Pós-parto

"Fui infeliz a maior parte do ano", diz atriz sobre depressão pós-parto

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Chrissy Teigen, que assumiu ter sofrido de depressão pós-parto Imagem: Reprodução/Instagram

Do UOL

07/03/2017 12h12

“Tinha tudo para ser feliz, mas fui infeliz a maior parte do ano”, disse a atriz e modelo Chrissy Teigen, mulher de John Legend, sobre ter enfrentado depressão pós-parto para a edição americana da revista “Glamour”. Chrissy teve a primeira filha, Luna, em abril de 2016.

A atriz, que diz ser um livro aberto, dando sua opinião sobre tudo nas redes sociais, ainda não tinha falado sobre o enfrentamento da doença, que, segundo dados dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, afeta uma a cada nove mulheres.

Chrissy é uma mulher de sucesso. Atualmente integra o elenco da série de TV “Lip Sync Battle”, indicada ao prêmio Emmy, é autora de um livro de receitas que figura entre os mais vendidos da lista do jornal “New York Times” e está prestes a lançar uma linha de roupas com a marca Revolve. Junte-se a isso um relacionamento de mais de anos com o cantor e compositor Legend.

“Para muitos de vocês, eu pareço a pessoa mais feliz do mundo”, disse Chrissy, antes de revelar seu drama.

Segundo a atriz, todo mundo à sua volta sabia que ela estava sofrendo do mal, menos ela, para quem a ficha só caiu em dezembro. “Como podia me sentir assim se tudo estava tão maravilhoso?”, escreveu.

Para a “Glamour”, Chrissy contou que sua gravidez foi maravilhosa. No parto, ela teve a companhia do marido, da mãe e da irmã. Ela descreveu o momento como exaustivo, mas feliz.

Reprodução/Instagram
Chrissy Teigen e John Legend com a filha deles, Luna Imagem: Reprodução/Instagram
Ao sair da maternidade, ela atribuiu o sentimento de insatisfação que sentia ao fato de não ter ido direto para a própria casa. Como o imóvel estava em reforma, a família foi inicialmente para um hotel e, na sequência, para uma casa alugada. “Pensava que talvez me sentisse melhor quando estivesse em casa”, escreveu ela em seu texto para a “Glamour”.

Quando Luna tinha quatro meses, Chrissy voltou a gravar a série e conta no depoimento que “não poderia ter um lugar melhor para trabalhar”, já que todos no set faziam o possível para acolher a ela e à filha, que a acompanhava eventualmente nas gravações. “Eles montaram um berçário para ela no meu camarim. Espalharam fotos dela, de Jonh, da minha família no espaço. Quando minha filha estava, tentavam fazer menos barulho, diminuíam o ar condicionado. Mas mesmo assim era doloroso sair da cama todos os dias.”

A despeito de todo o cuidado, ela contou que irrompia em lágrimas por causa das menores coisas. “Não conseguia entender por que estava tão infeliz.”

Quando não estava no estúdio gravando, ela não saía de casa. Passava o dia vestida com roupas confortáveis, muitas vezes sem energia até para trocar o sofá da sala pela cama. “Havia muito choro espontâneo.”

“A menos que eu tivesse de trabalhar, John sabia que não havia chance de eu sair com ele, ir a uma loja, ir a qualquer lugar. Eu não tinha energia.”

No depoimento, Chrissy falou que sentia dor nas costas, nos pulsos e náusea o tempo todo. Foi a vários médicos e se perguntava se estava inventando tudo aquilo. Se a dor era real.
Foi só em dezembro, em uma consulta com o médico que a acompanha, a qual foi com o marido, que finalmente veio o diagnóstico de depressão pós-parto e ansiedade.

“Lembro-me de estar tão exausta, mas feliz por saber que finalmente poderia melhorar. John teve o mesmo sentimento. Comecei a tomar um antidepressivo, o que ajudou. E a compartilhar a notícia com amigos e familiares. Senti que todos mereciam uma explicação.” Além da medicação, ela deve começar a fazer terapia. "Que muito provavelmente eu já precisava antes de Luna nascer.”

Na “Glamour”, Chrissy escreveu que nunca havia ouvido alguém admitir sofrer de depressão pós-parto e que associava a doença a Susan Smith (uma mulher presa por matar os dois filhos). “Também pensava que nunca poderia acontecer comigo, porque tenho uma vida incrível.”

A decisão de escrever sobre o assunto aconteceu para mostrar que a depressão pode acontecer com qualquer um. “Não quero que ninguém se sinta envergonhada ou sozinha. Também não quero fingir que sei tudo sobre depressão pós-parto, porque ela pode se manifestar de diferentes formas para cada um. Mas uma coisa eu sei: falar abertamente sobre isso ajuda.”

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Saúde do homem também pode complicar gestações; veja entrevista

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 10% das mulheres grávidas e 13% das que acabaram de dar à luz sofrem algum tipo de distúrbio mental. Em países em desenvolvimento o índice sobe para 20%. A depressão seria o comportamento mais comum entre esses distúrbios e requer, na maioria das vezes, interferência psiquiátrica. Ela se difere de baby blues ou tristeza materna, que é uma situação considerada normal e temporária, e atinge cerca de 80% das mulheres. Depressão pós-parto e perda gestacional foi o tema da transmissão ao vivo da "TV Folha" nesta quarta-feira (27), com as participações da obstetra e ginecologista do Hospital das Clinicas de São Paulo Albertina Duarte e da especialista em cuidados com bebês e crianças Mariana Alves. A mediação é da blogueira Camila Appel, do "Morte Sem Tabu". Há alguns fatores de risco para se considerar, como passar por quebras de expectativas (ter imaginado o parto perfeito ou não sentir amor imediato pelo bebê), já ter tido depressões prévias e perdas gestacionais. O momento é de extremo cansaço para mãe, que pode sofrer de transtornos de humor normais em até um mês após o parto. Se o quadro se agrava depois do período, é recomendada a busca por ajuda médica. A perda gestacional impacta cerca de 10% das mulheres e é sentida como um luto profundo, por mulheres e homens. Entre as causas, Albertina destaca a má-formação do feto, infecções, falta de vitamina (D especialmente) e stress. Ressalta também que a perda pode acontecer devido a infecções presentes no esperma e por isso ser algo não apenas relacionado à saúde da mãe. Mariana fala em um aumento tanto de casos de depressão pós-parto quanto de perdas gestacionais. Albertina e Mariana concordam que sintomas da sociedade contemporânea estariam associadas a essa realidade, como o stress e a má alimentação.

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