Bebês

Pais festejam 1 ano de bebê em festival de rock no deserto da Califórnia

Arquivo pessoal
Fabio e Juliana levaram a filha, Martina, de um ano, ao festival Desert Trip, nos Estados Unidos Imagem: Arquivo pessoal

Beatriz Vichessi

Colaboração para o UOL

29/11/2016 07h05

Fabio Nunes Luiz, 36, diz saber que é inevitável que, daqui a alguns anos, as festas de aniversário da filha, Martina, de um ano, sejam dominadas por personagens como os da animação "Frozen", da Disney. Por esse e outros motivos, conversou com a mulher, Juliana, para comemorar o primeiro ano da criança no Desert Trip, festival de rock no deserto que aconteceu em Indio, Califórnia, nos Estados Unidos, no início de outubro.

A seguir, ele conta o desafio de convencer a mulher e como a família se organizou para curtir os três dias de shows.

“Quando fiquei sabendo do Desert Trip, fiquei louco. Iam rolar os shows mais incríveis da vida, e o evento seria no mesmo mês do aniversário da Martina. Ir com ela ao festival deixaria uma marca na vida da gente. Tentei unir o útil ao agradável. Já que era para gastar dinheiro, em vez de ser com festa, que fosse com o evento. Fiz algumas contas por alto, e o valor de uma festa em bufê para cem pessoas era próximo ao que teria de investir em passagens, hospedagem e ingressos. 

Arquivo pessoal
Pai e filha durante show noturno Imagem: Arquivo pessoal

O passo seguinte foi falar com a minha mulher. Ela não aceitou a ideia logo de cara, só depois de umas dez vezes que toquei no assunto. Assim que ela falou: ‘Ah, pode ser’, corri para comprar os ingressos. Acho que, no fundo, ela ficou com vontade de ir desde o início, mas o lado racional dela falava mais alto. Minha sogra achou uma loucura no começo e ficou chateada por não fazermos uma festa de aniversário para a neta nos moldes tradicionais.   

Acredito que o fato de a Martina ser uma criança tranquila e que chora pouco contribuiu para eu ter tido a ideia e a Juliana aceitar.     

Arquvio pessoal
Com o protetor de ouvidos para dormir Imagem: Arquvio pessoal

Foram três dias de shows com Rolling Stones, Bob Dylan, Paul McCartney, Neil Young, Roger Waters e The Who. As apresentações começavam no cair da noite e terminavam por volta das 23 horas. Tenho certeza de que, quando crescer, Martina vai me agradecer por comemorar o primeiro aniversário dela com shows de rock.

Alugamos uma casa próxima, em Palm Springs, e passávamos o dia descansando. Cheguei a pensar em alugar um trailer, mas desisti. Acho que Juliana ia pedir o divórcio nesse caso.

Antes de viajarmos, compramos roupas no estilo Woodstock para Martina, e minha mulher descobriu um protetor de ouvido que não deixa passar ruído nenhum. Assim, Martina poderia dormir em paz durante os shows. Foi uma ótima aquisição. Ela adormecia e então colocávamos o fone. Durante os shows que ficou acordada, nossa filha ficava observando o entorno, sentada no chão ou no nosso colo.

Em algumas apresentações, eu ia com ela até o meio do público dançar, mas, em geral, ficávamos mais afastados da multidão, sentados na grama, curtindo a música, tal como outras pessoas, inclusive famílias com crianças. Eu não era o único pai louco por lá. Tinha gente com crianças de  cinco meses. A música alta não a incomodava, mas é evidente que não ficávamos ao lado das caixas de som.

Arquivo pessoal
Sentada no gramado, ela observa tudo Imagem: Arquivo pessoal

A tenda de atendimento médico do Desert Trip ficava liberada para quem quisesse trocar as fraldas das crianças, mas, na maioria das vezes, fazíamos isso antes de sair de casa, por volta das 17 horas, e na volta dos shows. Juliana amamentava normalmente durante as apresentações sempre que Martina pedia, onde quer que estivéssemos. Em uma mochila, levávamos biscoitos, frutas, trocas de roupa e brinquedinhos para distraí-la. 

Logo que chegamos para o festival, ela teve febre e tivemos de levá-la ao hospital. O médico receitou até antibiótico. Por causa disso, não vimos todo o show do Bob Dylan, que foi o primeiro. Chegamos no finalzinho. Fora isso, foi tudo perfeito. 

Arquivo pessoal
Os chapéus personalizados que a família usou levavam o nome da atração principal do dia Imagem: Arquivo pessoal

Comemorar o aniversário dela lá fez sucesso, as pessoas ficavam admiradas. Fiz chapeuzinhos de aniversário personalizados para cada show. Assim que a apresentação começava, colocava em mim, nela e na Juliana. E distribuía outros para quem estava por perto. No último dia do festival, levei todos os 60 chapéus que tinha feito, coloquei-os no chão, em círculo, e Martina ficou no centro, para fazer fotos. Quem passava por nós não acreditava em tamanha produção.”

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