Gestação

Mães contam para Eliana as coisas boas que ela viverá ao ser mãe após os 40

Adriana Nogueira

Do UOL

03/04/2017 18h13

Aos 43 anos, Eliana anunciou que está grávida de uma menina. O UOL Estilo aproveitou a notícia para convidar cinco mulheres para contar como vivenciaram a chamada gravidez tardia. A despeito dos riscos listados pela medicina, elas falam sobre o lado transformador --e positvo-- da experiência da maternidade sendo mais madura.

“Sinto-me jovem, linda, imortal”

Arquivo Pessoal
Imagem: Arquivo Pessoal

“Nunca sonhei com a maternidade. Achava que tinha muito a perder, iria comprometer meus planos de viagens e responsabilidades. Aos 40, engravidei. A médica insistiu para que não contasse a ninguém até a 12ª semana, mas, três dias após a descobrir a gestação, fui às pressas para o hospital. Tive um sangramento tão forte que me colocou de cama por mais de 20 dias. A família ficou sabendo assim. Passei uma gravidez complicada. Sei que parte foi por conta da idade. Cada sangramento, indisposição e infinitos enjoos e refluxos me faziam refletir que, se eu fosse mais nova, talvez fosse mais fácil. Quando nossa Olivia nasceu, todo o meu foco, meu amor, meu esforço passaram a ser dela. Entendi que a minha única desvantagem em ser mãe aos 40 é que vou viver menos tempo com ela. Aos 42 (quase 43), sinto-me jovem, linda, imortal. Tenho serenidade e maturidade para entender que nem tudo que se vende nos enxovais de bebe é necessário. A única necessidade daquele ser minúsculo é você. Faz três anos que meu sono não ultrapassa as seis da manhã. E, mesmo assim, sou a pessoa mais feliz do mundo. Confesso que, se soubesse que ser mãe era bom, teria começado antes.” (Lyara Maurutto, 43, arquiteta, mãe da Olívia, de um ano e nove meses)

“Senti que rejuvenesci”

“Com 18 anos, tive minha primeira filha. Ela nasceu de sete meses e depois de nove dias morreu. Com 21, tive o meu segundo. Sofri com alguns problemas de saúde e achei que tinha ficado estéril. Quando estava com 42, comecei a sentir uma queimação na região da bexiga. Meu filho falou que devia ser gravidez e comprou um teste de farmácia para eu fazer. Fiz e deu positivo. Quando fui ao médico, já estava com quase quatro meses. A minha menstruação tinha parado de vir, mas achava que era menopausa. Quando descobri, foi uma felicidade imensa. Queria que fosse uma menina. Naquela época, não tinha essa de ficar fazendo exame de ultrassom. Descobri na hora no parto. Quando ela nasceu, senti que rejuvenesci. Ganhei mais energia.” (Maria Luiza Micossi Machado, 67, agricultura, mãe de Sergio Luiz, 46, e de Elizabeth Lara, 24)

“Com ela tenho a paciência que foge com qualquer outra pessoa”

Arquivo Pessoal
Imagem: Arquivo Pessoal

“A decisão de adiar a maternidade foi superconsciente. Por questões profissionais, acabei adiando um pouquinho. Depois, meu marido e eu descobrimos que seria necessário fazer uma FIV [fertilização in vitro]. Acabou atrasando um pouco mais, mas não me arrependo de nada. Na quarta tentativa, chegou a minha Martina, linda, perfeita, figura. Acorda e dorme sorrindo. Sobre os riscos, fiquei, sim, apreensiva nos dias em que faria os ultrassons morfológicos e respirava aliviada quando os percentuais para eventuais riscos e síndromes caíam drasticamente. Mas o lado bom de ser mãe mais tarde é a maturidade. Tenho paciência. Simples assim. Com ela tenho a paciência que foge rapidinho com qualquer outra pessoa. Outro benefício é saber que preciso me cuidar. Ou seja, ela me melhora no dia a dia. Preciso me cuidar não só por mim, mas por querer estar ao lado dela o máximo de tempo possível, para vê-la se desenvolver, crescer.” (Alessandra Ber, 40, gerente de comunicação corporativa, mãe da Martina, 1 ano)

“Era hipertensa, mas não tive nada na gravidez”

“Tive minha filha com 40 anos. Já era hipertensa, mas, durante a gravidez, não tive nada. Nem enjoo. Na cidade em que eu moro, na época, não tinha como fazer ultrassom, mas o médico também nunca pediu. Falava que estava tudo bem e que não precisava. Eu não sabia dos riscos [de uma gravidez tardia], mas também não ficava pensando nisso. Só imaginava que tudo sairia bem. O nascimento dela foi na hora certa. Fui uma mãe tranquila. Tanto que depois fiquei na vontade de ter um menininho, mas meu marido não quis. Disse que a gente tinha de pensar em como dar estudo para mais um.” (Sonia Marini, 74, professora, mãe de Daiana, 34)

“Com a Larissa, a maternidade foi fluindo”

Arquivo Pessoal
Imagem: Arquivo Pessoal

“A Larissa veio em um momento sereno para mim. No primeiro filho, a gente coloca muitas expectativas e, claro, temos todas as dúvidas do mundo. Até por querer acertar, erramos demais. Queremos fazer tudo tão correto que esquecemos de seguir a intuição e aproveitar o momento. Com a Larissa, a maternidade foi fluindo. Logo no primeiro mês, meus dois primeiros filhos foram dormir no quarto deles. Já a Larissa não, coloquei o berço ao lado da minha cama. De madrugada, se ela queria mamar, dava ali na minha cama mesmo. Relaxei. Apesar de ter três filhos, sentia que era mais leve. Foi a junção da maturidade com o fato de já ter dois filhos. Tinha vontade de aproveitar a maternidade. Com outros dois, foi tudo no atropelo. Não pensei em riscos por estar com 40. Tive uma anemia muito forte, que era o prenúncio de uma doença autoimune que tenho hoje, mas nada a ver com a idade. Hoje, fico pensando lá na frente, se vou ter pique para ser uma avó presente na vida dela. Mas, na gestação dela, não tinha esses questionamentos. Larissa nasceu de parto natural no hospital, mas queria que fosse em casa, como o meu segundo. Por causa da anemia, minha médica não deixou. Tinha escolhido um hospital com sala especial, com banheira e cromoterapia, mas nem deu tempo. Ela nasceu no quarto só com a enfermeira. Minha médica não chegou nem o de plantão da maternidade.” (Andrea Pires, 45, assessora de imprensa, mãe do Matheus, 9, do Vinícius, 8, e a Larissa, 5)

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