar é mais difícil. O indicado é deitar de lado. Também vale usar almofadas específicas para quem ronca ou deitar sobre dois travesseiros, desde que não seja desconfortável.

Mudar hábitos alimentares para combater o inchaço corporal excessivo pode ajudar a contornar o problema. Tomar bastante água e ter uma dieta rica em proteínas dificultam a retenção de líquidos. Porém, é imprescindível orientação e supervisão médica: o excesso de proteína pode sobrecarregar os rins.

E, para combater os sintomas de rinite ou sinusite, vale criar o hábito de lavar as narinas com soro fisiológico, com frequência.

Ronco com paradas de respiração não é normal

Embora roncar tenda a não causar prejuízos nem para a mãe nem para o bebê, é importante que o obstetra seja informado durante as consultas de pré-natal. O ronco pode ser um sinal de que o corpo da gestante está inchado demais, o que merece atenção. O inchaço pode estar relacionado ao aumento da pressão arterial.

O ganho de peso descontrolado durante a gestação e o sedentarismo podem acentuar o ronco e provocar problemas para mãe e filho. Por isso, manter o peso sob controle e praticar exercícios leves, como a caminhada, podem ser úteis para evitar o ronco ou contorná-lo.

Roncar também merece atenção quando o fenômeno estiver associado a sintomas da síndrome da apneia obstrutiva do sono (distúrbio potencialmente grave do sono, em que a respiração é repetidamente interrompida e retomada). Isso porque a apneia provoca o aumento da pressão arterial. A síndrome atinge 30% da população total, de acordo com o Instituto do Sono ligado à Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

Caso a mulher passe a acordar de manhã muito cansada e familiares revelem que a respiração dela é bloqueada enquanto dorme, é importante consultar o obstetra e um otorrinolaringologista. Os médicos irão avaliar a necessidade de a grávida fazer uma polissonografia, exame que detecta o número de vezes em que ocorreu apneia e o nível de oxigenação durante o sono.

O tratamento da síndrome inclui, geralmente, mudanças no estilo de vida, como emagrecer, e o uso de um dispositivo para auxiliar na respiração durante a noite, como uma máquina de pressão positiva contínua nas vias aéreas, chamada CPAP.

Medicamentos vasoconstritores --normalmente usados por pessoas que roncam porque ajudam a respirar com mais facilidade-- são altamente desaconselhados durante a gestação e em hipótese alguma devem ser usados por conta própria, pois podem provocar alterações de pressão e dependência.

Consultoria:  Walter Guinger, obstetra e coordenador médico da Maternidade Municipal de Arujá (SP), gerida pelo Cejam (Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim); Luiz Fernando Leite, obstetra do Hospital e Maternidade Santa Joana, e Carlisa Augustoni, otorrinolaringologista do Hospital e Maternidade São Luiz Anália Franco, ambos em São Paulo.

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