Adolescência

Evite 6 erros comuns na hora do papo sobre pornografia com os filhos

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Dar lição de moral no filho adolescente é um dos erros comuns dos pais Imagem: Getty Images

Gabriela Guimarães e Marina Oliveira

Colaboração para o UOL

07/05/2017 04h00

Não tem muito jeito. Em algum momento, os filhos terão contato com conteúdo de pornografia. Os especialistas alertam que os pais devem se preparar para ter essa conversa com os filhos ainda no início da adolescência.

“Proibir nunca é o caminho, porque essa é uma curiosidade típica da fase. Se os pais vetarem, será apenas mais uma regra a ser burlada pelo filho”, diz a psicóloga Mariana Wahrlich, especializada em Psicopedagogia, de Porto Alegre (RS).

Quando chegar a hora de tratar o assunto, a abordagem fará toda a diferença. Veja, a seguir, o que especialistas recomendam não fazer durante o bate-papo.

Dar lição de moral

O intuito da conversa não é repreender, mas esclarecer possíveis dúvidas e dizer que vídeos pornográficos são feitos para chamar atenção, e nem sempre condizem com a realidade. Por isso mesmo, eles não podem ser encarados como uma referência na hora de transar. “Os jovens devem saber que o desempenho dos atores é uma encenação: as mulheres não chegam ao orgasmo tão fácil e também são poucos os homens com um tamanho tão avantajado de pênis”, explica Lena Vilela, diretora executiva do Instituto Kaplan, entidade cujo foco é a educação sexual para adolescentes.

Tratar meninos diferente das meninas

A forma de falar com os filhos não deveria ser diferente entre os gêneros. A influência da pornografia em cada um pode ser diferente, mas abordagem deve ser a mesma.  “O assunto deve ser abordado de forma natural, até para não estimular o machismo”, diz a psicóloga Priscila Junqueira, especializada em Sexologia pela Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo).

Ficar só nos livros educativos

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Para evitar que os filhos se inspirem em conteúdos pornográficos, que não são recomendados para quem está em fase de formação, os pais podem entregar outros materiais que falem sobre o corpo masculino e feminino e que mostrem como cada um obtém o prazer. O ideal é não ficar preso a materiais de cunho didático, que abordem a sexualidade apenas sob o ponto de vista da saúde, afinal sexo é uma prática prazerosa. Pode ser um livro, mas também um site ou canal do YouTube apropriado para a faixa etária. Assim, a explicação pode ser mais bem aproveitada por eles.

Fugir do tema

O ideal é que a educação sexual do filho seja construída no decorrer do desenvolvimento dele. Assim, pais não precisarão abordar o assunto do nada. “Uma criança de 8 anos já traz questões referentes à sexualidade, seja porque não para de mexer na genitália ou porque quer se mostrar bonita para um coleguinha”, explica a sexóloga Carla Cecarello. Esses são apenas alguns exemplos de ganchos que podem ser usados para entrar no assunto.

Mentir

Segundo as especialistas, os pais devem ser verdadeiros em relação às dúvidas dos filhos, em qualquer fase. O ideal é responder até onde vai a dúvida, aprofundando o tema a medida que a curiosidade deles evolui.

Limitar-se a responder

Falar sobre sexo com o filho pode até reduzir o interesse dele por materiais sexualmente explícitos.  Contudo, uma vez on-line, pode ser que ele esbarre em vídeos e fotos e, a partir daí, faça perguntas. Se isso acontecer, é legal responder apenas ao que ele indagar. E, para ter certeza de que não vai falar além do necessário, sempre pergunte antes de responder: “Mas por que você está com dúvida sobre isso? Onde você viu isso?”. “O referencial sempre será a curiosidade do filho. Ele deve receber respostas para o que perguntar. Ir além é abrir portas para um estímulo precoce; mas não responder é deixá-lo submeter-se a outras fontes, nas redes sociais e na internet”, diz Priscila Junqueira.

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