Infância

Sheila é massacrada por vestir filha de Marilyn; há razão para escândalo?

Reprodução/Instagram/sheilamello
Brenda, filha de Sheila Mello e Fernando Sherer, fantasiada de Marilyn Monroe para sua festa Imagem: Reprodução/Instagram/sheilamello

Adriana Nogueira

Do UOL

27/03/2017 14h51

Sheila Mello escolheu a atriz Marilyn Monroe como tema do aniversário de quatro anos da filha, Brenda, e colheu uma chuva de críticas de seus seguidores nas redes sociais. “A Marilyn é um símbolo sexual no olhar do adulto, não no da criança”, afirma a neuropsicóloga Deborah Moss, mestre em psicologia do desenvolvimento infantil pela USP (Universidade de São Paulo).

Segundo Deborah, para Brenda, muito provavelmente, Marilyn não passa de uma mulher bonita famosa que foi apresentada a ela pela mãe.

Para a psicóloga Thaís Quaranta, conselheira da Sociedade Brasileira de Neuropsicologia Jovem, seria um problema se a menina tivesse escolhido um personagem e mãe negado para impor a própria vontade.

“É certo que alguns pais projetam nos filhos os próprios desejos, mas, se a menina não tinha pedido nenhum tema e aceitou a proposta da mãe, não há problema algum.”
Deborah Moss fala que vai chegar um momento em que Brenda vai colocar as suas vontades e aí é saudável que a mãe as respeite, na medida em que for possível.

Ambas as especialistas também não veem problema algum no fato de Brenda ter se maquiado nem arrumado o cabelo. Para elas, desde que seja um acontecimento pontual, em função de uma ocasião especial, não há repercussão negativa no desenvolvimento da criança.

“Arrumar-se para uma festa é uma coisa. Seria incentivar uma vaidade exagerada se a menina fizesse as unhas todas as semanas ou a mãe permitisse que ela fizesse progressiva no cabelo”, fala Thaís.

Como qualquer coisa na vida, a vaidade só será um problema se em excesso. “Mesmo o esporte, que traz tantos benefícios para a saúde, pode ser prejudicial se em excesso”, afirma Deborah.

De acordo com a mestre em desenvolvimento infantil, como acontece com frequência nas redes sociais, a escolha da família foi tirada do contexto.

“A festa é muito mais do que o tema. Tem toda a preparação, o proporcionar à criança estar com amigos, de permitir que ela que ela brinque. O que parece pelas fotos é que os pais estavam empenhados em fazê-la se sentir especial. A menina apareceu sorridente nas imagens. Mais do que a roupa tem o valor do afeto envolvido”, afirma Thaís Quaranta.

Para a neuropsicóloga, a questão central está no movimento da sociedade que se acha apta a julgar o que vê pela frente. “Se os pais fazem é porque fizeram, se não fazem, é porque não fizeram. Esse julgamento e preconceito são os verdadeiros problemas.”

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