Gestação

"Meu filho pedia um irmão, Deus mandou quatro", diz grávida de quadrigêmeos

Arquivo Pessoal
Rosilene foi apelidada de "quadrimãe" por estar grávida de quadrigêmeos Imagem: Arquivo Pessoal

Thamires Andrade

Do UOL

15/05/2017 17h11

Cauã, de 8 anos, sempre pedia aos pais que lhe dessem um irmãozinho. Rosilene Lima da Silva, 29, e o marido, Regivaldo Silva, 30, de Feira de Santana, na Bahia, resolveram atender ao pedido do primogênito. O casal só não esperava que ao invés de um bebê, viessem quatro. Rosilene está no quinto mês de gestação de quadrigêmeos.

A descoberta da gestação múltipla foi um susto. "Já sabia que estava grávida, mas comecei a sentir uma dor na barriga e fiquei com medo de perder o bebê novamente", diz Rosilene, que engravidou em 2015, mas sofreu um aborto espontâneo. "Fui para o hospital e quando eles fizeram o exame viram que tinham três sacos gestacionais. Fiquei desesperada!". 

O médico pediu que Rosilene repetisse o exame novamente para confirmar a gestação múltipla. "A médica estava demorando para falar se eram mesmo trigêmeos. Quando perguntei, ela disse que seriam quatro. Fiquei ainda mais desesperada e comecei a chorar. Só depois que veio a felicidade. Meu filho brinca que ele pediu tanto para ter irmãos que Deus já mandou quatro de uma vez", fala.

Cauane, Kaliani, Cauê e Caio

Rosilene espera dois meninos e duas meninas. "O Cauã escolheu o nome de uma das garotinhas, que será Cauane", diz, orgulhosa. "A outra se chamará Kailani e os dois meninos serão Caio e Cauê”.

A grande preocupação da “quadrimãe”, como foi apelidada na cidade, era com os gastos financeiros que a vinda de quatro crianças traria para a família. Atualmente, só o pai trabalha, em uma empresa transportadora de cargas. "No nosso orçamento só cabia mais um. Daí vieram três a mais...".

Rosilene foi afastada do trabalho pois a gravidez é considerada de risco e ela precisa de repouso. "O início foi bem difícil. Tinha muito enjoo e tontura. Não podia ficar um minuto sozinha porque podia ter queda de pressão ou falta de ar, mas depois passou"

 "Agora o que restou é o inchaço, principalmente quando fico muito tempo com as pernas para baixo ou andando, e a dor nas costas por causa do peso da barriga que está começando a incomodar", fala.

O médico de Rosilene já explicou a ela e ao marido que a gestação chegará, no máximo, até 31 semanas e o parto precisará ser realizado em Salvador. Como os bebês nascerão prematuros, vão precisar de leitos na UTI neonatal em uma unidade mais equipada.

Sem parentes na capital baiana, ela e o marido ainda não sabem como permanecerão lá enquanto as crianças estiverem internadas. "Os bebês ficarão internados na UTI neonatal e nós não temos familiares em Salvador, nem dinheiro para ficar lá. Estamos vendo se vamos conseguir ficar no próprio hospital, pois eles só vão sair quando estiverem com o peso adequado", conta.

Ajuda de outra "quadrimãe"

Enquanto era atendida no hospital, logo no início da gravidez, Rosilene conheceu o médico Yure Maia, marido da psicóloga Layane Cedraz, que também teve quadrigêmeos há quatro anos. Ele, então, foi a ponte para que as duas se conhecessem e começassem a dividir experiências sobre essa fase. E a amiga tem dado várias dicas para a "quadrimãe de primeira viagem".

"A Layane e o Yure foram dois anjos que Deus colocou na nossa vida. Eles têm nos ajudado bastante com tudo! Ela doou o berço que era dos filhos dela e que cabem as quatro crianças. E também conseguiu ajuda com loja de material de construção para o quarto das crianças e seis meses de fralda e lenço umedecidos de graça em uma farmácia", fala.

A psicóloga também compartilha com Rosilene as situações que ela enfrentará. "O que eu fiquei mais chocada foi quando ela me mostrou a foto dos filhos dela logo quando nasceram. Eu não imaginava que eram tão pequenos. Se eu não tivesse visto isso antes, ia me assustar quando os meus nascessem. Mas, agora, ficarei tranquila, pois sei que com o tempo eles vão crescer e ficar bem", fala.

32 fraldas por dia

Layane também dá dicas de logística para a família, como a média de fraldas que os quadrúplos gastam, cerca de 32 por dias, e como funciona os cuidados com muitos bebês ao mesmo tempo. "Ela já falou que quando um bebê dorme, o outro acorda. Por isso, a minha família já está mobilizada para me ajudar. Vai ser uma grande barra, mas vamos sair vitoriosos", diz.

Outra ajuda que a psicóloga tem dado ao casal é com a organização de eventos para conseguir fraldas e roupinhas para o enxoval das crianças. "No dia das mães, minha família fez meu chá de bebê e na terça-feira, dia 16, a Layane organizou um chá de fraldas solidária para a gente, pois ainda precisamos de muitas", conta.

Apesar de todas as dificuldades, Rosilene e o marido comemoram a chegada dos quatros filhos. "Estamos felizes por esse presente. Agora temos essa missão de dar todo carinho, amor e educação para eles", fala.

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