Pode isso?

Rafa Brites adora ficar com filho no colo; bebê fica feliz ou dependente?

Reprodução/Instagram
Apresentadora posa com o filho no colo Imagem: Reprodução/Instagram

Vivian Ortiz

Do UOL, em São Paulo

20/04/2017 20h42

Mãe de primeira viagem--Rocco nasceu em fevereiro deste ano--a apresentadora Rafa Brites fez questão de mandar um aviso aos "palpiteiros de plantão" por meio de um post no Instagram, publicado nesta quinta-feira (20).

"Minha cara quando ouço a frase: Assim você vai acostumar ele só no colo… Vou… vou mesmo! #ocoloémeu #ofilhoémeu #alombaréminha #quemnãovaidormirsoueu! Enfie você seu filho chorando no berço. O meu vai ficar aqui afofado!”, escreveu.

A POLÊMICA

Muitas pessoas se dividem no momento de criar uma criança. Alguns acreditam que carregar o bebê por muito tempo o tornaria pouco sociável, além de deixá-lo mal estimulado e dependente, pois o pequeno não aceitaria mais ficar sozinho no próprio berço ou carrinho.

Outras, no entanto, acreditam que é exatamente o contrário: quanto maior a atenção, mais a criança se torna amparada e segura, o que gera um amplo debate.

PODE ISSO?

De acordo com o Dr. Nelson Douglas Ejzenbaum, pediatra e neonatologista membro da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), tudo depende da idade: até os seis meses o bebê tem livre demanda para mamar, e deve ser amamentado quando tiver fome. Assim, pode ficar no colo da mãe o tempo que for necessário, que não é ruim.

Só vemos problema com aquela mulher que não solta a criança, não a deixa ter atividades, brincar, ir para o chão. Enfim, não deixa o filho ser estimulado", explica o médico. "Já a mãe que estimula e ainda por cima é carinhosa não deve ser culpada por isso.

Para Ejzenbaum, olhar uma imagem publicada na internet e já julgar a pessoa é uma atitude errada. "Até porque, neste caso, trata-se de uma criança de dois meses. É claro que ele vai ficar no colo e precisar do carinho e afeto da mãe, que obviamente não está errada em fazer isso", ressalta o especialista. "As crianças precisam ser criadas com afeto e carinho".

Reprodução/Instagram/@andeolifelipe
Pai de Rocco, Felipe Andreoli posa com ele e Rafa Brites Imagem: Reprodução/Instagram/@andeolifelipe

Luciana Rocha, psicóloga perinatal e doula, autora do programa "Tons da Maternidade", concorda e avalia ainda que vivemos em um momento social onde as regras têm ditado as relações interpessoais e, especialmente, a maternidade. "Todo mundo, mesmo aqueles que ainda não passaram pela experiência, sabem como educar ou não um filho", avalia a especialista.

Nesse contexto, segundo Luciana, precisamos lembrar que a teoria e a prática nem sempre caminham juntas. "O bebê humano nasce completamente dependente e precisa de um outro ser, mais desenvolvido, que possa garantir seu desenvolvimento, cuidando de suas necessidades básicas, fisiológicas, emocionais e sociais", ressalta a especialista.

EXISTE BEBÊ INDEPENDENTE?

"Em primeiro lugar, precisamos lembrar que o bebê é um bebê, ou seja, não é um ser com maturidade emocional, física ou social capaz de ser independente", avalia a psicóloga perinatal. Para ela, nossa cultura, momento social e contexto histórico criaram uma necessidade que acabou por "adultizar" as crianças, mesmo as muito novas.

Esquecemos que a criança é um ser ainda em formação, por isso, não entende nossas regras, horários e rotina. Nós as aceitamos desde que se encaixem em nosso modo de funcionar. Esquecemos que precisamos formá-las", diz. Nesse sentido, segundo ela, é muito comum o sofrimento materno ou paterno quando seus bebês acordam muitas vezes ou "trocam o dia pela noite", e por aí vai.

"Precisamos entender que embora seja um indivíduo, o bebê chegou em um mundo que ele não conhece, que tem um movimento, atmosfera, equilíbrio e funcionamento diferente do que estava acostumado. Além dessa adaptação, ele também precisa aprender como se portar emocionalmente nesse novo ambiente", diz.

Ou seja, se um bebê tem suas necessidades supridas, é acolhido e recebe conforto, tende a desenvolver-se com mais segurança, incentivando a autonomia. "Se entendermos as 'manhas e birras' do bebê, podemos oferecer-lhe o que ele precisa, dando-lhe a sensação de saciedade, ao invés do vazio ou abandono", diz.

ID: {{comments.info.id}}
URL: {{comments.info.url}}

Ocorreu um erro ao carregar os comentários.

Por favor, tente novamente mais tarde.

{{comments.total}} Comentário

{{comments.total}} Comentários

Seja o primeiro a comentar

{{subtitle}}

Essa discussão está encerrada

Não é possivel enviar novos comentários.

{{ user.alternativeText }}
Avaliar:
 

* Ao comentar você concorda com os termos de uso. Os comentários não representam a opinião do portal, a responsabilidade é do autor da mensagem. Leia os termos de uso

Escolha do editor

{{ user.alternativeText }}
Escolha do editor

do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
do UOL
Topo