Gravidez e filhos

1155 crianças se perderam nas praias de SP e RJ verão passado: o que fazer?

Getty Images
Número de crianças que se perdem na praia é muito grande Imagem: Getty Images

Do UOL

20/01/2017 04h03

Com os dias quentes de verão e as crianças em férias, cresce o movimento nas praias do litoral. E, em meio à multidão, as chances de as crianças se perderem de seus familiares são grandes. Só no verão passado (2015-2016), os Grupamentos Especiais de Praia da Guarda Municipal do Rio de Janeiro registraram 482 casos de crianças perdidas. No litoral de São Paulo, foram 673 crianças no total, de acordo com dados do GBMar (Grupamento de Bombeiros Marítimo) do Estado.

Para evitar tornar-se estatística, as medidas são simples: manter as crianças sob supervisão constante e não se afastar mais do que um braço de distância delas quando estiverem no mar. A falta de atenção é justamente a razão pela qual os pais perdem, com frequência, os filhos, segundo o capitão da Polícia Militar Ricardo Antoniazzi Pelliccioni, chefe da Seção de Operações do GBMar de São Paulo. Olhá-los à distância nunca é suficientemente seguro.

Idealizador do projeto Anjos do Bem, que auxilia pais de crianças perdidas na praia a reencontrá-las, Rui Silva viveu momentos de angústia e desespero no Carnaval de 2002. De passagem pelo Guarujá, litoral sul de São Paulo, ele se perdeu do filho – na época com dois anos – por 15 minutos, na praia da Enseada.

Quatro anos após o susto, com a ajuda de amigos, familiares e voluntários, Silva decidiu montar um ponto de encontro na praia com um bandeirão de sete metros de altura, para auxiliar as crianças perdidas a se localizarem e a buscarem ajuda. No espaço, os voluntários distribuem pulseiras de identificação para os pequenos e dão orientações aos banhistas sobre os perigos da praia.

Prepare as crianças para imprevistos

Eleger um ponto de encontro fixo, como o bandeirão do Anjos do Bem, ou um prédio, restaurante, quiosque e acidente geográfico – ilha, rocha ou outro local que se destaque na paisagem – pode ajudar caso ocorra um desencontro.

Jorge Guedes, comandante do 1º Grupamento Especial de Praia da Guarda Municipal do Rio de Janeiro, também orienta os pais a ensinarem os números de telefone e endereço às crianças: vale criar uma musiquinha com essas informações e cantar sempre que estiverem juntos, até elas decorarem. “Meus filhos, já adolescentes, lembram até hoje a música com o nosso antigo endereço e telefone. Funciona mesmo”, garante Silva.

Se forem muito pequenas, é fundamental que usem uma pulseira de identificação com o nome do responsável e telefone para contato. Segundo Pelliccioni, o Corpo de Bombeiros disponibiliza o item de segurança por meio de seus guarda-vidas, distribuídos pelas praias.

É imprescindível ensinar os filhos a procurarem a ajuda de um policial ou guarda-vidas e a não falarem com estranhos enquanto tentam reencontrar a família. “Deixe bem claro que, em hipótese alguma, elas podem deixar a praia sem o papai ou a mamãe. Diga a elas que, mesmo que demorarem, vocês aparecerão e, então, poderão ir juntos para casa”, diz Silva.

Não perca tempo, peça ajuda

Se houver mais de um adulto na praia, ao perceber o sumiço da criança, a recomendação é que tomem rumos diferentes. Um deve procurar nas imediações, enquanto o outro relata o desaparecimento a um guarda-vidas, agente público ou membro de algum serviço de localização de crianças. Caso o responsável esteja sozinho, não convém buscar por conta própria, tem que pedir ajuda.

“Como comunicamos o desaparecimento à patrulha, pode acontecer de a criança já ter sido localizada por algum agente ao longo da praia e estar esperando o contato do responsável”, diz Jorge Guedes.

No caso dos Anjos do Bem, após transmitidas as informações, os voluntários começam a bater palmas e cantam “criança perdida”. O objetivo é propagar a informação rapidamente e facilitar o contato com os responsáveis pelo menor. Desde que iniciou suas atividades, há dez anos, a organização já reencontrou 1265 crianças.

Ao reencontrar a criança

Procure controlar as emoções e não demonstre desespero, pois ela provavelmente estará assustada e amedrontada. “Dê apenas um abraço e evite chorar, se possível. Também não é a hora de iniciar uma briga ou discussão”, diz Marcelo Quirino, psicólogo pela UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). Mais tarde, em casa, oriente seu filho sobre como agir em espaços públicos para evitar que a situação se repita.

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