Gravidez e filhos

"Ele é o anjo da minha vida", diz mãe de bebê com Down estrela de comercial

Raphael Castello/AgNews
Lucca é o novo "bebê Johnson" Imagem: Raphael Castello/AgNews

Vivian Ortiz

Do UOL

12/05/2017 13h40

Closes nos pés gordinhos irresistíveis, nas mãozinhas curiosas e na barriguinha saliente típica dos bebês. Só ao final do comercial, uma imagem fechada no rosto revela que se trata de um menino com Síndrome de Down. A campanha de uma famosa marca de produtos infantis para o Dia das Mães deste ano encantou os espectadores e quebrou paradigmas.

Pela primeira vez, um bebê portador da condição genética foi escolhido para ser o "bebê Johnson" -- expressão que, há décadas, povoa o imaginário do brasileiro como sinônimo de ideal de beleza infantil, uma criança de preferência branca e com olhos azuis. Quando foi ao ar na TV, na noite de terça-feira (9), o comercial teve mais de um milhão de visualizações no YouTube. Atualmente, ultrapassa os quatro milhões de views.

Lucca, o bebê de um ano e 2 meses e agora, famoso, é um menino esperto e risonho. O UOL Estilo conversou com os pais dele, a empresária Regina Berzins, 38, e o diretor de marketing Rafael Caetano, 39, durante um evento realizado pela Johnson's na última quarta-feira (10), em São Paulo.  

Terceiro filho do casal paulistano, que também são pais de Gabriel, de 16, e Enzo, de 12, Lucca é o caçula e xodó da família. "Ele é o anjo da minha vida. Sempre soubemos do amor que dedicaríamos a ele, independentemente das limitações ou dificuldades que ele fosse ter no futuro", diz a mãe.

Lucca é temporão e os pais já haviam decidido não ter mais filhos depois dos dois mais velhos. "Eu cheguei a fazer vasectomia, mas as crianças foram crescendo e, depois de um tempo, percebemos que seria muito legal ter mais um", afirma. "Meu marido então fez a reversão da cirurgia e, após um ano e meio de tentativas naturais, veio a gravidez", completa a mãe.

Choque e superação

Raphael Castello/AgNews
Regina Berzins e Rafael Caetano são os pais de Lucca Imagem: Raphael Castello/AgNews

Regina conta que a família descobriu que o filho era portador Síndrome de Down no terceiro mês da gestação. Confessa que lidar com o choque inicial não foi fácil. "Primeiro nos preocuparmos em como seria o futuro dele e o que iria acontecer. Mas depois entendemos que era um anjo que precisava vir para as nossas vidas e seguimos em frente", conta.

Para Rafael, um dos principais desafios vividos no período foi em relação aos profissionais que estavam acompanhando a gravidez e que não souberam orientá-los a lidar melhor com a situação. Só após buscarem por especialistas que já haviam cuidado de crianças Down, segundo Rafael, foi que tiveram todo o suporte necessário.

"Fomos muito bem assessorados na gestação e isso fez toda a diferença para que o Lucca pudesse nascer bem", ressalta. Ainda assim, o bebê veio ao mundo prematuro, com 32 semanas de gestação, e acabou passando 36 dias internado na UTI. "Tivemos muito apoio".

Estrela de comercial

A mãe explica que o Lucca foi parar na propaganda por conta de um anúncio em um grupo no WhatsApp formado por mães de bebês com Síndrome de Down. "Vi em uma quarta-feira à noite, mas algumas mães comentaram que aquele era o último dia e que já tinham até agendado um teste para a manhã seguinte", conta Regina. Mesmo assim, ela enviou uma foto do filho para o link indicado, e acabou conseguindo o teste e o "papel".

"A repercussão está sendo muito louca, pois é tudo muito novo para nós", ressalta Regina. "Mas, ao mesmo tempo, está sendo muito positivo. Esta é uma causa muito nobre e, acima de tudo, essa inclusão na sociedade".

Para Regina, Lucca é um bebê como qualquer outro, que usa fraldas, chora, come e ri. No entanto, sabe que ele precisará de um estímulo maior no futuro, como a ajuda de um fisioterapeuta e um fonoaudiólogo, entre outros especialistas. "

Ela ressalta que teme o preconceito que Lucca possa sofrer quando for adulto. Mas fica aliviada de não ter passado por nenhuma situação ruim até agora. "Meus outros filhos, inclusive, não tiveram problemas quando contamos sobre a condição do irmãozinho. Nosso filho do meio só fez uma pergunta: 'O Lucca vai poder jogar bola com a gente?'. Respondi que sim, e ele disse: 'então, está tudo bem, mãe", contou.

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