Infância

Ao usar tampão como Titi, Bruno Gagliasso mostra solidariedade e empatia

Reprodução/Instagram
"Hoje ela preferiu o azul, e eu, o rosa", escreveu Bruno Gagliasso em seu Instagram Imagem: Reprodução/Instagram

Melissa Diniz

Do UOL

24/11/2016 07h05

Uma foto postada por Bruno Gagliasso em seu Instagram chamou atenção do público. O ator decidiu usar um tampão no olho em solidariedade à filha, Titi, 3 anos, que passa por tratamento oftalmológico. "Hoje ela preferiu o azul, e eu, o rosa", escreveu o artista na rede social, usando a hashtag “um por todos e todos por um”. Até o momento, a postagem teve 313 mil curtidas e mais de 7.500 comentários.

Para especialistas ouvidos pelo UOL, a atitude de Gagliasso demonstra empatia e solidariedade e pode ter um efeito positivo sobre a saúde da filha.

“O apoio dos familiares e amigos de uma criança ou adolescente que esteja passando por qualquer tratamento médico é fundamental. A solidariedade tem um impacto positivo nas condições psicológicas, na autoestima e na adesão ao tratamento, muitas vezes doloroso e demorado”, afirma a médica Adriana Loureiro, membro do Departamento de Pediatria do Desenvolvimento e Comportamento da SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria).

Não é a primeira vez que a foto de um pai “copiando” um problema de saúde do filho viraliza na internet. O americano Josh Marshall ficou famoso após fazer uma tatuagem na cabeça reproduzindo a cicatriz do filho, Gabriel, que passou por uma cirurgia para retirar um tumor no cérebro. Também são comuns casos de pessoas que raspam a cabeça para se parecerem com filhos que lutam contra o câncer.

Tudo bem ser diferente

Reprodução/Facebook
Josh Marshall e seu filho, Gabriel, que teve um tumor no cérebro Imagem: Reprodução/Facebook

Para a psicoterapeuta infantil Paloma Vilhena, esse tipo de iniciativa tem o objetivo de mostrar que tudo bem ser ou estar diferente. “Atitudes empáticas e afetivas são sempre saudáveis para as crianças, pois internações e doenças na infância são situações muito difíceis", explica. Por isso, tudo que possa torná-las mais leves ajuda a criança a aderir ao tratamento e a dar um novo significado para uma experiência dolorosa. 

Na opinião da psicóloga Cynthia Wood, pai e mãe sabem como é difícil ver o filho sofrer e costumam dizer que prefeririam que a dor fosse neles e não na criança. “Muitas vezes, a demonstração de afeto alivia um pouco o sofrimento do filho.”

Segundo Gabriela Malzyner, psicanalista pelo Instituto Sedes Sapientiae em São Paulo, solidariedade dos pais não é um impeditivo para que o filho aprenda a lidar com suas questões. “É apenas uma forma de ser empático. Ele terá de enfrentar as dores da vida de qualquer forma, esse parece ser apenas um jeito de suavizar o sofrimento.”

Gabriela diz, entretanto, que é sempre importante explicar para a criança o que está acontecendo com ela. “O recurso lúdico ajuda a compreender com mais leveza a própria situação. Por isso, é importante brincar de faz de conta, ler livros que retratem eventos semelhantes e desenhar.” Paloma Vilhena acrescenta que não dar nenhuma informação ou orientação, deixa a criança à mercê dos próprios pensamentos e sentimentos, que podem ser equivocados. 

Em casos de tratamentos de saúde invasivos e dolorosos, é indicado buscar ajuda psicológica para que a criança consiga passar pela dificuldade sem traumas, diz Cynthia.

Antes de postar a foto do filho que passa por tratamento médico em uma rede social, é preciso refletir. “Tudo o que é postado na internet ganha uma proporção incalculável. O impacto pode ser positivo, mas também negativo, pois não se pode agradar a todos”, afirma Paloma.

A psicoterapeuta recomenda que os pais questionem se estão tomando essa atitude para ajudar, de fato, o filho ou para causar uma boa imagem. “Conhecendo a personalidade da criança, pergunte-se se ela vai se sentir exposta, constrangida ou acolhida.”

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