Bebês

Bebê que nasceu com 615 g recebe alta; "Achei que nunca veria minha filha"

Arquivo Pessoal
Alice Araújo recebeu alta e saiu do hospital com os pais Imagem: Arquivo Pessoal

Thamires Andrade

Do UOL

28/03/2017 16h25

Alice Araújo nasceu no dia 18 de outubro com apenas 615 gramas. Prematura, a bebê ficou cinco meses internada na Santa Casa de Mogi das Cruzes e só recebeu alta na última segunda-feira (27), pesando 2.810 quilos. Para a mãe Silvandra Araújo, 39, a saída da filha do hospital “foi uma vitória”. "Só tenho a agradecer a Deus e a toda equipe do hospital que nos tratou muito bem. Não posso reclamar de nada, pois todos que passaram por nossas vidas foram muito especiais", afirma.

Silvandra teve pressão alta durante toda gestação e precisou fazer uma cesárea de emergência para salvar Alice. “Ela nasceu bem pequena, mas eu nem consegui vê-la, já correram com ela para UTI, pois falaram que seu coração estava quase parando. Fiquei muito preocupada. Achei que nunca mais ia ver minha filha”, conta.

No dia seguinte, a mãe foi visitar Alice, que estava em uma incubadora na UTI Neonatal. "Ela era muito pequena. Mal cabia na palma da mão. Nem acreditei que aquela era minha filha. Como estava na incubadora, não consegui pegá-la no colo”, conta.

A primeira vez que a filha foi para o colo da mãe foi no Natal. “Ela ainda era tão pequena que mal dava para pegar, mas a sensação de segurá-la foi uma delícia. Sentia que ela estava em segurança comigo e fiquei mais confiante que ela ia se recuperar. Cada dia que eu a via, ela estava melhor e mais desenvolvida”, acredita.

Durante os cinco meses em que Alice esteve internada, Silvandra precisou “viajar” da cidade de Suzano, onde vive, até o hospital em Mogi das Cruzes, onde a menina nasceu. Ela conseguia fazer as visitas dia sim e dia não.

Silvandra sofria a cada despedida da filha. “Saia do hospital chorando, olhava para trás e ficava triste de ver que minha filha ia ficar ali. Chorava até chegar em casa”, relembra.

A melhor notícia que a mãe podia receber foi a de que a filha sairia do hospital. Ela, então, começou a preparar a bolsa da maternidade. “Foi uma alegria tão grande. Fiquei rindo à toa. Também agradeci a Deus a todo momento de saber que ela ia conseguir voltar para casa”, conta.

A primeira noite de Alice em casa foi tranquila, segundo a mãe. “Quando ela entrou, estranhou um pouquinho e chorou. Também bateu aquela insegurança. ‘Será que estou cuidando dela certo?’ Mas depois coloquei ela para dormir e ficou tudo bem”, conta. Agora, Silvandra quer aproveitar ao máximo o tempo com a filha e cuidar muito dela.

“Bebê fantástica”

Para a médica Maria do Carmo Leitão, diretora clínica da Santa Casa e plantonista da UTI Neonatal, Alice é uma bebê fantástica por conta de sua rápida recuperação. “Ela nasceu com baixo peso e prematura. Bebês de baixo peso tem uma chance enorme de morrer na primeira semana de vida, mas Alice é uma guerreira”, fala. 

O grande risco dos bebês prematuros, segundo Maria do Carmo, é a imaturidade pulmonar, que fez com Alice precisasse ficar entubada. Durante o período em que ficou internada, a equipe médica tentou retirar a respiração mecânica de Alice por seis vezes, mas foi só no dia 15 de fevereiro que os pulmões dela conseguiram respirar sem ajuda de aparelhos.

“Ela foi um bebê tranquilo, bem assistido, e que não teve nenhuma intercorrência ou infecção neonatal. Ela passou por situações difíceis, mas saiu de todas. Ficamos muito felizes com relação a isso. É uma sensação de missão cumprida", fala.

Depois de tanto tempo convivendo com os médicos e enfermeiros no hospital, a equipe já sente saudades da menina. “É um sentimento ambíguo, pois cada um de nós se sente um pouco pai e mãe da Alice. É uma felicidade imensa saber que ela foi para casa e está bem, mas é uma saudade que vamos sentir”, conta.

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